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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

05/11/2016 10:51

Ambulantes apostam no movimento em frente a locais de prova para faturar

Portões abrem logo mais às 11h e fecha ao meio dia

Anahi Zurutuza, Julia Kaifanny e Richelieu de Carlo
Daniel Rodrigues conta com a fome dos candidatos para lucrar (Foto: Julia Kaifanny)Daniel Rodrigues conta com a fome dos candidatos para lucrar (Foto: Julia Kaifanny)
Caneta é vendida a R$ 2 em frente à Uniderp (Foto: Marina Pacheco)Caneta é vendida a R$ 2 em frente à Uniderp (Foto: Marina Pacheco)

Daniel Rodrigues da Silva, 60 anos, chegou às 6h na UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) para montar a barraquinha em frente a um dos locais de prova do Enem 2016 e lucrar com a venda de espetinho, caldo de cana, água e refrigerante. Ele não conseguiu vender muita coisa ainda, mas espera ganhar um dinheiro extra para ajudar a pagar a contas neste início de mês.

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A mesma expectativa tem os outros quatro comerciantes que ancoraram na entrada da instituição. Ketlyn Amarante, 34, espera vender ao menos 300 cachorros-quentes. Sempre que a UCDB sedia concursos e outras provas, ela vai para a frente do local. “Dá um movimento bom aqui. Ia trazer canetas, mas esqueci”, contou a vendedora, lembrando que sempre há candidatos que precisam.

Osmarina Luísa dos Santos, 44 anos, saiu do Jardim Pênfigo – no extremo sul da Capital – e cruzou a cidade para vender cachorro-quente, lanches, água e refrigerantes em frente à UCDB, que fica no Jardim Seminário – oeste de Campo Grande. Ela afirma que o esforço vale à pena. “É o terceiro ano que eu venho no Enem aqui. Tem pouco comércio em volta e o pessoal sai com fome da prova”.

Miguel Valentin, 21, foi até a frente da Uniderp às 10h para vender açaí. Ele trabalha como caixa de supermercado e resolveu pegar o freelancer porque a pessoa que iria para a frente a universidade passou mal. “Eu não ia fazer a prova este ano mesmo”.

Canetas – Nenhum dos ambulantes que estacionaram em frente à UCDB se lembrou de levar canetas para vender. A sorte é que a universidade preparou um “kit emergência” gratuito para os candidatos esquecidos.

Apenas uma mulher apareceu no local, mas levou canetas com tinta azul e teve de ir embora.

Helio Alexandre Vera, 26, está vendendo caneta preta a R$ 2. Desde 2013, ele trabalha em frente aos locais de prova do Enem. Para quem reclama do preço, ele diz: “é a lei da oferta e da procura”.

 




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