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16/11/2014 14:00

Onde está Delinha?

Por Gilson Cavalcanti Ricci (*)

O nosso rouxinol não mais embala os corações sul-mato-grossenses com sua voz maviosa. Não a vemos mais surgir nos meios de comunicação de massa, como a víamos no passado recente, com sua simpatia a cantar as belas melodias do nosso amado rincão. Delinha é o nosso patrimônio musical, que deve ser preservado com carinho e respeito. Logo cairá no esquecimento, como sói acontecer em nosso País aos grandes encantadores de plateias.

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Delinha representa em nossa terra um marco cultural, que arrebata plateias com sua voz maviosa, chegando a ser incluída com destaque no rol da música sertaneja nacional. Merece não somente nossos efusivos aplausos, mas também ter seu nome marcado nos anais da cultura sul-mato-grossense, e via de consequência merece receber das autoridades governamentais a homenagem material necessária a dar-lhe conforto e tranquilidade para viver o tempo que lhe resta de vida.

Cabe, portanto, às autoridades públicas estaduais e municipais homenagearem os artistas da terra que souberam enlevar o povo com o carisma da arte, como assim foi e é a nossa conterrânea Delinha, o rouxinol de Mato Grosso do Sul, como já me reportei a esse respeito em outra oportunidade. Acabamos de viver mais uma campanha eleitoral, na qual ouvimos dos candidatos promessas e mais promessas, todavia nenhum deles se lembrou de defender um projeto de lei em prol dos artistas na velhice, que sempre existiu em outros países, como na França por exemplo.

Nossa saudosa conterrânea Helena Meireles – a Dama da Viola - levou plateias ao delírio, dedilhando em sua viola caipira músicas regionais e paraguaias. Mulher rústica, nascida na barranca do rio Paraná, no município de Bataguassu, somente teve notoriedade em sua velhice, ao ser reconhecida pela revista americana Guitar Player como uma das cem melhores instrumentistas do mundo. Morreu pobre e esquecida, sem qualquer reconhecimento à sua memória por parte da elite cultural do nosso Estado – uma ingratidão imperdoável a merecer reparação.

Nesse precioso relicário da música sul-mato-grossense, inscrevo o também saudoso Délio, da dupla Délio e Delinha, a quem não fora prestado nenhum reconhecimento pelos órgãos culturais do nosso Estado, a exemplo da situação de Helena Meireles. Resta agora outro ícone especial da cultura musical de Mato Grosso do Sul: Delinha.

Certamente ela também terá a mesma indiferença das autoridades culturais de nossa terra, caso as autoridades governamentais deixem passar em branco a epopeia de sucessos que representa o Rouxinol de Mato Grosso do Sul, a nossa querida conterrânea Delinha, que merece o aplauso do povo sul-mato-grossense, por sua presença marcante no cenário artístico brasileiro, como um dos expoentes da música de raiz. Sua voz traz aos corações apaixonados mensagens de amor e de saudade, a cantar como um rouxinol plangente melodias sentimentais de nossa terra querida.

Não posso encerrar este artigo, sem indicar a melhor maneira de homenagear em vida a interprete impecável que é Delinha.

Sugiro aos vereadores e deputados estaduais, a apresentação de um projeto de lei, através do qual fique autorizado o Poder Executivo a dotar à Delinha uma pensão especial mensal calculada em dez salários mínimos. Não é muito. Mas servirá de prêmio justo à ilustre homenageada, que tanto honrou e elevou o nome do nosso amado Mato Grosso do Sul no cenário musical brasileiro.

(*) Gilson Cavalcanti Ricci, advogado

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