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Campo Grande, Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2017

10/05/2014 09:29

Os políticos que temos e os políticos que merecemos

Por Naiara Trajano e Sérgio Moretti (*)

O exercício do voto é a garantia de que nossa opinião somar-se-á a dos nossos concidadãos e eleger os políticos que vão defender os nossos interesses, seja no âmbito municipal, estadual ou federal. É isso mesmo, os interesses são nossos, porque os homens que lá estão (muitos deles envergonhando o país) foram eleitos por nós mesmos. Não adianta transferir a culpa. Ela é toda nossa. Gostemos ou não, estes são os políticos que temos, porque os elegemos.

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Mas isso não é tudo, temos mais alguns interesses nesta questão. Somos nós que pagamos os impostos trabalhando cinco meses do ano para esse fim. Tudo o que se gasta em nome dos governos de todas as alçadas neste país foi pago por nós, com o nosso suado dinheiro. Deveríamos nos indignar mais quando vemos esta roubalheira, as falcatruas descaradas, os arranjos políticos espúrios, a falta de respeito conosco. Nós que somos cidadãos, contribuintes e eleitores desta classe política que, infelizmente, merecemos, pois não podemos terceirizar a culpa para ninguém.

Quando o usuário de um serviço público questiona, reclama, fala mal, deve pensar, para o bem da comunidade, qual a razão que está por trás e faz com que nosso serviço público seja de péssima qualidade. Por que coisas tão negativas, enganadoras estão acontecendo no Brasil? É como se todo mês alguma tentativa de desvio de dinheiro público, suborno, corrupção surgisse e aceitássemos passivamente, inertes, como se não ligássemos para os nossos direitos.

A esse estado de coisas precisa ser dado um basta! O bom cidadão é aquele que tem consciência social e, ao votar, pensa num futuro melhor para o país, onde a corrupção seja punida com o devido rigor, que todos possam exercer seus direitos fundamentais, dispostos na Constituição Federal do Brasil. O bom cidadão é alguém ciente dos problemas e das possibilidades de mudanças existentes, e que para isto depende de um único ato: o voto consciente, e não o voto de cabresto. Consciência social é a chave da mudança.

Caro cidadão e leitor, por que você vota? Para exercer o direito de influenciar nosso país por justiça social, educação, saúde e segurança, dentre outros direitos fundamentais da cidadania? Ou seria para eleger um amigo e ganhar favores? O que leva você, cidadão e eleitor, à urna eletrônica a cada dois anos? Você quer manter o atual estado de coisas ou quer ser um agente de mudança, alguém que faça a diferença? Podemos ser um grande país, já não precisamos acreditar que somos o país do futuro.

Caro concidadão, contribuinte e eleitor, pense antes de votar, para que possamos ter os políticos que merecemos.

(*) Naiara Trajano dos Santos é acadêmica de Direito e Sérgio Luiz do Amaral Moretti é professor Dr. do Mestrado em Hospitalidade.

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