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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

07/08/2013 09:32

Pela música ao vivo nos bares de Campo Grande

Por Galvão (*)

”Poetas, seresteiros, namorados, correi
É chegada a hora de escrever e cantar
Talvez as derradeiras noites de luar...“ (Lunik 9 - Gilberto Gil)

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Um tribunal de inquisição moderno e ao mesmo tempo retrógrado está instalado em Campo Grande pra impedir que bares disponibilizem música ao vivo aos seus clientes: o Ministério Público Ambiental e seu braço armado, a Semadur.

Sua bandeira é a lei do silêncio. Uma única denúncia formal de um vizinho incomodado com um som vai gerar um inferno astral no dono do bar, e consequentemente o fechamento do seu estabelecimento se ele não tiver condições de investir em média uns 70 mil reais com tratamentos acústicos, engenheiros ambientais, projetos etc pra poder assim adquirir sua licença ambiental.

Isso por si só já gera algumas conseqüências, a primeira é a segregação econômica desse seguimento comercial, ou seja, só grandes empresários poderão disponibilizar música ao vivo em seus botecos. Por exemplo, conversando com o dono do Tábua Bar e ele me falou que gastou 130 mil reais pra fazer as adequações exigidas pela Semadur pra continuar tendo música ao vivo no seu bar.

A outra é a mudança arquitetônica dos bares que estão virando boates, locais fechadas, como é o caso do Bodega na Afonso Pena e também do Miça. Esses espaços estão descaracterizados como bar, são agora boates ou algo próximo disso. Isso implica dizer que a paisagem urbana com bares na varanda, nas calçadas, com música, shows ao vivo dessa natureza, mais próximo das serenatas, desaparecerá por completo da cidade morena.

Digo isso com toda propriedade, pois além de músico, toco num bar aqui da cidade que vive um verdadeiro terrorismo por parte da Semadur e que até esse momento em que escrevo, só está funcionado por força de uma liminar.

Quando me perguntam a quem estamos incomodando com a música que fazemos na Madah, num sábado à tarde, numa região comercial, quase sem vizinhos, eu respondo: o ar! Nunca as maquininhas de medir decibéis foram tão usadas, todos os sábados vão lá pra Madah medir, mas mais do que isso, vão nos aterrorizar, nos inquietar, nos humilhar, medir forças, mostrar que trabalham, praticando multas abusivas e impagáveis. Eu até perguntei uma vez ao fiscal o porquê de tanta dedicação.

“O promotor nos cobra todo dia!”. Enquanto isso nossos córregos estão morrendo, mas é a nossa música que está prejudicando o ar! Essa ecologia praticada por eles é de gaveta, burocrática e a lei que os amparam não é recepcionada à luz da hermenêutica hoje! No conforto dos seus gabinetes eles nem imaginam o prejuízo que causam quando fecha um bar.

Demonstra-se claramente que essa política urbana feita, em MS, é feito por pessoas de visão limitada. São músicos, garçons, cozinheiros, dentre outros profissionais indiretamente que são ceifados do seu ganha-pão! Campo Grande é uma cidade moderna e como não tem mar, um dos maiores lazeres da população são os bares com música ao vivo. E a todo o momento se tem notícias de bares que estão impedidos de ter música.

Só aqui perto da minha casa, na Avenida Marques de Lavradio, no Tiradentes, três bares de uma só tacada foram proibidos te ter música. Enquanto cidades como Corumbá, estão em plena efervescência cultural, incentivando de todas as formas as manifestações artísticas e aqui em Campo Grande pra trabalhar, precisamos entrar na justiça, é um absurdo.

Depois o campo-grandense reclama que em feriadão prolongado a cidade fica vazia. Nossa música vive hoje à contramão do que acontece no mundo onde a música nos bares e nas ruas é incentivada. E se queremos ter turistas, precisamos de artistas!

Os mais famosos filhos de Mato Grosso do Sul são músicos que nasceram nos bares! Atenção cantores, músicos, artistas, ouvintes, garçons, cozinheiros e pessoas que velam pela alegria do mundo, é chegada a hora de botar a boca no trombone! Este manifesto é um pedido de socorro à nossa música!

(*) Raimundo Edmário Guimarães Galvão é músico e jornalista.

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O pior de tudo é que existem igrejas que fazem muito mais barulho, e alguns bem mais "desagradáveis" do que os bares, que fazem, tão e simplesmente, música...

Mas a prefeitura não tem peito pra fechar igreja né... O "esquema" ali é outro...

"Deus tá vendo"...
 
Luis Ávila em 12/08/2013 18:07:38
Concordo com o manifesto. Porém deve-se ter parcimônia para saber ao certo qual causa e a quem interessa esse movimento. Considero a música essencial para o desenvolvimento geral do ser humano. Assim, ter música ao vivo é sim uma necessidade. Abusos devem ser sim fiscalizados e punidos. Esses donos de estabelecimentos, na maioria das vezes lucram imensamente em cima do fato de se ter música em seus estabelecimentos. Conheço muitos músicos de Campo Grande e sei o quanto são explorados e pouco valorizados. Assim, que se invista nas proteções acústicas quando couber! Que se reduza o volume quando couber e da mesma forma, que se puna quando apuradas as responsabilidades. O músico não pode ficar refém nem dos promotores e nem dos donos de bares que só lucram e nada investem realmente na cultura
 
Paulo Bueno em 12/08/2013 17:04:04
Quem acabou com a noite da cidade foi a chegada da musica sertaneja com aparelhagens de som a toda, com péssimas duplas no palco gritando mais que se estivessem ameaçados de serem mortos, clientes jovens bebendo de forma absurda urinando na porta dos vizinhos, com som nos carros na rua, fazendo barulho perturbando os moradores em tudo o quarteirão, muitos se drogando, gritando e ate com cenas sexo explicito dentro do carro e ate na portas dos vizinhos. E muito bom fechar essas casa sim so assim para salvar a noite da cidade dos aventureiros lixos musicais e duplas de sertanejos.
 
Ismael Lousada em 12/08/2013 13:11:15
Os donos de locais noturnos so imitam os uns aos outros, se uma casa num estilo de musica tem sucesso todos imitam essa casa , invassão de essa tal "musica sertaneja" acabou com a noite. Som extremamente alto, duplas insuportaveis musicalmente e ainda temos que pagar couvert artistico. O dono paga mal os tais "profissionais" aventureiros da musica. Entao a cidade uma cidade com uma noite péssima onde não ha escolhas, cade: uma casa de samba? uma casa de MPB?, uma casa de musica da terra? um piano bar de verdade como na época do Hotel Campo Grande com o melhor músico do estado Julho cheda?. Campo Grande não tem noite musical.
 
margot F. Lisht em 12/08/2013 13:04:04
Campo Grande não tem vida noturna como outras cidades onde existem escolhas musicais aqui tudo se imita ou copia e nada se inventa, os "ëmpresarios" de Campo Grande nao tem nenhum interesse com a qualidade musical que apresentam nos seus locais, cobram absurdos couverts artisticos e contratam aventureiros (Não profissionais da musica) pessoas que so querem aparecer. Entao pagam verdadeiras esmolas para esse pessimos que dizem ser musicos e aproveitam para eles mesmo o valor recebidos pelos couverts artisticos. Hoje em dia Campo Grande virou Goinania..so da musica sertaneja ou pagodinho na noite..o som extremamente alto nao deixa nem falar os fregueses...uma falta de respeito total para com quem paga para tentar estar a vontade num local noturno. Entao musicalmente a noite esta um lixo.
 
marcos f. Gartia em 12/08/2013 12:19:44
minha opinião se resume aos donos de bares que na hora de contratar músicos , preferem contratar musico que não são Profissional , .
o musico tem que ter vivencia e experiência em tocar em ambientes com o volume adequado e não da maneira que muitos dos músicos que estão na noite de Campo Grande , e isso porque não querem pagar justo o que a categoria pede e merece !! bem feito porque quando eu tocava e cobrava uma valor que era justo pra categoria , era cancelado meus contratos na casa e era colocado um que cobrava mais barato !!
E isso só acontece aqui em campo grande , porque em outras região o músicos são valorizados , e isso gera musica de qualidade .....
 
Paulo Roberto Antunes de Morais em 12/08/2013 08:55:34
Carlos Roberto, o problema é que a maioria não quer volume baixo, eles querem atravessar a noite tocando com volume alto o suficiente para serem ouvidos a várias quadras. Conversei com o dono de um bar uma vez e ele disse que uma das bandas (que ele não ia mais contratar) faz questão de tocar bem alto e dane-se.

Combater a poluição sonora é ruim? Porque não vão pesquisar os malefícios disso? Melhor ainda, porque não vão experimentar a situação? Comprem uma casa ao lado de um dos bares barulhentos e levem seus filhos e seus pais pra lá, pois parece que muita gente só aprende pela experiência.

Na época da poluição do ar em Cubatão, diziam a mesma coisa, "o importante é o progresso" "tá incomodado se muda", "coisa sem importância", "vai incomodar só o fulano", "reclamar é antipatriótico".
 
GuilhermeArakaki em 09/08/2013 12:12:53
Podem contar com meu apoio, embora não seja músico profissional, gosto muito de música, sou filho de músico, das antigas, de Aquidauana,(pena que não herdei essa habilidade), mas é isso mesmo, CG, apesar de ser uma capital, ainda se rende à mentes provincianas que não sabem, ou não querem curtir a vida, rock and roll, forever...
 
Kleber Espinoza em 08/08/2013 22:14:32
Campo Grande já é uma cidade pobre culturalmente. Não vemos em nossa capital uma política de valorização dos artistas da terra, os quais sempre nos enchem de orgulho (tô falando dos verdadeiros, dos que se ocupam em manter a tradição sagrada do Estado) e que merecem devidos respeito e valor, sob pena de acabarem debandando para capitais que lhes oportunizem melhores condições. Do jeito que a coisa anda, daqui a pouco só teremos cantores a (des)nível de "CAMARO AMARELO" , aí é que a coisa vai ficar feia. Ao invés da população se revoltar com roubalheiras de políticos, sacanagem de médicos com a saúde, impostos que valem o "olho da cara" no Estado, dentre outras atrocidades vividas por nosso povo, ficam querendo cercear músicos de valor. Isso me revolta!
 
Olívia Moreira em 08/08/2013 21:29:57
Gente é só colocar o som com volume baixo, se a semadur chegar pra medir o som verá que ele está abaixo do permitido, assim sendo ñ terá motivo pra nada, correto?
vai incomodar sim o nosso amigo Guilherme Arakaki com certeza, ele tá incomodado
e mto, parabéns Galvão, é hora dos músicos dessa terra se unirem e acabarem com
esse absurdo!
 
carlos roberto de araujo (xexeu) em 08/08/2013 20:33:47
Primeiramente Parabéns pela matéria!!! como sempre tanta coisa para ver sobre meio ambiente logo poluição sonora??? acho que tem muita coisa mais muita mesma para resolver do que pegar no "pé" de quem esta trabalhando e dano emprego a varias pessoas que vive desse ramo e claro pagando esses impostos abusivos como sempre,alias mais um alvará de liberação de som ambiente mais imposto e mais "ACORDA BRASIL"
 
Danilo Silva Moreira em 08/08/2013 19:00:03
Mas só pra esclarecer, para a lei, não importa hora nem zoneamento para incorrer em perturbação do sossego ou poluição sonora.

Zoneamento: só é importante para definir a quantidade de decibéis permitidos.

Habitualidade: importa se for beeeeem de vez em quando, que nem festa de aniversário, uma vez por semana já é hábito.

Horário: Para a lei a pertubação pode ser do sossego (não necessariamente repouso) ou ao trabalho, além do mais, tem pessoas que trabalham no período noturno e repousam de dia.

Maioria X minoria: é preciso pesar a necessidade de sacrificar alguém em prol da maioria. O sacrifício é vital para a maioria? Não? Então não tem sacrifício, mesmo porque um dia a minoria pode ser você que está lendo isso.
 
Guilherme Arakaki em 08/08/2013 17:01:05
Aos participantes dos comentários sobre a matéria, tenho a dizer que:em quaisquer situação cabe-se o bom senso, é claro q um Bar deve respeitar seus vizinhos, q se proponha a fazer um som em tom tolerável, que se o bairro não for comercial, q se faça tratamento acústico, q tenha horário para terminar, que haja discernimento ao trabalhar.Agora, eu indago:será mesmo q trabalhar com música de qualidade,com bons músicos, apenas e exclusivamente 1 vez por semana, em horário das 12 as 18 horas,impreterivelmente, atrapalha tanto assim os vizinhos, q estão a alguns bons metros do estabelecimento,já q o bairro é comercial.Ah,não posso esquecer de mencionar q os decibéis são bem toleráveis.
E continuo.....pq não haver uma boa convivência entre estabelecimento e possíveis vizinhos incomodados?PAZ!
 
renata christóforo em 08/08/2013 16:18:09
Raimundo, você devia ter especificado antes. Se for como você diz (não está incomodando a vizinhança), então nada contra.

O problema é que, colocando os bares da Afonso e outros na questão, generaliza o discurso e serve de combustível para aquelas pessoas egoístas que só pensam em sua diversão pessoal e imediata, ignorando a lei e o bom senso. Afinal muitos bares incomodavam e outros ainda incomodam.

Mas uma dúvida que sempre tive, ao invés de colocar duas ou três caixas de som em alto volume, será que não diminuiria o problema se cada mesa tivesse uma pequena caixa de som anexa embaixo? Se fossem vários pontos distribuídos, talvez seja possível diminuir o volume mantendo a qualidade para o cliente sem prejudicar ninguém.

 
Guilherme Arakaki em 08/08/2013 16:17:54
porque eles não vão la nos altos da afonso pena e acabam com aquela baderna que incomoda e muito as pessoas que vão passear ou praticar esportes.
Hoje me dia os som automotivos incomodam muito mais que qualquer barzinho que toca musica ao vivo.
falta de ter o que fazer esse pessoal da prefeitura.
 
Sérgio Marques de Alencar em 08/08/2013 14:14:07
Só esclarecendo especificamente a questão do Bar da Madah. Houve sim, uma única denúncia formal, mas a história é outra, o vizinho estava incomodado com o bar em frente a sua casa e colocou o Bar da Madah no “rolo”, que fica há quase duas quadras dali. Contudo, já foi devidamente solucionada e resolvida essa questão. O evento “Sarau da Madah” funciona há dez anos, não há nem nunca houve pendengas policiais, não há problemas com a pouquíssima vizinhança, é uma região comercial, e a música é de meio dia a 18:00h e somente uma vez na semana, no sábado. Vou dizer com todas as palavras: o som no Bar da Madah só prejudica o Ministério Público Ambiental e a Semadur que já está beirando a pessoal.
 
Raimaundo Edmário Guimarães Galvão em 08/08/2013 09:39:37
Os músicos e amigos da música devem organizar um protesto formal à "lei do silêncio", uma lei que, conforme citado acima, se inclina aos caprichos de indivíduos recalcados que por não poder desfrutar momentos de lazer por motivos pessoais, prejudica a coletividade!
Como habitantes de uma capital que a cada dia se avizinha do status de metrópole pode querer viver em silêncio sepulcral? Ora, quem quer viver numa capital do porte da nossa tem que se adaptar à vida fervilhante dela! Se não estiver disposto a isso, mude-se para uma cidade do interior, ou pra zona rural onde os músicos que perturbarão o seu precioso sono serão os grilos!
Sou músico em campo grande, mas creio que por pouco tempo, se continuar nesse "ritmo", em breve terei que abandonar a cidade do meu coração, ou a profissão!
 
Oliver Cruz em 08/08/2013 05:45:01
Enquanto as pessoas acharem que cultura é encher a cara de madrugada e perturbar os outros, esse país não vai pra frente.

O som alto priva os vizinhos do merecido repouso, porque sim, eu sei que é estranho para os baladeiros, mas tem gente que dorme de noite e trabalha ou estuda de dia. Agora é preciso pensar:

O que e mais importante? Uma necessidade biológica (dormir), ou virar a noite enchendo a cara com som alto?

O que é mais egoísmo? Querer paz e sossego dentro de seu lar, ou incomodar a outros dentro de suas casas?

O que é mais individualismo? Um indivíduo acabar com o bairro inteiro, ou o bairro exigir seus direitos fundamentais?

O que são lazer e cultura para a CF/88? Algo que promova ações sociais positivas e a dignidade humana, ou que una nossos jovens aos postes da cidade?
 
Guilherme Arakaki em 07/08/2013 19:23:30
Está na Constituição: Principio da Supremacia do interesse Público

"Ocorre que, no âmbito das relações sociais, vão surgir conflitos entre o interesse público e o interesse privado, de forma que, ocorrendo este conflito, há de prevalecer o interesse público, isto é, aquele que atende um maior número de pessoas."
 
Ruan Quevedo em 07/08/2013 18:10:45
Realmente é uma vergonha a atitude dos secretários ou diretores de órgãos públicos da área de cultura em nossa cidade. Em vez de incentivarem ou pelo menos manifestarem algum apoio aos que promovem a cultura em nossa capital, eles não movem uma palha, muito pelo contrário, mandam parar ou fechar. Conheço e frequento o Bar da Madha há algum tempo, todos os sábados. Ali além de ótima feijoada e exelente atendimento, passamos horas escutando e aplaudindo os verdadeiros artistas da MPB, não só de Campo Grande mas de todo o estado e de outras terras, que são bem recebidos e têm seu espaço para mostrar a sua arte. É um lugar tranquilo que nunca houve uma confusão se quer, e o som ali tocado não importuna ninguém. A frequencia é ótima,de famílias,e de quem gosta de boa música. Recomendo a todos
 
Rogério C. Menezes em 07/08/2013 17:40:05
Igrejas evangélicas: estão amparadas pela liberdade de culto religioso, que também é uma das prerrogativas elencadas na CF/88, diferente de um bar com música ao vivo.

Promotores: São especializados, então não podem agir livremente em outras áreas como muitos pensam.

Importância do tema: Pra quem incomoda não tem importância, mas pra quem é vítima, importa e muito.

Dinheiro: É preciso entender que, como qualquer atividade comercial, abrir um bar com múscia ao vivo requer investimentos para se adequar à sua atividade e à legislação. O que não pode é operar um negócio de qualquer jeito, sem a infra-estrutura necessária e prejudicar os outros.

Emprego e progresso: Pensavam da mesma forma antigamente, e... alguém aqui lembra como era Cubatão?
 
Guilherme Arakaki em 07/08/2013 17:16:07
Concordo plenamente com o Galvão.
Há tempos que CG ta virando cidade de gente velha e chata... o Centro de CG, o nosso antigo prefeito fez questão de matar, ficou bonito, mas sem vida a noite.
Um evento cultural aqui em CG, como tem o de Corumbá ou Bonito é praticamente impossível de se fazer.
ACORDA CAMPO GRANDE!
 
Junior Alves em 07/08/2013 17:02:07
Isso é um desabafo individual, não é matéria jornalística.

Prejuízo de fechar um bar? E quantos bares favorecem a criminalidade disfarçada em meio ao tumulto? O contraste é o mesmo. Os marginais não estarão no centro das atenções. Estarão em atividade no tumulto, na distração do cliente que deixou o carro com alarme esquecido, a disputa de som alto em frente de estabelecimento, ceifação de vidas em bairros distantes que não param nos jornais "centrais" vinculados ao vício e ao consumo fusionados na embreaguês de investimento da AMBEV em desinformação.

Se gastam altos valores é por que podem e fazem o segmento daquilo que lucra e torna esse país mais imbecil: Alcoolismo.

A cidade está vazia pois aqui não é um pólo industrial. Todos(as) refugiados(as) de dívidas de outras cidades/estados.
 
Guilherme de Almeida Santos em 07/08/2013 16:09:57
As autoridades de Campo Grande estão trabalhando para os egoístas.
Como pode uma única ou meia dúzia de pessoas frustrar espetáculos organizados para centenas ou milhares de pessoas?
O direito ao lazer é constitucional (art. 6º CF) e por que não dizermos direito ambiental, pois fazemos parte desse ecossistema e da boa música necessitamos.
É uma pena vermos vilipendiados um direito da coletividade em detrimento de alguns particulares.
Devemos repensar essa lei do silêncio, pois não se deve sobrepor interesses particulares aos coletivos. Se vivemos em sociedade, o indivíduo como sociedade deve viver, devendo acatar aquilo que o coletivo quer e decide. Cadê a democracia?
 
ADAILTON LIMA em 07/08/2013 15:04:03
As autoridades de Campo Grande estão trabalhando para os egoístas.
Como pode uma única ou meia dúzia de pessoas frustrar espetáculos organizados para centenas ou milhares de pessoas?
O direito ao lazer é constitucional (art. 6º CF) e por que não dizermos direito ambiental, pois fazemos parte desse ecossistema e da boa música necessitamos.
É uma pena vermos vilipendiados um direito da coletividade em detrimento de alguns particulares.
Devemos repensar essa lei do silêncio, pois não se deve sobrepor interesses particulares aos coletivos. Se vivemos em sociedade, o indivíduo como sociedade deve viver, devendo acatar aquilo que o coletivo quer e decide. Cadê a democracia?
 
ADAILTON LIMA em 07/08/2013 15:03:29
Infelizmente já a algum tempo estamos vivendo um declínio de músicas de barzinhos.. Nossos políticos pensam mais no dinheiro ou no que possa lhe favorecer.. (essa é a primeira analise que eles fazem, em ultimo lugar vai analisar realmente o que afeta ou o que não afeta com o fechamento desses bares).. isso quando analisa.. eles querem que fiquemos em casa vendo novela (onde não é nada cultural). Dizem que estamos renovando a safra de políticos. com certeza estamos renovando. o rapaz quer ser bilionário em meses. Bares com música ao vivo só afeta pessoas que não tem a mínima consciência cultural ou políticos que pensam em beneficio próprio.
Infelizmente acaba com a cidade inteira, estão acabando com a identidade cultural de qualquer cidade do mundo, que são esses tipo de bares.
 
Leandro Rezende em 07/08/2013 14:56:10
Existe um movimento forte para acabar de vez com a música ao vivo, muito feliz a abordagem desse tema com nosso companheiro Galvão, as autoridades desconhecem por completo a importância desses espaços, por exemplo aos turistas que por aqui transitam, uma cidade sem reflexos da sua cultura musical, onde a vitrine são os bares e lugares onde os artistas habitam, sem contar o contingente de músicos e outros profissionais que são prejudicados. Uma dica a esse "promotor", vai fiscalizar o motivo das mortes por falta de atendimento médico nas UPAs e unidades de saúde por exemplo. assino embaixo o seu protesto do Galvão.
 
Carlos Irineu Gonzales em 07/08/2013 14:32:03
Isso só ocorre em razão dos abusos de alguns, que não estão nem aí para a vida dos outros!!!
Já tive problemas com som alto e a desculpa é essa de que tem gente que vive disso!
Ora, que invista mesmo e gaste um pouco para obter lucro sem azucrinar a vida dos demais que precisar acordar cedo para trabalhar!
O músico está a defender 'o seu' e demonstra que não respeita quem não está do outro lado!
Isso é egoismo!
 
alvaro campos em 07/08/2013 14:08:03
Nossa adoro o Tábua, com tantas outras coisas mais importantes para resolverem estão se preocupando com isso. Música é diversão, e o Tábua particularmente acho um dos melhores bares de CG.
 
Elina Alarcon em 07/08/2013 14:07:53
Por que eles não vão medir os decibéis nas igrejas evangélicas, é muito sofrimento aguentar aquelas bandas ruins.
 
Seiji Wolf em 07/08/2013 13:46:55
Continuando...

As serestas de antigamente não eram equipadas com potentes caixas de som e amplificadores, capazes de fazer as casas em volta tremerem, tornando o som tão alto a ponto de vencer ar condicionado e televisão com fones de ouvido. Não sei se a música citada pelo autor é tão alta, e ele afirma que só toca à tarde, mas se prega pela generalidade, será julgado assim também.

O público das serestas não urinava nos muros, não estacionava nas garagens dos vizinhos, prendendo-os em suas casas, não atiravam latas de cerveja nos cachorros dos vizinhos, nem lixo na calçada e no quintal dos outros, e nem competiam para ver quem tinha o som mais potente.

Hoje as pessoas acham que seu direito à diversão é superior a uma lei federal e às garantias e direitos fundamentais que lhe embasa.
 
Guilherme Arakaki em 07/08/2013 13:25:49
Então porque o Sr. não vai tocar ao lado da casa de seus pais, das 20:00hs até às 05:00hs do dia seguinte? Já cansei de falar, mas só porque um comportamento era aceito antigamente, não quer dizer que é cultura e deve ser permitido, senão ainda existiria a legítima defesa da honra a justificar assassinatos.

Tourada, rinha de galo ou de cães, em algum momento já foram cultura e lazer, mas agora, com a evolução do pensamento, viu-se que é barbárie. Retrógrado é querer ignorar o avanço social-filosófico para manter suas vontades e pior, fazê-lo porque explora essa atividade danosa.

Música alta é pertubação do sossego sim e uma violência, porque o barulho vai lhe buscar dentro de sua casa. O bar e o músico querem explorar uma atividade que causa danos a terceiros a culpa é das vítimas.
 
Guilherme Arakaki em 07/08/2013 13:10:18
Na moral?? Se for pra ficar ouvindo Ramiro e Rafael, Rhauane e Rafael, Thiago e Donizete.. fecha logo tudo, pq tá complicado demais. Sou amante da música sertaneja, mas com esses caras destruindo tudo q tentam cantar.. melhor não ter!
 
Sergio Luiz em 07/08/2013 12:54:22
Concordo com o Ministério Público, se a ação for legal e o reclamante tiver adquirido o seu imóvel para fazer moradia em uma área destinada para tal finalidade, ou seja, residencial, e tiver a sua tranquilidade perturbada por uma atividade comercial que além de ocupar o seu espaço físico ultrapassa seus limites com poluição sonora. O proprietário de estabelecimento que quer ter música ao vivo tem que ter a consciência que, ou deve ter seu estabelecimento em uma área comercial que o som não alcance moradias vizinhas ou deverá ter um bom isolamento acústico.
 
Evandir Ribeiro em 07/08/2013 12:49:08
É um absurdo sem tamanho.Uma capital que nao tem lugar adequado para fazer shows que nao tem muitas opções culturais..As que tem precisam se adequar a uma droga de secretaria que ao invés de se preocupar com coisas realmente importantes ficam "destruindo" o pouco lazer do campograndense..Amo essa cidade mas estamos vivendo uma verdadeira palhaçada..Pessoas que foram eleitas com proposta de fazer locais para eventos sequer se dão conta do que ocorre na cidade onde vive e administra pois fica indo em show de tv levar mulherzinha pra cantar (isso sabe-se la com que dinheiro né???)e cuidando no facebook o que falam ou o que deixam de falar..ACORDAAA CAMPO GRANDE...Vamos esperar virar bang bang?Como queremos ser lembrando por nossa cultura se nem ao menos temos o direito de ouvir uma boa musica
 
Ana C. Oliveira em 07/08/2013 12:35:54
sou frequentador de bares e lanchonetes com musica ao vivo, e realmente estão arrochando os estabelecimentos que proporcionam esse tipo de diversão, já fecharam vários, estão causando desemprego para os músicos e falência aos comerciantes, estão raras as opçoes de diversão na capital, com certeza tudo isso é para favorecer as boates que tem apadrinhamento político, estou com voces nesse protesto.
 
claudenir a a angelo em 07/08/2013 12:28:22
Muitas vezes aquilo que vem para proteger, é o que mais prejudica.
Acaba resultando em um patrulhamento imbecil. Tanta coisa mais importante para esses promotores se preocupar: segurança, saúde e educação.
Não enfrentam os políticos e os "donos" da saúde e da educação. Pelo contrário: gostam de enfrentar apenas os pequenos. Esses são fáceis de vencer e não trazem problemas para a carreira deles.
Qual é a justiça efetiva promovida por esses promotores???
 
Carlos Prates em 07/08/2013 10:31:28
Com certeza isso somente acontece aqui, experimenta fazer um mensalão para estes e vera se não da certo, oque eles todos querem é dinheiro.....Me desculpem mas não acredito de forma alguma em político, ou em suas leis, para mim todos são sujos....Minha opinião....
 
marco em 07/08/2013 10:16:15
Excelente matéria!!! Campo Grande há tempos está se mostrando uma cidade caduca, velha, sem graça...e quem perde? Todos nós...
 
Alessandro Gaúcho em 07/08/2013 10:00:02
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