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Campo Grande, Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017

08/06/2013 10:57

Quanto mais estudo, melhor

Por Luiz Gonzaga Bertelli (*)

A falta de interesse pelos estudos é um dos problemas mais graves que acomete a qualidade da educação. Na maioria das escolas, o que se vê são estudantes desmotivados, sem interesse em estudar. Entre 30 e 40 alunos de uma sala, apenas quatro ou cinco demonstram alguma vontade em aprender. E dentro desse quadro, são poucos os professores que sabem como agir para motivar esses alunos.

A situação descrita é uma das razões mais claras para a falta de mão de obra qualificada encontrada hoje no mercado de trabalho. Empresas oferecem vagas com bons salários, mas não conseguem preenchê-las a contento, por falta de colaboradores com formação adequada. Um levantamento feito pelo Cadastro Central de Empresas (Cempre) mostra que 82,9% dos assalariados do país não possuíam curso superior em 2011.

Hoje estudar é uma das alavancas para mais assertivas para ascensão social. De acordo com a pesquisa, o salário de quem tem faculdade é três vezes maior a dos trabalhadores que não têm. Os dados mostram que a média da diferença chegava a 219,4%. A pesquisa reuniu 5,1 milhões de empresas e organizações públicas e privadas e deixa claro que, quanto maior o grau de conhecimento, maior é o salário.

Apesar dos dados recentemente divulgados, o tema não é exatamente tabu ou um grande segredo. Na maioria das comunidades, aqueles que detêm o conhecimento são bem remunerados e bem vistos socialmente. Têm os melhores empregos e desempenham as funções mais nobres. Quem não possui estudo termina competindo em uma faixa de salário mais baixa, que não requer muita qualificação. Segundo a pesquisa, os que não possuíam curso superior tinham uma média salarial de R$ 1.294. Já os 17% que tinham graduação, recebiam por volta de R$ 4.135 mensais.

Portanto, está na hora de os jovens perceberem que quem não se dedicar aos estudos poderá perder uma oportunidade ímpar de se destacar no mercado de trabalho, de conseguir as melhores remunerações e não depender dos subempregos que se avolumam, cada vez mais, nas grandes cidades, sem trazer direitos e benefícios importantes que aum futuro mais promissor.

(*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente Executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.

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O jovem nunca vai se conscientizar sozinho. Por isso vamos à escola, mas...

Primeiro, é necessário aumentar o salário do professor por dois motivos: a) aumentar a qualidade desses profissionais e; b) incentivar o aluno pelo exemplo. Professor deve ganhar R$ 20.000,00, mas com estabilidade de cinco anos. Após esse tempo, novo concurso.

Segundo, é necessário adaptar a lei e as escolas. O professor precisa impor respeito aos alunos e não o contrário como ocorre atualmente (mas lógico, sem abusos).

Terceiro, é preciso mostrar que o crime não compensa e que o mundo não é dos espertos, bem como impedir que o crime tenha acesso às nossas crianças.

Quarto, é preciso implementar aulas de filosofia para ensinar as crianças a pensar (filosofia de verdade).

No dia que fizerem isso o governo cai.
 
Guilherme Arakaki em 09/06/2013 09:33:32
Os estudantes estão desmotivados pelo estudo da mesma forma que o ex-presidente LULA não quis estudar. Para ser político não precisa estudar, basta ser analfabeto funcional e pronto.
 
Júlio Cardoso em 09/06/2013 00:46:27
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