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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

08/03/2011 09:54

O salário mais mínimo do mundo moderno!

Jeovah de Moura Nunes (*)

A presidente e todo o Senado votaram pelo salário mais mínimo possível para o povo pobre brasileiro. É mais uma prova de que “eles” querem tornar a vida caótica e extremamente difícil para as classes pobres e desprovidas de recursos, mergulhando-os numa vida infernal. Existem países com um salário mínimo ainda menor do que o nosso, porém são países em que a fome pertence à maioria, determinando quem viverá, ou morrerá. Não é o nosso caso brasileiro, mas fica cada vez se aproximando dos países pobres africanos e de outros continentes em situação de miséria absoluta. Significa basicamente que no Brasil existe, no entender dos políticos, uma casta que não pode nem deve ganhar um pouco mais. É semelhante aos 350 anos da terrível escravidão no Brasil, quando o pobre foi explorado pelos poderosos de forma cruel e tenebrosa. Hoje não há mais o chicote, há sim o salário mínimo, o qual dói nas costas dos trabalhadores como se fosse um imenso chicote governamental. Chicote este, usado a bel prazer por todos os presidentes sem sentimentos de cidadania e favorecendo apenas aos abastados.

Os nossos governantes investem muito mais no aumento da miséria brasileira. Um salário mínimo mais miserável do mundo. E quem vive miseravelmente não tem condições de se educar em escolas, melhorar o padrão de vida, aprender e conhecer o comportamento da natureza em relação ao homem. Tudo feito errado só vai dar mesmo com os costados em meio aos barrancos cheios de lama. É quando o brasileiro sem estudo descobre que fora enganado em toda a sua vida de pobre pelos políticos brasileiros, os quais quando não são ladrões são responsáveis pelas mortes de centenas de cidadãos de bem. Portanto, alguns deles além de ladrões são também assassinos ao enganarem inocentes colocando-os em barrancos arenosos e na beira de abismos profundos.

O salário mínimo na França é de 1.337,70 Euros. Em Reais equivale a R$2.942,94, relativamente ao câmbio do Euro no dia 17.06.2010 em R$2,20. Nos EUA de um modo geral é usado o conceito de salário mínimo anual e sendo assim o valor gira em torno de 15.000 dólares. Convertendo este valor para salário mensal é mais ou menos o equivalente a 1.257 dólares, que em Reais chega a R$2.237,00, baseado no câmbio do dólar em 17.06.2010. Estes pequenos exemplos demonstram claramente que o trabalhador brasileiro é punido com o mais baixo salário do mundo livre, ou seja: o Brasil dos ricos é uma nação que vampiriza os pobres para engordurar os ricos. A presidente Dilma que parecia apoiar a pobreza com maiores e melhores notícias salariais, pelo contrário, acabou demonstrando maiores favorecimentos ao capital, deixando a miséria na mesma miséria de sempre. Não adianta acreditarmos em pessoas subjetivas quando prometem mentirosamente. As promessas de dias melhores significam na linguagem dos políticos que “dias piores virão para vocês pobres”. A presidenta até que poderia dar um aumento salarial mais robusto, mas ela e os demais políticos não querem porque infelizmente os pobres estragariam a digestão dela e não a gestão. O presidente barbudo com o nome de um bicho do mar, “lula”, foi outro também que investiu pesado no crescimento da miséria dos miseráveis. E estes miseráveis, se é que ainda estão miseráveis, abanaram bandeirinhas em homenagem ao barbudo! Abanar bandeirinha para políticos no Brasil é como ser um cachorro abanando o rabinho! No meu entender, político não merece nada do povo. O povo sim merece tudo deles, porque nós, o povo, somos os patrões, e eles, políticos, são os nossos empregados. Mas, quando entram no poder eles trocam de lugar: passam a ser os crápulas da sociedade.

Atualmente o Brasil atravessa uma fase de violenta e interminável criminalidade. Os poderes constituídos não estão nem aí com tamanha violência. Parece até que eles apóiam os criminosos porque não há uma solução, uma providência maior dos poderes. Os legisladores nada legislam com relação a isto. Não procuram uma solução oficial para o problema. Deixam tudo nas mãos da Polícia. Ora, a Polícia nada pode fazer a não ser dar busca e prender através de minuciosas investigações e isto leva a prender e soltar, soltar e prender porque se trata de um mecanismo precário de que se tem ao alcance das leis ainda dos tempos em que o diabo andava no Brasil. Atualmente o diabo retornou para criar um inferno no Brasil. E, na verdade já criou! Boas leis não são produzidas. Afinal, os legisladores já trabalharam demais no Congresso aumentando os salários deles mesmos em mais ou menos 60% e outras vantagens pecuniárias. Isto foi algo assim como faz o criminoso ao iniciar um trabalho, digo um roubo. A bruxa está solta no Brasil e os governos se divertem e nós carregamos pesada cruz em forma de pesados impostos, que a camarilha governamental adora aumentar.

(*) Jeovah de Moura Nunes é Escritor e Jornalista, autor de “Memórias de um camelô” entre outros livros.

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Prezado Giovanni Azevedo...
Respeito muito sua opinião, mas ainda assim discordo de você quando diz que o problema não é tão político e sim cultural. Ora, a política dá toda as regras que favorecem aos senadores e deputados, pessoas que sequer precisam de dinheiro, quando têm eles o suficiente para viverem muito bem, em sendo político ou não político. O que ocorre é o fato da demasiada ganância incontrolável desses homens, que possuem o dom de enganar os eleitores e a maioria dos eleitores parecem dizer: "me enganam que eu gosto!". Ser enganado todos percebemos que o somos, porém as atitudes erradas e até vil dos políticos são aceitas pelos poderes judiciários e executivos. Não há entre eles um sentimento de revolta contra um dos três poderes. Nem mesmo citam as roubalheiras que um dos poderes sofre. Diante disso o pobre e o seu salário mínimo é esquecido, ou deixado para resolver mais para frente e com uma vileza de enorme baixaria política, tratando o trabalhador pobre com desprezo e esquecendo que ele, o pobre, foi quem o elegeu. Daí aumentam apenas uns míseros trocados afirmando que o tesouro público não tem suficiente poder de maiores gastos. Cai o pano teatral, porque todos nós sabemos dos gastos absurdos com os salários "deles", essa politicalha brasileira. Está muito longe deste problema ser apenas um problema cultural. Eu diria que é apenas uma verdadeira LADROEIRA dos políticos, que tiram do pobre para encher os bolsos deles.
 
Jeovah de Moura Nunes em 12/03/2011 01:21:31
Agradeço a todos que deram suas opiniões de uma maneira contrária e a favor a respeito do artigo "O SALÁRIO MAIS MÍNIMO DO MUNDO MODERNO". No entanto apreciei com maior zelo a opinião mais extensa de Giovanni Azevedo. Bastante crieterioso ele se posicionou de forma adequada à sua opinião. No entanto, continuo com a minha opinião de que há uma exploração - até desumana - neste meu conceito de um salário mínimo mais mínimo do mundo. E este é o caso do Brasil há quase um século. Abraço a todos que deram e outros que darão suas respectivas opiniões. Muito Obrigado a todos.

Jeovah de Moura Nunes
 
Jeovah de Moura Nunes em 09/03/2011 09:27:05
A verdade é apenas uma, a população tem os políticos que merecem!
Quem elege os políticos é a grande massa, que na sua maioria recebem o tal salário mínimo.
O dia que o brasileiro tiver 5% de sua soberba capacidade mental voltada a política a situação muda.
 
Marcio Brunholi em 08/03/2011 11:58:53
O que poderíamos dizer de15 anos atrás? O que melhorou e desde quando começou melhorar? Quem segurava as rédeas da charrete e por quanto tempo chicoteou os lombos do equíneos?
Quem não tem colírio usa óculos escuro e quem não tem filé come pão, roe osso duro; quem não tem visão bate a cara contra o muro...
 
Ezio José em 08/03/2011 11:38:47
Caro Jeovah,
Respeito a sua opinião, porém, me senti no dever de discordar em alguns aspectos.
Primeiramente, deixo muito claro que concordo quando diz que o salário mínimo brasileiro é muito inferior ao necessário para viver dignanamente, ou ainda constitucionalmente, uma vez que o valor atualmente fixado não é suficiente para atender às necessidades contempladas na Carta Magna de 1988.
Porém, não podemos ignorar a lenta, porém crescente e sólida evolução do salário mínimo. Historicamente falando, o primeiro salário mínimo (década de 40) era em torno do equivalente a U$12 (doze dólares americanos). O atual salário está valendo quase 330 dólares.
Se comparado somente na vigência do plano real, ainda assim temos uma evolução considerável. Claro que isso implica em outras variáveis, como a queda do dólar no mercado mundial e outros tantos fatores que influenciam nessa equação.
O fato é que temos um poder de compra melhor em relação ao dólar e, o que considero melhor ainda, não estamos mais tão dependentes desta moeda estrangeira, caso contrario nossa economia acompanharia a involução da economia mais poderosa do mundo.
Concluo que um dos grades problemas brasileiros está na cultura do imediatismo. O imediatismo das políticas assistencialistas que dão dinheiro e não criam fontes de renda, empregos, a política imediatista que não melhora o ensino público, cria cotas nas universidades (absurdo) ou ainda nos concursos públicos (algo sem classificação, acima de absurdo). Desprezamos o fato de que toda grande estrutura precisa de uma base sólida e proporcional e isso, no meu leigo e humilde entender, serve também para a economia.
Quanto aos salários: a carga tributária da França é maior que a brasileira e a União Européia está ameaçando ruir por não ter mais aquele poder econômico de anos anteriores.
Portanto, meu caro, penso que o problema do Brasil é muito mais que político, é cultural.
Obs: Não exerço política partidária, sou apenas alguém que, às vezes, pensa um pouco na vida...
 
Giovanni Azevedo em 08/03/2011 11:20:24
...Quem gosta de mínimo é político brasileiro...? Seu texto é o máximo! Realista e atual, pena que o povo, esse que ganha salário mínimo, esteja dormindo em berço explêndido!
 
Vicente de Paula em 08/03/2011 11:02:54
O Salário Mínimo foi sancionado pelo então Presidente Getulio Vargas.O espírito da lei, entendo que é o mínimo a pagar como salário. Isto não impede que o patrão ou empresário pague mais ao seu funcionário, atrelando assim a sua produtividade ao salário mínimo e ao lucro auferido na sua atividade. Mas, culturalmente vem a pegunta: quem se habilita a diminuir o seu lucro? Assim pensando, não é apenas o governo o culpado. Na carência de mão de obra especialisada esta tende a ficar mais cara, mas na relação custo total, a sua influência não é tão significativa quanto os encargos decorrente da atividade produtiva. A equação determinante para estabelecimento do salário mínimo passa não só por vontade política, mas por cultura administrativa. Em cultura administrativa esbarramos no corporativismo da máquina pública com salários incompatíveis a realidade brasileira, o superfaturamento em obras,
concorrendo para o "Custo Brasil ". Saneando este comportamento que é cultural poderíamos chegar a um Salário Mínimo que atenda os princípios da lei.Cabe a segunda pergunta: qual deputado ou senador que votará a favor na diminuição de sua verba da gabinete? Mas são êles que aprovam o Sálário Mínimo, e seus própios salários.Esta é a cultura.
 
Almerindo de Oliveira em 08/03/2011 06:07:21
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