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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

22/12/2011 07:53

Simpático, bom velhinho do 'polo Norte Sul' ouve pedidos de criança a gente grande

Paula Maciulevicius
Bom velhinho já recebeu de pedido de brinquedos ao fim de dramas vividos dentro de casa. (Foto: João Garrigó)Bom velhinho já recebeu de pedido de brinquedos ao fim de dramas vividos dentro de casa. (Foto: João Garrigó)

A magia do Natal, vontade de pedir presentes, colocar os desejos em uma cartinha e endereçá-las ao Papai Noel não é só coisa de criança não.

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Esse bom velhinho que está há três anos no polo Norte Sul, mais especificamente Norte Sul Plaza, já recebeu pedidos que vão de bola até para que os pais não briguem mais. Tudo isso ali, sentado na cadeira em frente à sua bela casa. Na entrada, crianças pequenas e até grandes entram.

Sentam, dão um beijo e falam o que gostariam de ganhar. Mais alguns passos e a oficina de cartinhas está logo ali. É só puxar uma cadeira, um giz de cera e deixar o espírito natalino aflorar.

A pequena Marissa, 4 anos e a prima Camila, 7, não deixaram para lá. Trataram de caprichar no desenho e também nos pedidos. A menorzinha deixa transparecer no desejo, o carinho que tem por Camila.

“Eu quero um telefone para falar com a Camila e uma bicicleta da Barbie”. A resposta mostra na sinceridade de uma criança, o que de fato vem a ser o espírito natalino.

Crianças se realizam ao escrever o que querem debaixo da árvore de Natal. (Foto: João Garrigó)Crianças se realizam ao escrever o que querem debaixo da árvore de Natal. (Foto: João Garrigó)

De longe, os pais acompanhavam. Michele e Abel Moreira são adultos. Ela tem 29 e ele 31 anos. Não acreditam que seja aquele bom velhinho que encha a árvore de Natal, mas não deixam de lembrar da infância.

“Ah tem que acreditar em Papai Noel, toda a criança acredita. A gente lembra, ainda. Quando eu era criança, tinha 5 anos ganhei uma bicicleta. Tocaram a campainha e me falaram vai abrir. E lá estava ela. Eu não senti falta de ninguém na festa, que possa ter ido tocar, até hoje eu não sei quem foi”, recorda.

Filmando os primeiros passinhos do filho perto do Papai Noel, o papai coruja Maurício Teixeira Dutra, 40 anos, não queria perder um segundo do Natal do filho.

Entre os vai filho, olha aqui, sorri, ele responde ao Campo Grande News “eu deixei de acreditar quando eu vi meu pai colocando o presente debaixo da cama. Aí eu falei papai é o senhor?”, conta o funcionário público de quando tinha 7 anos.

O papai coruja não queria perder um segundo do Natal do filho. Quer manter a crença no Papai Noel por mais tempo do que ele acreditou. (Foto: João Garrigó)O papai coruja não queria perder um segundo do Natal do filho. Quer manter a crença no Papai Noel por mais tempo do que ele acreditou. (Foto: João Garrigó)

E ainda promete que vai ser mais atento com o filho. “Ah com certeza eu não vou vacilar não”.

Na fila para tirar foto estava o pequeno Rafael, 5 anos. O presente já foi escolhido e ele está lá só para agradecer. “A minha mãe já comprou meu presente, está dentro do carro, vou chegar em casa e por debaixo da árvore”, entrega.

A mãe, Londina Pereira, 38 anos, responde aos risos “É o Papai Noel deixou a mamãe comprar”.

Mas o que chama atenção não são os pequeninos e os desejos de brinquedos. Papai Noel já ouviu pedidos que mostram o drama de crianças grandes.

“Já pediram para ver os pais voltarem, outros para que eles parem de brigar, até um agradecimento por uma casa. E era um homem de 30 anos. Eu só respondi que ele ganhou porque mereceu, Natal é isso, a lição vale até para os grandes”, finaliza.




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