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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

25/11/2016 14:44

Quem paga a conta das emissões?

Por José Luiz Tejon Megido (*)

O ministro Blairo Maggi colocou água na Conferência do Clima da ONU afirmando que o setor da agricultura não vai conseguir cumprir as metas da redução de emissão de gases do efeito estufa, pois não teremos dinheiro para isso.

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Eu diria, até que enfim uma voz corajosa no Brasil diz o que o setor agropecuário não teve coragem para dizer. Afinal, quem vai pagar a conta das promessas do governo anterior com relação ao meio ambiente, não pode ser apenas a agricultura.

Isso não significa que o Brasil não deva ter as metas objetivadas e cumpridas. O que não pode é imaginar que isso seja feito exclusivamente nas costas dos produtores rurais.

E volto a explicar, quando escutamos a palavra agronegócio, não estamos falando apenas da agricultura e da pecuária, o dentro da porteira produtiva. Quando falamos em agronegócio, estamos traduzindo o agribusiness, estudo iniciado em Harvard nos EUA, que significa as cadeias produtivas.

Então, simplificando: supermercado é agronegócio, alimento industrializado é agronegócio, caminhão que transporta é agronegócio, posto de etanol é agronegócio, restaurante, sementes, tratores, vacinas, bancos, roupas, bolsas, cosméticos, tudo é agronegócio.

E, nos estudos feitos sobre o impacto na sustentabilidade ao longo de toda a cadeia produtiva, a fazenda e o produtor rural significam apenas cerca de 20% no montante. Os demais 80% são representados desde as minas para extração de minerais, transporte, agroindústria, varejo, o que inclui o desperdício do consumidor, nas casas, feiras e fast foods.

Portanto, voltando ao início da discussão, o Ministro Blairo Maggi está correto em seu argumento. Ele disse, "reduzir emissões não é obrigação da agricultura, não queiram pendurar essa conta no setor agrícola sozinho".

Eu apenas consideraria que também é dever da agricultura, mas inimaginável pendurar essa conta apenas nas costas dos produtores rurais. Blairo Maggi nessa tem toda razão.

(*) José Luiz Tejon Megido é conselheiro fiscal do CCAS (Conselho Científico Agro Sustentável), dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM

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