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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

29/11/2016 15:04

“Cirurgia sem intercorrências”, diz médica sobre transplante entre irmãos

Christiane Reis
Cirurgia demorou 4h30 e expectativa é de que os irmãos fiquem sete dias no hospital para recuperação. (Foto: Divulgação)Cirurgia demorou 4h30 e expectativa é de que os irmãos fiquem sete dias no hospital para recuperação. (Foto: Divulgação)

O transplante de rim realizado na manhã desta terça-feira (29), na Santa Casa de Campo Grande, demorou 4h30. O procedimento envolveu doador vivo, irmão do receptor, e segundo informou a nefrologista, responsável técnica pelo transplante renal, Rafella Campanholo não houve qualquer intercorrência e ambos estão bem.

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“Ocorreu tudo bem durante a cirurgia e agora os irmãos devem continuar no hospital por uns sete dias para estabilização”, disse Rafaella Campanholo. Ela informou ainda que Evanildo Aranda Huranhabi, 35 anos, deve ficar por 24 horas na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), como de praxe nesses casos, e o doador, Francisco Aranda Huranhabi, 40, deve subir para o quarto.

Na segunda-feira (28), o Campo Grande News falou com Francisco, que manifestou tranquilidade com relação ao procedimento. “Estamos muito seguros, porque recebemos uma ótima assistência de todos aqui” , disse.

O receptor, Evanildo fazia exames no momento da reportagem, mas segundo Francisco, ele estava ansioso para que tudo ocorresse. Evanildo fez hemodiálise por dois anos e a situação preocupava muito a família. “Foi um período muito difícil “, disse.

Retomada- Este ano a Santa Casa de Campo Grande realizou um transplante de rim, no mês de fevereiro. Segundo o hospital, os transplantes deixaram de acontecer por conta “de queda expressiva nos recursos que envolvem a alta complexidade”, conforme informou a assessoria de imprensa do hospital. Os valores caíram de R$ 7 milhões para cerca de R$ 2,9 milhões mensais.

Outro fator que dificulta é a recusa dos parentes em doar. “Entre as famílias abordadas ainda temos um índice de recusa considerado alto, em torno de 60%”, disse Rafaella Campanholo.
Segundo a Central de Transplantes de Mato Grosso do Sul, este ano, até o dia 31 de outubro deste ano foram realizados um transplante de ruim, mais 134 de córneas e seis de tecido músculo esquelético. Em todo o ano passado foram dois procedimentos de rim; 147 de córneas e três de tecido músculo esquelético.




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