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03/09/2013 08:40

Sesi Bonecos do Mundo

Por Heitor Freire (*)

Campo Grande foi agraciada nas vésperas de seus 114 anos, com um espetáculo de rara beleza e de profundo significado cultural: O Sesi Bonecos do Mundo, evento que foi patrocinado pela Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul e pelo Sesi – Serviço Social da Indústria, entidades estas presididas pelo empresário Sérgio Longen e que muito tem contribuído para a disseminação da cultura em nosso estado.

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A realização teve como palco o Parque das Nações Indígenas, com entrada franca, e um público estimado, nas duas apresentações 24 e 25 de agosto último, de mais de 25.000 pessoas.

É o maior festival de bonecos do país em sua décima edição, encantando o público que ali compareceu. Foi um verdadeiro encontro de arte e criatividade, com teatro de formas animadas, para uma platéia de todas as idades, com apresentação de diversas técnicas, expressões e linguagens.

Foram 13 espetáculos inéditos, encenados por 11 das mais importantes companhias nacionais e internacionais, com grupos de países como Rússia, Coréia, Itália, Japão, EUA, Peru, além naturalmente de grupos do Brasil.

Além disso, foram realizadas oficinas para profissionais, exposição de títeres raros, mostras fotográficas e de curtas de animação temáticas, feira de marionetes e livros, cenografia viva e interativa, ateliê de mestres tradicionais mamulengueiros e show da banda mineira Pato Fu que apresentou o show do álbum premiado com o Grammy 2011, “Música de Brinquedo” com a participação dos bonecos do Giramundo.

Outro destaque foi a exposição da coleção Magda Modesto: Títeres dos Quatro Cantos do Mundo. Ela que foi pesquisadora e colecionadora, dedicou sua vida ao estudo de bonecos, e ao longo dos anos, montou uma das maiores coleções de títeres do mundo, que esteve franqueada ao público campo-grandense.

Na programação constou também a apresentação da companhia de Teatro de Sombras, um grupo do Japão, Kakashi-za, com o espetáculo Sombras de Mão. É impressionante como por mãos acrobáticas foram criadas silhuetas de animais e outras figuras para contar uma história de amor. O teatro Kakashi-za existe desde 1952 e é a primeira companhia moderna dessa arte milenar que é o teatro de sombras do Japão.

Também se apresentou o marionetista Philip Huber, da companhia americana The Huber Marionettes, um dos grandes expoentes mundiais da difícil arte da marionete de fio, onde a fantasia nasce justamente da impressão da realidade. Aclamado entusiasticamente pela crítica na América do Norte e Europa, com trabalhos em teatro, televisão e cinema. Huber tornou-se conhecido como o marionetista que dava vida aos bonecos do filme Quero Ser John Malkovich e recentemente ao Arrasa Quarteirão da Disney, Oz, Mágico e Poderoso, com direção de Sam Raimi, o mesmo de Homem Aranha 3.

A companhia peruana Hugo e Inês, encantou a platéia com sua técnica de títeres com o corpo. Eles apresentaram também Pequenos Contos, um desfile interessante de divertidos personagens que captam os pequenos momentos que estão escondidos na vida diária.

Também se apresentaram Viktor Antonov (Rússia), Girovago & Rondella (Itália) e Art Stage San (Coréia). Essas foram as atrações internacionais.

Na parte nacional se destacam grupos de diversos estados brasileiros. A programação começou com a apresentação do Crianceiras, daqui de Campo Grande, um espetáculo cênico baseado na obra do maior poeta vivo da língua portuguesa: Manoel de Barros, com o cantor, compositor e instrumentista Márcio De Camillo, acompanhado dos músicos Chicão Castro e Júnior Negretti e dos atores Ângela Montalvão e Geraldo Saldanha. As demais companhias brasileiras são Giramundo (MG), com o desfile das Torres Andantes, Gente Falante (RS), Grupo Navegando (RJ) e Anima Sonho (RS).

O Sesi Bonecos do Mundo já se apresentou em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, somando mais de 800 apresentações. É a terceira apresentação em Campo Grande: as anteriores foram em 2005 e 2009.

A produção do espetáculo sempre prezou a divulgação do seu trabalho com um forte apelo popular, voltado para todas as camadas da população. O espetáculo contou também com tradução simultânea em libras.

Enfim, um espetáculo digno das maiores platéias e que foi obsequiado para a nossa cidade, pela Fiems e pelo Sesi. O espetáculo foi idealizado por Lina Rosa Vieira, do Recife. A produção local foi da minha filha, Andréa Freire.

(*) Heitor Freire é corretor de imóveis e advogado.

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Que máximo! A Andréa merece colher todos os frutos desse e de outros projetos de sucesso, como é o caso do Campo Grande Meu Amor (através do Pontão de Cultura Guaikuru)! E que venham outros!
 
Mériele Oliveira Pereira em 03/09/2013 11:53:54
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