27/01/2012 09h52

Obra em barragem rompida no Sóter vai levar até 4meses, se não chover

“É uma situação que Deus coloca. Não tem como ir contra isso, eu não vou”, diz prefeito

 
Aline dos Santos e Wendell Reis
 
Lago do Parque das Nações transbordou, barragem do córrego Sóter rompeu e avenida Via Parque virou rio. (Foto: Valmir Guarinão)

Rompida durante a forte chuva de ontem, a quarta barragem no córrego Sóter, na Via Parque, deve ser concluída em até 120 dias. Com um agravante, o prazo é se não chover.

“Não tem como entrar dentro do córrego para fazer a barragem, infelizmente, [se chover forte] tem que esperar para contabilizar os estragos. Não tem o que fazer”, afirmou o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) nesta sexta-feira. Pelos próximos meses, a Capital enfrenta a temporada de chuvas, comum no Verão.

“É uma situação que Deus coloca. Não tem como ir contra isso, eu não vou. A gente deve aceitar a inferioridade e enfrentar da melhor forma possível”, diz Trad, comentando sobre a força da natureza.

O prefeito afirma que contratou o maior especialista em drenagem urbana do país para elaborar o Plano de Drenagem de Campo Grande. Segundo ele, já foram tiradas do papel quatro de um total de cinco barragens e a bacia de detenção (piscinão) atrás do Shopping Campo Grande. A elaboração do plano foi contratada em 2008, por R$ 1,4 milhão.

 
Prefeito afirma que contratou o maior especialista em drenagem urbana do país. (Foto: Wendell Reis)

Ainda conforme Nelsinho, o governo do Estado tem obras dentro do Parque das Nações para evitar o transbordamento do lago, que ontem, mais uma vez, saiu do leito e transformou a Via Parque em rio. “Estão fazendo o desassoreamento do lago e construindo três barragens na parte de trás para segurar as folhas secas, que diminuem a capacidade de absorção da água”, afirma o prefeito.

Ontem, a chuva alagou a Via Parque, próximo ao Parque das Nações. No local, uma obra orçada em R$ 11 milhões seria inaugurada amanhã. O projeto incluiu a construção de uma galeria subterrânea para regular a vazão da água em dias de fortes chuvas.

A situação mais grave foi registrada no bairro Universitário. Um motociclista caiu em um bueiro na rua Vitor Meireles e está desaparecido desde ontem. A Joaquim Murtinho, a Ricardo Brandão e a avenida Afonso Pena, na região Leste da cidade, também ficaram alagadas. Os estragos serão pagos pelas empreiteiras, sem custo ao poder público.

 
Em construção, barragem no córrego Sóter rompeu. (Foto: João Garrigó)

Água abaixo – A licitação para a construção da quarta barragem no córrego Sóter, mecanismo que reduz a força da água, foi lançada em abril do ano passado. No mês seguinte, a construtora Pactual ganhou a licitação. Ontem, a obra, que ainda não estava pronta, não resistiu e rompeu.

Uma quinta barragem deve ser construída por uma construtora como contrapartida ambiental, devido à edificação de um conjunto habitacional nas proximidades do córrego.

O prefeiro contratou o maior especialista em drenagem urbana do brasil e da bahía.
Imagina se o especialista não fosse o melhor do brasil?

 
Evandro Lima Pereira em 28 de janeiro de 2012 - sábado às 18:50

O jeito é ficar em casa/trabalho

 
Ana Paula em 27 de janeiro de 2012 - sexta às 14:53

Não tem como entrar dentro dágua para trabalhar com chuva, mas tem como usar a inteligencia e não iniciar uma obra deste porte em epoca de chuvas, em dezembro e janeiro todo mundo sabe que há 2.000 anos chove muito, é tambem o caso do desbarrancado da Ernesto Gueisel que não fizeram na seca, agora na chuvarada estão tentando secar gelo , acordem politicos.

 
sergio sangalli em 27 de janeiro de 2012 - sexta às 11:15

O cara não é jesus para controlar ventos e tempestades. Pessoas tem falsas ilusões que podem tudo até a natureza. Melhor chamar um la do JAPÃO - pelo menos eles tem experiencias em TSUNAMI.

 
jose carlos em 27 de janeiro de 2012 - sexta às 10:40

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