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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

21/08/2015 08:00

Shoppings, hotel de luxo, outlet e até praia: sonhos que não saem do papel

Empreendimentos que a Capital projetou, mas não saíram do papel

Priscilla Peres
Shoppings, hotel de luxo, outlet e até praia: sonhos que não saem do papel
Estacionamento funciona no quadrilátero onde seria construído o shopping Cidade Morena.  (Foto: Fernando Antunes)Estacionamento funciona no quadrilátero onde seria construído o shopping Cidade Morena. (Foto: Fernando Antunes)

Campo Grande completa 116 anos no próximo dia 26 de agosto e durante esse tempo viu e reviu uma série de lançamentos de projetos que prometeram trazer não só o desenvolvimento, mas realizar sonhos dos moradores. Quem se lembra da praia artificial, do hotel de luxo do Binder, do Shopping Cidade Morena, do outlet ou da fábrica de tablets?

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Alguns dos grandes projetos da Capital estão em andamento, enquanto outros nem mesmo saíram do papel. O balneário Lagoa Rica, localizado na saída para Três Lagoas, é um deles. Promessa da praia artificial, foi anunciado em 2010 na gestão do ex-prefeito Nelson Trad Filho (PMDB). Na época, a prefeitura dizia que aguardava recursos federais de R$ 20 milhões para por em pratica o projeto da "Praia Morena".

No entanto, o projeto não seguiu para frente e o balneário está fechado. A área foi interditada após o registro de uma nova morte, segundo funcionários do local. 

Lagoa Rica está interditada atualmente, após mortes no local. (Foto: Fernando Antunes)Lagoa Rica está interditada atualmente, após mortes no local. (Foto: Fernando Antunes)
Local de lazer seria a praia de Campo Grande se o projeto tivesse saído do papel. (Foto: Divulgação Internet)Local de lazer seria a praia de Campo Grande se o projeto tivesse saído do papel. (Foto: Divulgação Internet)

O Shopping Cidade Morena foi projetado pelo Grupo Saad em 2013, para ter 260 lojas e seis pavimentos. O empreendimento iria atender a todas as classes sociais e poderia ser a esperança que faltava para os lojistas do Centro, já que estaria localizado no quadrilátero formado pelas ruas Dom Aquino, Marechal Cândido Mariano Rondon e 14 de Julho e a avenida Calógeras. No local, hoje funciona um estacionamento.

Também há aqueles projetos que começaram, mas por algum motivo os anos passaram e nada da inauguração. O Outlet Premier Campo Grande foi super comentado em 2013, com a proposta de oferecer produtos com 70% de desconto, no Indubrasil. Porém, as obras demoraram onze meses para começar e a previsão de inauguração mudou do primeiro trimestre de 2015 para o segundo semestre de 2016.

Prédio emblemático no Centro começou a ser construído há quase 20 anos. (Foto: Fernando Antunes)Prédio emblemático no Centro começou a ser construído há quase 20 anos. (Foto: Fernando Antunes)

Idealizado para ser um dos maiores hoteis de Campo Grande, o Binder começou a ser construído na avenida Afonso Pena, mas a obra ficou parada por 18 anos, até que em 2013 foi retomada. Agora com nome de El Kadri Plaza Hotel, o empreendimento promete 148 apartamentos. Porém, a data de inauguração já passou de 2012 para 2014, depois para 2015 e agora o proprietário Mafuci Kadri afirma que só em 2016. Ele alega que a obra é feita com recursos próprios, mas que já está em fase de acabamento.

Ainda tem a fábrica de tablets do grupo educacional Uninter, que anunciou o investimento em 2012, mas começou as obras em março de 2014, com previsão de ficar pronta em oito meses. A intenção é gerar 450 empregos diretos, após receber R$ 150 milhões em investimento. A empresa garante que as obras estão em andamento, mas não confirma a data de inauguração.

Imagem feita pela organização do Outlet mostra como está a obra. (Foto: Outlet Premier)Imagem feita pela organização do Outlet mostra como está a obra. (Foto: Outlet Premier)
Imagem do ano passado mostra a previsão de como ficaria a fábrica. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)Imagem do ano passado mostra a previsão de como ficaria a fábrica. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Órgãos público - Prefeitura e governo do Estado também integram a lista de obras idealizadas, mas que não saíram do papel. Construir uma sede para a Governadoria e um complexo de todas as secretarias da prefeitura de Campo Grande, estão entre os sonhos projetados pelos governantes.

Durante os oito anos (1999 a 2006) que governou Mato Grosso do Sul, o atual deputado federal Zeca (PT) planejou a construção de uma sede para a governadoria, com espaço para receber o governador, sua equipe direta e convidados. Porém, o tempo passou e o projeto foi descontinuado. Zeca afirma que houve desinteresse dos demais funcionários e pressão política, o que inviabilizaram a obra.

Ele ainda lembra que quando o Parque dos Poderes foi planejado, o projeto original previa a construção da sede do governo. "Uma sede moderna, ao nível do que se imaginava para um estado que nascia com todo o potencial. E não sei se por questão de tempo ou desinteresse, ou por medo de pressão politica, não se levou adiante".

Zeca idealizou uma sede para a governadoria, mas teve os planos frustrados. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)Zeca idealizou uma sede para a governadoria, mas teve os planos frustrados. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)
Quando prefeito, Nelsinho pensou em um novo Paço Municipal. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)Quando prefeito, Nelsinho pensou em um novo Paço Municipal. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Quando assumiu o governo, Zeca conta que tentou retomar o projeto. "Eu abri uma discussão, mandei levantar custos, para em 8 anos construir, mas senti por parte dos setores mais conservadores uma enorme resistência. Diziam que eu queria construir um castelo", lembra.

Já o projeto da prefeitura é mais recente. Em meados de 2010, o então prefeito Nelsinho Trad (PMDB) projetou o novo Paço Municipal. Para coloca-lo em pratica, até fez contato com uma empresa alemã que iria construir a obra em uma área do Parque dos Poderes. Registros mostram que a área de 168 mil metros quadrados chegou a ser doada para e empresa, porém com a mudança de prefeito em 2013, não se falou mais no projeto.




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