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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

28/10/2016 17:38

Prefeitura promete pagar R$ 3,2 milhões à Santa Casa na segunda-feira

Christiane Reis
Hospital suspendeu as cirurgias eletivas na quinta-feira. (Foto: Fernando Antunes/ Arquivo)Hospital suspendeu as cirurgias eletivas na quinta-feira. (Foto: Fernando Antunes/ Arquivo)

Em reunião nesta sexta-feira (28), a Prefeitura de Campo Grande se comprometeu a quitar o débito de R$ 3,25 milhões com a Santa Casa na próxima segunda-feira (31). Por conta do atraso no pagamento, o hospital restringiu o atendimento, suspendendo na quinta-feira (27) as cirurgias eletivas. Todos os dias são realizados cerca de 50 procedimentos.

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Segundo a assessoria do hospital, na reunião entre o prefeito, Alcides Bernal (PP), secretário de Saúde, Ivandro Fonseca, secretário-adjunto, Victor Rocha, e o presidente da ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), Esacheu Nascimento, as autoridades explicaram que houve dificuldade de caixa essa semana.

Em entrevista ao Campo Grande News, Ivandro Fonseca informou que nesta sexta-feira foram repassados R$ 2,92 milhões referentes ao que eles chamam de pós-fixado, que venceria neste sábado (29), e que os R$ 3,25 milhões serão repassados na segunda-feira (31).

O chefe da Sesau insiste no argumento de que o atraso nos repasses decorre da falta de assistência do Governo do Estado ao hospital. Segundo ele, existe uma dívida do executivo estadual no valor de R$ 8 milhões com a Santa Casa. “Quem salva a saúde pública de Campo Grande é o governo federal e o município”, diz.

Mas nem o diretor da AGCG, entidade que administra a Santa Casa, reconhece este débito. “Dívida não existe, eles estão repassando R$ 500 mil via município e isto está em trânsito. Existia um compromisso de janeiro a dezembro do ano passado”, diz Esacheu Nascimento. O secretário de Estado de Saúde, Nelson Tavares, não foi localizado pela reportagem.

O caso – Na quinta-feira (27), a Santa Casa suspendeu as cirurgias eletivas por conta do risco de desabastecimento de produtos, entre eles medicamentos. O presidente da ABCG, que administra o maior hospital de Mato Grosso do Sul, disse que o atraso no repasse tem ocorrido nos últimos três meses, o que atrapalha o pagamento de médicos e fornecedores.

Para se ter ideia da dimensão dos atendimentos por meio do SUS (Sistema Único de Saúde) na Santa Casa, a cada dia são realizadas média de 50 cirurgias eletivas. Os chamados procedimentos gerais, incluindo ambulatórios e PS, variam entre 18 mil a 19 mil por mês.

Somente no pronto-socorro são pelo menos 6 mil atendimentos mensalmente, conforme informou a assessoria de imprensa do hospital.

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