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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

14/05/2016 10:18

Profissional de limpeza e conservação, trabalhador essencial

Por Edgar Segato Neto (*)

Fundada em 1983, a Febrac, ao longo de sua trajetória, conseguiu reunir, em uma só instituição, quase todos os prestadores de serviços na área de limpeza e conservação. São mais de 13 mil empresas sendo representadas pela Federação. Porém, as conquistas e a nossa trajetória gerada por essa união foram forjadas, primariamente, pela dedicação de trabalhadores que, com seus ofícios, garantem maior saúde e salubridade para a população brasileira.

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No próximo dia 16, é celebrado o Dia do Gari, mas também é uma data informal onde estendemos as comemorações para todos os trabalhadores do setor de asseio e conservação. Profissionais que dedicam suas vidas a cuidar do bem-estar do outro e da sustentabilidade de nosso planeta.

Levantamos todos os dias e transitamos por locais públicos e privados, por onde já passaram vários outros trabalhadores, muitas vezes pouco reconhecidos, apesar da importância de seu trabalho. Do jardim bem cuidado a um ambiente bem higienizado, há por trás um indivíduo dedicado que se esforçou para esse resultado. É difícil imaginar um mundo que corra sem que tais tarefas sejam feitas, e tal essencialidade revela que é necessário rever o modo que a sociedade encara o profissional de limpeza e conservação.

Mais ainda, é fundamental rever a nossa cultura de produção de lixo. O Brasil seria um país muito melhor se nós entendêssemos que cada um deve ser responsável por administrar os resíduos que produz a partir do seu próprio consumo.

Veja como exemplo as greves dos garis do Rio de Janeiro durante algumas edições do Carnaval e suas consequências. Basta um dia de paralisação para que toda a cidade sinta os efeitos. Essas situações explicitam um contraste que nos permite enxergar o trabalho da classe. Sem tais profissionais, a vida nas grandes cidades seria inviabilizada.

Se formos mais longe em uma digressão histórica, lembraremos dos grandes problemas que a falta de asseio gerou à sociedade, como a grande e grave peste negra, no séc. XIV. E em tempos menos longínquos e em terras mais próximas, podemos citar a crise de 1903, quando o Governo do Rio de Janeiro decretou a vistoria e asseio de toda a cidade devido às epidemias de doenças trazidas pela sujeira e acúmulo de lixo. Prover saúde e bem-estar significa primeiramente prover limpeza e esterilidade.

Então, nesse 16 de maio, em nome de toda a Febrac, agradeço a todos os trabalhadores do ramo de limpeza e conservação. O seu esforço e dedicação é essencial para a vida de todos nós.

(*) Edgar Segato Neto é presidente da Febrac (Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação)

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