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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

30/11/2016 13:02

Crimes passionais resultaram em três mortes este ano no bairro Nova Lima

Viviane Oliveira
Ezequiel foi indiciado por duplo homicídio no Bairro Nova Lima. (Foto: Alcides Neto). Ezequiel foi indiciado por duplo homicídio no Bairro Nova Lima. (Foto: Alcides Neto).

Motivo passional. Essa foi a causa de dois, dos três casos de homicídios que ocorreram neste ano, na região do Bairro Nova Lima, em Campo Grande e foram solucionados pela polícia. A informação é do delegado Weber Luciano de Medeiros, da 2ª delegacia, que falou durante coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (30).

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Conforme o delegado, na quinta-feira (dia 24), Ezequiel Romero Spinoza, 28 anos, conhecido como Paraguaio, foi indiciado por porte de arma e por duplo homicídio. Ele matou no dia 12 de agosto a tiros de pistola 9 milímetros, Magno Gauber Guimarães e Aílton Márcio de Oliveira Ferreira, ambos de 32 anos.

As vítimas pretendiam matar Ezequiel, dono da construção onde o crime ocorreu, na Rua Randolfo Lima. Porém, ele estava dentro do imóvel e atirou antes que o pistoleiro sacasse a arma. O motivo do crime foi porque Ezequiel havia se envolvido com a mulher de Aílton. O paraguaio, que trabalha com material reciclado, vai responder ao inquérito policial em liberdade. “No meu entendimento o crime foi por legitima defesa, além disso ele colaborou com as investigações”, afirma o delegado.

Também por motivo passional, Heverton Nascimento de Oliveira, 30 anos, matou com quatro tiros Luiz Carlos Carneiro, 45 anos, no dia 23 de outubro, no cruzamento das Avenidas Cândido Garcia de Lima e Marquês de Herval. Ele disse que a vítima, que era seu vizinho, vigiava a sua mulher por uma fresta.

Segundo Heverton, morava em uma residência de tábua com a esposa e o filho de 10 meses e toda vez que chegava em casa a mulher reclama que o vizinho a vigiava pelas frestas. O acusado disse que chegou a conversar com a vítima, mas foi ameaçado de morte. Ele, então, comprou um revólver calibre 32 e após três dias matou Luiz. “Comprei a arma para matá-lo. Ele cuidava minha mulher até quando ela ia tomar banho”, justifica o rapaz.

Depois do homicídio, Heverton foi morar com uma tia no Bairro Aero Rancho, mas acabou preso 12 dias depois, por uma equipe da Polícia Militar. Ele estava com a arma de fogo e a motocicleta Honda azul utilizadas no crime. O suspeito foi preso por porte ilegal de arma de fogo e acabou confessando que que havia assassinado Luiz. Heverton vai responder por homicídio qualificado por motivo fútil e porte de arma.

Heverton matou porque a vítima vigiava sua mulher pelas fretas da casa. (Foto: Alcides Neto) Heverton matou porque a vítima vigiava sua mulher pelas fretas da casa. (Foto: Alcides Neto)
Márcio não quis pagar o conserto do carro e matou a vítima por causa de R$ 30. (Foto: Alcides Neto) Márcio não quis pagar o conserto do carro e matou a vítima por causa de R$ 30. (Foto: Alcides Neto)

Motivo fútil – O terceiro caso, que ocorreu no dia 20 de março, foi por causa de uma dívida de R$ 30. Márcio Duarte de Oliveira, 30 anos, confessou que matou o comerciante Cleberson Fernandes Pinheiro, 32 anos, porque devia para a vítima. O crime ocorreu por volta das 15h do dia 20 de março, na Rua Marquês de Herval. 

Márcio contou que seguia de bicicleta na via, quando bateu no carro da vítima que pediu R$ 100 para o conserto. Márcio disse que não tinha dinheiro e a vítima, então, aceitou R$ 30. Márcio foi até a casa com a desculpa de buscar o valor combinado e quando voltou atingiu a vítima com um golpe no abdômen. O crime ocorreu no bar do comerciante.

Cleberson foi socorrido à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e devido à gravidade transferido à Santa Casa, onde morreu. Após o crime, Márcio fugiu para Nova Alvorada do Sul. Lá, o suspeito passou a usar o nome do tio, Daniel Soares de Oliveira, arrumou emprego em uma carvoaria, mas depois de um tempo foi para Rio Brilhante.

Na segunda-feira (dia 21), o rapaz foi preso e confessou o crime. Ele foi transferido para a 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, onde foi indiciado por homicídio doloso qualificado.




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