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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

21/10/2016 14:45

Sem receber, funcionários também não acham sede de Ong 'sem teto'

Adriano Fernandes
Fachada de onde seria a sede da Ong Morhar, em imagem feita em julho pelo Campo Grande News (Foto: Alcides Neto)Fachada de onde seria a sede da Ong Morhar, em imagem feita em julho pelo Campo Grande News (Foto: Alcides Neto)
Construção das casas do residencial está pela metade pela falta de material. (Foto: Fernando Antunes) Construção das casas do residencial está pela metade pela falta de material. (Foto: Fernando Antunes)

A saga de funcionários que ajudam a construir casas, em sistema de mutirão, de antigos moradores da favela Cidade de Deus, nas imediações do bairro Dom Antônio Barbosa, em Campo Grande, parece estar longe de terminar. Com pagamentos atrasados, eles não conseguem localizar a Ong (Organização Não Governamental) contratada pela Prefeitura para intermediar o serviço, ou seja, uma 'especialista' em casas que sequer tem casa própria, como já mostrou em outras ocasiões o Campo Grande News.

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No fim da tarde de quinta-feira (20), cerca de 30 trabalhadores receberam parte dos salários atrasados, valores que segundo eles ainda são menores do que os devidos pela Morhar Organização Social. Até mesmo o endereço da instituição dada aos trabalhadores é “fantasma”.

“Eles mandaram um representante aqui ontem que efetuou o pagamento. Mas este não é o valor correto que eles nos deviam. Nos pagaram pela metade. Hoje (sexta-feira, 21) pela manhã fui até o endereço dado por eles de onde seria a empresa, mas ele simplesmente não existe”, se queixa o pedreiro Dorgivan Ramos, de 36 anos.

Segundo Dorgivan, o “novo” endereço da Morhar seria na Rua Antonio Arantes, no Chácara Cachoeira, em Campo Grande. No entanto, o endereço não existe – constatação já feita pela reportagem em julho deste ano.

Pelos 40 dias que trabalhou na construção das casas no Dom Antônio ele conta que recebeu R$ 1,5 mil. Metade do que deveria ter recebido. “Todos receberam pela metade. Tinha pedreiro que deveria ter faturado R$ 3 mil, R$ 4 mil e receberam só R$ 1,8 mil”, relata.

Pela manhã, caso encontrassem o verdadeiro endereço da empresa, os trabalhadores planejavam uma manifestação em frente ao local. Mas como até mesmo o endereço da Morhar é desconhecido, eles planejam interditar novamente a BR–262, no anel viário, em frente ao aterro sanitário ou até mesmo ir protestar na prefeitura.

A situação gera revolta e indigna os trabalhadores. “Ele nos pagou errado, passou um endereço errado de onde seria a empresa para que nós não pudéssemos encontrá-lo e nem sequer teve coragem de aparecer aqui para ver a situação de nós, trabalhadores. Ele esta brincando com fogo”, se queixou o rapaz a respeito do empresário Rodrigo da Silva Lopes, presidente da entidade. Ele também não foi encontrado pelos trabalhadores.

‘Sem teto’ – O Campo Grande News por diversas vezes também procurou representantes da empresa em seus supostos endereços, sem sucesso. Alguns deles eram nas rua Dr. Antônio Alves Arantes e Coronel Cacildo Arantes, no Chácara Cachoeira e até na Vila Planalto a empresa poderia ter sede. 

Contrato – A Morhar Organização Social é a empresa responsável por fornecer o material necessário para a construção das casas que seriam erguidas, pelos próprios moradores do loteamento e funcionários contratados.




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