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Campo Grande, Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017

06/07/2012 15:09

Violência reduzida nas escolas, por Ruy Sant’Anna

Por Ruy Sant’Anna (*)

Os descompassos no ensino estão registrados nos noticiários com a violência nas escolas com registros policiais, testemunho de estudantes ou constatação de vizinhos às escolas sobre essas ocorrências em Campo Grande e alguns municípios do interior.

Eles constam de maus-tratos, brigas entre colegas e conflitos com professores, portes de arma. Se isso tudo não fosse suficiente para que os pais se envolvessem mais no acompanhamento do dia a dia escolar de seus filhos, temos as comprovações de homicídios, tentativas de homicídio, crimes de ameaças, lesões corporais, etc.

Outro fator que muito contribuiria para erradicar esses problemas ou pelo menos torná-los menos expressivos em quantidade e grau de violência seria a contratação de psicólogos e assistentes sociais nas escolas, ou pelo menos agindo nas coordenações de educação e trabalhando com entusiasmo.

Acredito que as escolas públicas e privadas dão mostras de que não estão sabendo lidar com o problema. Não que devam assumir o papel dos pais. Mas podem começar a discutir mais profissionalmente essa questão. Para isso acredito que a partir do acompanhamento de psicólogos e assistentes sociais. o tema em questão, deve restabelecer a confiança e tranqüilidade no ambiente de ensino.

Veja que: se alunos forem direcionados para o serviço público de saúde, por pratica de ato infracional, não terão tratamento. Porque seus pais não têm condição de levá-los e/ou mandá-los de ônibus, por causa do trabalho, vergonha, etc.

As brutalidades desses jovens mostram que está faltando educação doméstica. As velhas lições de moral que ficaram meio esquecidas.

A falta de referência familiar por ausência de pais que trabalham fora de casa, por separações ou morte de algum deles. Além daqueles que tentam compensar a ausência com presentes e mimos variados.

Tem ainda o complicador das trocas de professores, que deixam de dar continuidade de afeto, e da troca de escolas onde o estudante não se envolve afetivamente com o novo ambiente e colegas. Por medo, timidez ou constrangimento pode tentar superar suas deficiências com atos anti-sociais.

Através das cruas realidades na imprensa, observa-se que a área da educação pública e particular está procurando socorrer o universo estudantil, junto da ação objetiva do Ministério Público, Poder Judiciário e sistema correcional.

Porém o que a presença preventiva do psicólogo e assistente social no meio educacional pode fazer, tem de ser um dos objetivos para que a violência fique praticamente inexpressiva, nesse somatório de ações e atitudes. Por acreditar na possibilidade de se restabelecer a confiança e a interatividade pacífica nas escolas é que lhes dou bom dia, o meu bom dia pra vocês.

(*) Ruy Sant’Anna é advogado e jornalista.

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