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Campo Grande, Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017

19/04/2016 10:07

Os treze trabalhos de Hércules

Por Ruy Chaves (*)

Não me lembro se foi exatamente assim, mas meu amigo Hércules, o mais extraordinário herói grego, enfeitiçado pela deusa Hera, ficou completamente louco e matou sua mulher e seus filhos. Depois, para recuperar sua honra, recebeu do oráculo de Delfos a missão de realizar 12 trabalhos absolutamente impossíveis aos homens comuns.

A maior epopeia do universo começou com o Leão da Neméia, monstro que comia todo mundo, especialmente quem o enfrentava com espadas, lanças e flechas. Nenhuma arma era capaz de matá-lo, porque sua pele era impenetrável a não ser por suas próprias garras. Então, Hércules o estrangulou, tirou suas garras e cortou belo casaco que usou em muitas aventuras.

Criada por Hera para matar Hércules, a Hidra de Lerna era uma terrível serpente-dragão com nove cabeças que regeneravam quando cortadas e que matava somente com seu bafo, mas Hércules ao cortar cada cabeça queimou imediatamente suas feridas impedindo que renascessem.

A belíssima Corça de Cerinéia, chifres de ouro e pés de bronze, que corria mais que o vento e nunca se cansava, não foi páreo para Hércules que a perseguiu por um ano até capturá-la e levá-la nos ombros ao reino de Eristeu.

Capturar vivo o Javali de Erimanto, que devastava plantações inteiras, foi tarefa simples para Hércules, assim como limpar os estábulos do rei Áugias que acumulavam trinta anos de urina e de fezes de três mil bois: nenhuma dificuldade para desviar dois rios.

Os trabalhos voltaram a esquentar e ele matou aves gigantescas com cabeças, asas e bicos de ferro, que interceptavam a luz do Sol, e em seguida humilhou o aterrorizante Touro de Creta ao montá-lo e levá-lo vivo a Euristeu. Depois, foi a vez de derrotar Diomedes, com seus cavalos que cuspiam fogo e que comiam estrangeiros que chegavam com as tempestades.

A saga continuou. Hércules venceu as Amazonas apossando-se do cinturão mágico da rainha Hipólita e em seguida matou o gigante Gerião, que tinha três corpos, seis braços e seis asas, e tomou seu rebanho que era protegido por estranhas criaturas, um cão de duas cabeças e um dragão de sete cabeças.

Sustentando o céu nos ombros no lugar de Atlas, após a morte do dragão de cem cabeças, Hércules colheu os pomos de ouro do Jardim das Hespérides e finalizou seus lendários trabalhos trazendo vivo, do mundo dos mortos, o seu guardião, o Cão Cérbero.

Caríssimo amigo Hércules, socorro! Teus trabalhos estão incompletos. Precisamos absolutamente de teus super poderes. A situação no Brasil parece filme de terror, monstros por toda parte comendo gente, cuspindo fogo, muitos estábulos por limpar!

São seres das trevas, traiçoeiros e venenosos, mais perigosos que o Leão e a Hidra, cabeças de cavalo e de touro em corpos de gente, bichos homens que correm como a Corça, devastam ainda mais que o Javali, que se apossaram até do Sol. Ajude-nos, amigão, no maior desafio de sua vida. Seu próximo trabalho dará muito mais trabalho que seus 12 trabalhos anteriores somados, super herói! Panta rei.

(*) Ruy Chaves é diretor na Estácio e da Academia do Concurso

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