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26/07/2014 17:49

Pare, pense e se visite

Por Dominique Magalhães (*)

Fazer uma pausa, tirar um ano sabático, sair de férias. O momento reservado para dar um tempo e quebrar a rotina é perfeito para a diversão e o sossego. Mas e se aproveitássemos esta ocasião para refletir sobre os rumos de nossa vida e o encontro dela com a felicidade?

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Desde que nascemos somos condicionados a seguir padrões, e pensar diferente do que é estabelecido pode causar constrangimento e medo. Buscar uma nova direção, agir fora dos padrões, pode nos levar de encontro àquilo que dá essência a nossa vida. Na maioria das vezes tememos que as coisas não saiam do modo como planejamos, e nossas vidas continuem a ser uma simples continuação do passado.

Se você se sente infeliz com tudo que já viveu, venho lhe alertar de que nem tudo está perdido. Ainda é possível dar um novo rumo a sua história e encontrar a felicidade, de agora em diante. Não se preocupe com as opiniões alheias e acredite que sempre existirá tempo para as mudanças. Procure conhecer melhor a si mesmo, gaste um tempo buscando saber o que dá sentido a sua vida. Às vezes necessitamos virar a mesa, chutar o balde, dar a volta ao mundo, nos distanciar de tudo para enxergarmos nossos dilemas de forma mais clara e objetiva.

Penso que seria maravilhoso se todo mundo, ao menos uma vez na vida, programasse uma viagem para pensar se sua vida está verdadeiramente respeitando seu ideal de felicidade.

Segundo um estudo divulgado este ano pelo Ministério do Turismo, o número de viajantes que andam sozinhos cresceu. Os brasileiros são os mais empenhados e esse aumento ocorreu sem restrições de faixa etária. Viajar sozinho pode ser a oportunidade de segurar na mão da liberdade, se jogar no acaso, deixar os problemas pelo caminho, ampliar os horizontes, se reinventar e se presentear como uma nova perspectiva.

Pare e pense se suas viagens são momentos de experiência em que você visita a si mesmo ou simplesmente servem para recarregar as baterias para voltar a viver uma vida sem alma...

Pessoas que não se arriscam dificilmente sofrem, mas também não vivem. Por medo, algumas optam por uma vida “morna”. Que valha de incentivo a frase do ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt: "É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota”.

(Autora do livro “O que falta para você ser feliz”, lançamento da Editora Gente, é empresária com atuação em desenvolvimento social e mentora do “Projeto Social Dom – Qual o seu Dom?”).

 

 

 

 

 

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