A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

20/11/2012 09:56

Segurar o 13º salário é mais seguro

Luzia Felix da Silva (*)

Estamos às vésperas do pagamento da primeira parcela do 13º salário e é bastante perceptível o volume de propagandas nos meios de comunicação tentando influenciar o consumidor para que ele gaste imediatamente o bônus natalino, em alguns casos, antes mesmo de tê-lo recebido.

Veja Mais
Avaliação escolar: o peso de uma nota na vida do aluno
Comércio exterior: o que esperar de 2017

No entanto, os jornais noticiam que há um número significativo de pessoas que estão endividadas, mas mesmo assim se sentem estimuladas a gastar para aproveitar tais ofertas anunciadas. E normalmente, as ‘festas de fim de ano’ induzem as pessoas a trocarem presentes e serem solidárias.

Com isso, a indústria aproveita o momento para lançar diversos produtos, uns úteis e outros não, como forma de estimular o comércio, aumentando as vendas de fim de ano, como são popularmente conhecidas.

Porém, é pertinente abordar que esse é o momento de se equilibrar financeiramente para o próximo ano. E de que forma é possível fazer isso? Simples, considerando que muitos estão endividados, esse é o melhor momento para saldar parte ou o total dos débitos acumulados durante o ano que se finda.

Caso ainda não seja o suficiente, basta se programar para utilizar parte da segunda parcela do salário extra. O importante é que não levar dívidas adiante, pois, à medida que uma financiadora aluga o seu capital (venda a prazo) ela espera que esse valor volte ao seu caixa trazendo além do principal, alguma remuneração pelo período que esse dinheiro ficou fora da empresa.

Boa parte das pessoas não olha dessa forma, mas é assim que funciona o mercado financeiro: quem tem sobrando empresta para quem não tem, o que caracteriza uma forma de aluguel do dinheiro em circulação.

Quando se compra em parcelas e acaba pagando o mínimo, o consumidor vai pagar o acréscimo de juros sobre juros. E daí, é como se pagasse o aluguel duas vezes, o que inviabiliza qualquer planejamento. Assim acaba sendo cada vez mais difícil para o devedor sair dessa situação. Dessa forma, utilizar o dinheiro extra para deixar de pagar juros é a melhor escolha, possibilitando iniciar o ano novo com as contas em dia e o nome limpo.

É importante que as pessoas tomem como lição tal experiência, pois cada vez que se compram sem planejamento, outras obrigações acabam sendo somadas às contas antigas e não dão à oportunidade de aproveitar descontos oferecidos em despesas fixas de início de ano, como matrículas em escolas, impostos municipais entre outras, o que podem representar uma economia de até 50% dos valores a serem pagos.

Embora o mercado tente convencê-lo a gastar o 13º salário imediatamente a escolha é sua! Você deve estar convicto do que é melhor para sua família e quais sonhos pretendem realizar.

(*) Luzia Felix da Silva é professora e coordenadora do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande – unidade 1

Avaliação escolar: o peso de uma nota na vida do aluno
"Poderão esquecer o que você disse, mas jamais irão esquecer como os fez sentir." (Carl W. Buechner) Hoje, quero compartilhar uma grande decepção que...
Comércio exterior: o que esperar de 2017
Apesar das tintas carregadas com que alguns analistas têm pintado o cenário para o Brasil em 2017, em razão da crise política entre o Congresso e o P...
Tédio é a falta de projeto
Recentemente, deparei-me com duas situações. Na primeira, eu almoçava com dois amigos, ambos na faixa dos 55 anos de idade, funcionários públicos bem...
Dólar alto: bom ou ruim para o agronegócio?
Claro, depende da hora e do mercado, exportação ou de mercado interno. Agora, falando da soja, o principal produto da pauta brasileira de exportações...



Acredito que a educação financeira deveria iniciar desde a infância para preparar a pessoa a não cair nas armadilhas do consumismo, assim como ja é feito em alguns países desenvolvidos como EUA.
 
Ana Silvia Prychodco em 22/11/2012 00:15:53
O Japão tem poupança para a quarta geração!! O que move a capacidade de investimento de um pais é a sua capaciadde de poupança. Não temos condições de ser um Japão, mas com iniciativas como esta dos nossos educadores, caminhamos para isto. Portanto, educação financeira é fundamental. Parabens Luzia e obrigado por levar a informação de uma forma tão transparente.
 
Advaldo de Campos em 21/11/2012 13:23:23
Muito boa a dica da Professora Luzia, como estou acostumada a ouvir ela falando sobre redução de custos em suas aulas, já tenho uma boa noção de como é arriscado gastar mais do que se ganha. Conheço muitas pessoas que ainda acreditam que 13º salário é um presente para gastar tudo nas festas de final de ano.
 
Camila Lima em 20/11/2012 16:22:03
Muito bem colocado. Não é por nada que em Holanda toda a propaganda que tenta incentivar as pessoas comprar algo a prazo ou tomar dinheiro emprestado tem obrigatóriamente uma logomarca de um homem com uma bola de ferro acorrentado à perna, e assim como cigarro tem um aviso do governo: "atenção: emprestar dinheiro custa caro e toma sua liberdade financeira".
Seria bom introduzir algo assim aqui tambem, pois em media o problema de dividas aqui é até maior.
Vale lembrar: não existe parcelamento sem juros. Se o produto parcelado sai pelo mesmo preço (na etiqueta) que pago a vista, pode apostar sua vida que é possivel negociar com o vendedor um desconto, do tamanho do valor de juros do capital de giro (dinheiro que a loja paga ao fornecedor e tem que emprestar pois só recebe do cliente depois).
 
Marcos da Silva em 20/11/2012 11:30:50
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions