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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

06/07/2011 10:11

Voluntários, vamos lá, mãos a obra!

Por Marcela Jirousek Lemos Monteiro (*)

Fazer bem aos outros faz bem a nós mesmos. Lava a alma , traz alegria.

É um trabalho de formiguinha, carregando folha por folha em prol da comunidade que poderia cada vez mais fazer parte de nossas vidas. É uma forma de nos aproximarmos de uma realidade às vezes bem longe da nossa.

Como dizem “Se tiver que pedir ajuda, peça para quem estiver muito ocupado, pois é justamente este que dará conta”. Nós podemos escolher como organizar o nosso tempo e contribuir numa boa causa.

Anos atrás, uma amiga me chamou e disse: “estou com tempo sobrando, vamos ajudar uma entidade beneficente, dando aulas?” Grata foi a surpresa de podermos compartilhar com as crianças, não só sobre arte, mas sobre conhecimento em geral, estórias de vida.

Lembro uma aula, véspera do Dia dos Pais onde comentei que meu pai não se comunicava comigo. Imediatamente, perguntaram se estávamos brigados – respondi: não, ele estava doente, desligado do mundo real. Cada um foi contando suas dificuldades. As barreiras foram removidas. Toda aula termina com alguns agradecendo algo importante para eles; hoje, tarefa fácil, mas no início, diziam que nada tinham a agradecer. Criou-se o hábito!

Mundo afora, as crianças são levadas a exposições, museus, feiras agrícolas e aqui, fato não tão comum, temos que insistir cada vez mais neste tipo de trabalho.

Tive a oportunidade e ir à Feira de Gado, em Rockhampton, na Austrália. A cidade simplesmente dobrava a população neste período. Não tem mão-de-obra suficiente para organizar um evento deste porte. O que vimos foram inúmeros voluntários (todos com as camisetas identificando-os como tal) de todas as idades.

Senhoras tagarelas, de cabelos brancos, orientando-nos onde estacionar; jovens orgulhosos, levando o gado para julgamento; intérpretes bilíngües, fazendo os visitantes estrangeiros se sentirem em casa etc. Não havia remuneração por isto, mas sim um sentido de bem-estar pelo prazer de contribuir.

Neste ano, outro exemplo de voluntariado: um tornado varreu a Feira de aviação “Sun and Fun” na Flórida - EUA. Uns 70 aviões foram destruídos, emborcados, danificados para desespero dos organizadores. Num exemplo de solidariedade, durante a noite, todo vestígio do tornado, foi removido e a Feira foi reaberta na manhã seguinte, como se nada tivesse acontecido. Apenas as fotos da véspera para o registro.

Aqui, podemos fazer o mesmo e não apenas na emergência!

Nós, produtores rurais, podemos implantar com as crianças pequenos programas, dentro de nossas fazendas. Conhecimento é de extrema validade para o equilíbrio destes novos seres.

A sabedoria dos pais na lida do gado, preparo da tropa, trançar o laço tem que ser valorizado e repassado aos filhos. Facilita para os que optarem permanecer no campo e continuar este valoroso ofício.

É importante expandir este trabalho voluntário nas nossas entidades e exposições agropecuárias, para aproximar o cidadão urbano a nossa realidade no campo.

Doar um pouco do nosso tempo e lembrar do próximo faz bem. É uma forma de agradecimento.

(*) Marcela Jirousek Lemos Monteiro é engenheira agrônoma e produtora rural.

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Muito boa sua matéria Marcela, gostei!
Sua iniciativa é válida, pois muitas coisas podem ser resolvidas por meio de ações simples, que em princípio parecem não terem nada a ver com a realidade social vista nas ruas ou outro lugar qualquer; mas na verdade tudo o que acontece é reação de uma ação, ou, de falta de ação.
E hoje na vida moderna em que vivemos, nos esquecemos das ações simples que tem grande efeito, principalmente quando essas ações são voltadas a um público em formação como é o caso das crianças como você bem citou, pois como bem se sabe, é nelas que está o futuro da sociedade;
Não basta fazer vistas grossas agora, e depois reclamar do caos que campeia em todos os quadrantes de nosso pais.
A pouco em uma matéria sobre trânsito publicada neste mesmo veículo de comunicação, em meu comentário esta um parágrafo que diz:
[...] os dias de hoje com um saldo considerável de desarrumação social por conta de uma cultura mal formada - o cidadão - pela falta de oportunidades no momento exato à formação educacional capaz de impor-lhe uma formação de caráter ético e moral, desenvolveu na sua lógica, e entendeu “que os fins justificam os meios”; e assim, coagido pelo selvagerismos socioeconômico (tanto pela falta como pelo excesso), passou a agir como se fosse único – sem limites - promovendo uma grande perca em todos os sentidos – uma catástrofe social. [...]
Isto porque entendo que a maior parte dos problemas está na falta de oportunidades que poderiam ser dadas por ações simples como as que você propõe em seu artigo; pois para quem não tem oportunidade de vivenciar algo - ao menos para entendê-lo, dificilmente irá estabelecer uma relação de respeito, tanto por aquilo, e/ou a quem o detém.
E mais, um pais que deixa de aplicar lições básicas de cidadania e civismo como o de cantar um hino ou hastear uma bandeira, dificilmente terá por meio de sua sociedade formada por que não aprendeu esses requisitos básicos, o respeito pelo patrimônio público ou de outrem.
Parabéns pelo artigo!
Também atuo em voluntariado, atualmente no Escotismo.
*Esp. em Gestão Pública e Logistica
 
Wanderley L Bambil* em 06/07/2011 11:19:32
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