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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

08/11/2016 09:31

Lago de hotel onde rapaz morreu afogado funciona irregularmente

Guilherme Henri
Lago de hotel em que professor morreu afogado (Foto: Reprodução/ Facebook)Lago de hotel em que professor morreu afogado (Foto: Reprodução/ Facebook)

O Corpo de Bombeiros notificou o Eco Hotel do Lago, localizado na Rua Bom Retiro, na Chácara das Mansões, em Campo Grande, por falta de guarda vidas. A ação ocorre após o afogamento do professor Jonas Lobato Vermieiro, 27 anos.

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A vítima e uma amiga pegaram um caiaque e entraram no lago do hotel. Jonas caiu e como não sabia nadar morreu afogado.

As informações são do tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Robson Aparecido Moreira. Segundo ele, o hotel possui certificado provisório de funcionamento, porém uma das exigências para estar regular era que possuísse profissionais aptos a salvamento no lago.

“Se tivesse atendido essa exigência, o tempo resposta para o resgate teria sido mais rápido”, explica o tenente-coronel.

Jonas Lobato Vermieiro, 27 anos era professor de matemática (Foto: Reprodução/ Facebook)Jonas Lobato Vermieiro, 27 anos era professor de matemática (Foto: Reprodução/ Facebook)

A notificação prevê que o hotel se enquadre nas exigências em até 30 dias e por enquanto o local não deve ser interditado.

Hotel – O Campo Grande News entrou em contato com o proprietário do hotel, por meio do telefone, mas até a publicação desta matéria não foi atendido.

Corpo – Até esta manhã o corpo de Jonas ainda aguardava liberação do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para depois seguir até Dourados – a 233 quilômetros de Campo Grande – onde será velado.

Polícia – O caso foi registrado como morte a esclarecer e, conforme a assessoria de comunicação da Polícia Civil, o boletim de ocorrência aguarda liberação para a delegacia que ficará a cargo das investigações.

Certificado provisório previa que hotel precisava ter um guarda vidas (Foto: Wagner TakaCertificado provisório previa que hotel precisava ter um guarda vidas (Foto: Wagner Taka

Caso - Conforme a Polícia Civil, testemunhas relataram que o rapaz, junto com uma amiga, pegaram os equipamentos de navegação, sob autorização de um funcionário do hotel, e foram remar no lago.

Enquanto os dois remavam, Jonas caiu do caiaque. Como não sabia nadar, morreu afogado. A testemunha conta que tanto o equipamento dela quanto do amigo estavam com furos na parte de baixo, o que facilitou a entrada de água na embarcação.

A testemunha relatou ainda que quando percebeu que Jonas se afogava, jogou boias para o amigo, mas sem sucesso. À polícia, o homem negou que tenha dado autorização para às vítimas.

Equipe do Corpo de Bombeiros e mergulhadores foram acionados e fizeram o resgate do corpo. A vítima foi encontrada a dois metros de profundidade, próximo à margem e do caiaque.

 

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