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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

25/08/2014 14:23

Grandes marcas multinacionais e lojas de grife chegam à Capital

Luciana Brazil
Grandes marcas multinacionais e lojas de grife chegam à Capital
Novo empreendimento abre as portas na cidade, Outback. (Foto: Marcos Ermínio)Novo empreendimento abre as portas na cidade, Outback. (Foto: Marcos Ermínio)

Em franco crescimento econômico, era inevitável que Campo Grande, com mais de 830 mil habitantes, começasse a receber marcas internacionais e franquias de sucesso de diversos setores. No dia em que comemora 115 anos, a cidade recebe mais um novo empreendimento, o restaurante Outback, presente em 22 países. Com investimento da ordem de R$ 4,5 milhões, a empresa abre sua primeira unidade na Capital.

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A cadência constante tem transformado a cidade, gradativamente, em um mercado atrativo e de interesse amplo para empresários e grandes executivos que escolhem se instalar aqui. A cidade já consegue ser concebida como oportunidade garantida.

As pioneiras e grandes referências a desembarcarem – McDonald's (1997) e Bob's – abriram as portas para diversas marcas. Jovem e com características de consumo moderno, a Capital se tornou o cenário ideal para grandes empreendimentos. Há 15 anos no Brasil, o restaurante Outback será inaugurado amanhã depois de encontrar na cidade a chance de expandir suas unidades.

Em uma breve análise, o sócio regional do restaurante, Naldo Barbosa, 55 anos, diz que o campo-grandense conhece marcas famosas e tem características de consumo moderno. A empresa, segundo ele, já era esperada pelo público, “que já falava dela como se ela estivesse aqui”, pontua.

“A população gosta de marcas, conhece marcas famosas, até por uma característica de viajar, inclusive para fora do país. Era inevitável, em uma cidade com o tamanho e a jovialidade de Campo Grande, que grandes marcas desembarcassem aqui. Nós não somos diferentes”.

Naldo ainda garante que o Outback se instalou na cidade por acreditar no consumidor. "Nós estamos chegando em Campo Grande por acreditar na cidade, acreditamos na capacidade de compra do consumidor qualificado da cidade. Não estamos vindo por um período, por uma experiência".

Valmir Guarinão trouxe grandes marcas para cidade. (Foto: Marcos Ermínio)Valmir Guarinão trouxe grandes marcas para cidade. (Foto: Marcos Ermínio)

Ainda no setor de alimentos, restaurantes e fast-foods, como Pizza Hut, Habib's, Burger King e Domino's, deram sequências ao mercado de grandes marcas em Campo Grande. Entretanto, essas unidades não se instalaram nos shoppings como apostaram os primeiros empresários por uma questão estratégica e de poucas opções até então.

O gerente regional do Outback, Naldo, diz que o restaurante realiza estudos sobre os hábitos de consumo dos moradores antes de abrir uma filial, e também se orienta por outras marcas consolidadas que se instalam na cidade em análise. Por isso, segundo ele, o Outback considerou em sua avaliação a chegada de empresas grandes a Campo Grande.

“Existe um estudo da cidade e nos hábitos de consumo é possível perceber marcas que se perpetuam aqui. A gente se guia também por empresas renomadas. Uma grande marca de carro de luxo não se instala em Campo Grande para no mês que vem fechar. Ela não está aqui a passeio”, destacou.

Lojas de sucesso no setor de vestuário, calçados, e outros ramos, também avaliaram Campo Grande como oportunidade de negócio nos últimos anos. É possível citar dezenas de grifes e marcas que já estão por aqui, como a MAC, Animale, BO.BÔ, Arezzo, Shutz, Vivara, Subway, Farm, Zara, Calvin Klein, Le Lis Blanc, entre tantas outras, algumas instaladas há algum tempo e outras recém chegadas. 

Empresários, alguns bem jovens, decidiram apostar no mercado econômico e trouxeram marcas conhecidas. Em 2012, aos 30 anos, Cassiane Nunes percebeu o crescimento da cidade e também a necessidade de oferecer aos consumidores grifes sofisticadas. A marca Carmen Steffens, de sapatos femininos, foi a primeira na lista de Cassiane.

"Percebia que aqui nós tínhamos muitas multimarcas, mas poucas lojas de grife. Muita gente sai de Campo Grande para comprar as coisas em São Paulo. O público quer, mas não tem aqui", disse.

Depois de trabalhar 10 anos como gerente de banco, ela se via preparada para enfrentar os riscos de um empreendimento. "Os impostos assustam, fica difícil trabalhar, além disso, é difícil encontrar mão de obra qualificada", conta. Adversidades à parte, a loja foi aberta no Shopping Campo Grande.

McDonald's chegou em 1997 a Campo Grande, a primeira rede internacional a desembarcar na cidade. (Foto: Marcelo Calazans)McDonald's chegou em 1997 a Campo Grande, a primeira rede internacional a desembarcar na cidade. (Foto: Marcelo Calazans)

Porém, uma oportunidade mais atrativa fez Cassiane deixar os sapatos para recentemente apostar nas grifes Tufi Duek e NYX, abertas no Shopping Bosque dos Ipês. “Campo Grande tem público para grandes marcas e se o cliente é bem tratado, você fideliza ele".

Os empresários apostam no bom atendimento para manter a qualidade dos negócios e também a boa "fama" das grifes. Há pouco mais de três anos, Daniela Facchin, 40 anos, arriscou e hoje vê a franquia Empório Body Store dando certo. Ela já detém duas unidades da marca, uma no Shopping Bosque dos Ipês e outra no Campo Grande.

A empresária diz que, além do atendimento de qualidade, é preciso investir no negócio e o cliente se "responsabiliza pelo resto". "A propaganda boca a boca é a melhor e isso o cliente faz se gostar da loja", destacou ela.

Antes abrir uma unidade da empresa de cosméticos artesanais, Daniela tinha medo que o negócio não desse certo. “No começo fiquei receosa, mas pelo fato de ser uma franquia acabei ficando mais confiante”, disse.

O medo de investir é assunto antigo na cidade. A fama de que muitos estabelecimentos vão à falência poucos anos depois de abrir deixa os campo-grandenses e investidores em alerta. Mas o responsável por trazer grandes marcas à cidade, como o McDonald's, Roasted Potato e Habib's, garante que a população não é a grande vilã neste enredo.

 

Naldo, o sócio regional do Outback, garante que o restaurante não veio para falir. (Foto: Marcelo Victor)Naldo, o sócio regional do Outback, garante que o restaurante não veio para falir. (Foto: Marcelo Victor)

“Não é culpa do povo. O problema é do empresário que continua com a mesma proposta. O povo é sensível à ação dos negócios. O campo-grandense gosta do que todo mundo gosta. O empresário precisa trabalhar bem e oferecer coisas boas. Para abrir um negócio aqui é preciso conhecer”, explicou o empresário Valmir Guarinão.

Com o desenvolvimento, a cidade passa a perfilar a “estrutura do mundo”, como pontua Guarinão. Mas esse conceito não permite mais “coisas de fundo de quintal. As pessoas são globais, tem conhecimento”, dispara.

Pela cidade dos ipês, o empresário paulista, que chegou aqui em 1993, diz que "pega em armas". Sou extremamente bairrista e pego em armas por essa cidade. Campo Grande só me deu alegrias, tenho muito mais agradecer a Campo Grande do que a minha terra natal", se declara.

A primeira "aventura" de Guarinão em Campo Grande foi a franquia da Roasted Potato. Sempre visando oportunidades melhores, Valmir abiu a franquia Café do Ponto e depois o McDonald's. Também fazem parte de sua lista o Meat Bar, o Tábua Bar e Restaurante, Habib's e agora o restaurante Pietro i Maria Cuccina Italiana, inaugurado na Rua Euclides da Cunha.

"Com o passar do tempo, eu via uma nova oportunidade e vendia a franquia, em alguns casos, vendi porque o momento pedia, mas, de uma maneira geral, fechava duas pequenas para abrir uma maior, como foi com o McDonald's e o Habibs".

Apesar de todo crescimento notável, o mapa deste setor ainda caminha distante ao de outras capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro, mas os primeiros passos já estão em curso.

Para o presidente do grupo Pereira, do qual faz parte o supermercado Comper, a cidade não parou no tempo e está acompanhando de forma constante a evolução dos setores econômicos. "Estou aqui há 30 anos e sei que Campo Grande impressiona as pessoas que aqui chegam".




Além de ter as opções de comer, vestir e entreter Campo Grande precisa "Urgente" de uma revisão em seu "sistema viário"!...Com quase "meio milhão de carros", a cidade necessita de vias rápidas e viadutos em seu sistema. A cidade não comporta mais soluções paliativas em certos cruzamentos tais como, sinais, quebra-molas e rotatórias. Imaginem o cruzamento da Afonso Pena com a Ceará sem viadutos!
 
Paulenir Nogueira de Barros em 25/08/2014 17:33:17
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