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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

25/04/2011 17:20

Cientistas querem mais 2 anos de discussão sobre novo Código Florestal

Gilberto Costa, da Agência Brasil

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) querem que o Congresso Nacional adie por dois anos a votação do novo Código Florestal e tome a decisão sobre a nova lei com base em estudos científicos. A recomendação das duas entidades é baseada em estudo feito por um grupo de trabalho formado por 12 especialistas e publicado hoje (25).

Como a votação do Projeto de Lei nº 1876/99 divide ambientalistas e ruralistas, as duas entidades científicas se oferecem para mediar o “diálogo”, termo escolhido no lugar de “debate”. “A ciência brasileira não pode ficar fora do diálogo sobre o novo Código Florestal”, afirmou a presidenta da SBPC, Helena Nader.

Segundo ela, nenhum cientista ou pesquisador foi consultado para "aquela proposta" do deputado Aldo Rebelo (PCdo B-SP). Rebelo é o autor do relatório aprovado em julho do ano passado em comissão especial na Câmara dos Deputados. De acordo com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), a proposta deve ser votada na próxima semana, no dia 3 ou 4 de maio.

Integrantes do grupo de trabalho da ABC e da SBPC explicam que o prazo de dois anos é necessário para que se avaliem os possíveis efeitos que as mudanças na legislação terão no meio ambiente. Para o grupo, é preciso prazo também para o desenvolvimento de tecnologia que permita analisar, por exemplo, por meio de maquetes digitais (com topografia feita com base em imagens de satélite), as condições do solo e medir o tamanho das áreas que devem permanecer protegidas.

“O que está sendo proposto [no relatório de Aldo Rebelo] não tem embasamento científico”, diz o engenheiro Antônio Donato Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Nobre não criticou diretamente os ruralistas e disse à Agência Brasil que "tem fundamento" a reclamação dos produtores rurais em relação às exigências do atual Código Florestal, que é de 1965. “Existe uma série de tópicos que carecem de melhor definição”, diz o cientista, ressaltando, porém, não acreditar que as exigências do atual código inviabilizem a atividade rural.

Para o advogado do Instituto Socioambiental (ISA), Raul Telles do Valle, o Congresso Nacional deveria acatar o pedido da SBPC e da ABC. “Não é razoável fazer uma votação e jogar isso aí [o estudo] no lixo. A ciência é parte”, reconheceu.

Os cientistas programaram entregar nesta tarde o estudo ao presidente da Câmara dos Deputados e ao próprio deputado Aldo Rebelo. Além desses, irão receber o texto, ao longo da semana, os ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, da Educação, Fernando Haddad; e da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho.

O documento será levado na quarta-feira (27) à Casa Civil da Presidência da República.

O texto está disponível no site da SBPC (www.sbpcnet.br) e da ABC (www.abc.org.br).




Em resumo, eu produtor rural ,gostaria que se aplicassem a nova lei ambiental, todas as exigências solicitadas pelos ambientalistas e que trocássemos de lado com os mesmos,para ver como eles iriam produzir com tais exigências!!
 
Mauro R Brock em 04/05/2011 07:25:34
Olha!! Engraçado os Srs. cientistas, tiveram tanto tempo para fazer algo pelo Meio Ambiente e só agora que se apresenta algo sensato e compativel com a realidade atual eles vem pedir mais tempo ... Mais dois anos!!!! Ora a questão ambiental tem ter ação imediata, atitude e cumprimento das normas em vigor... E por falar em normas, o Código Florestal atual de 1965 é ainda uma das legislações ambientais mais bem formulada do planeta... O problema é que na verdade nunca respeitaram a Lei...Pois caso o contrario teriamos outra situação principalmente na questão florestal... Ele ja em 1965, atendia a reposição florestal, as reservas legais, as apps, a educação ambiental, os meio de comunicações, enfim muito abragente ja em 65... Como ja disse o que faltou foi ação na aplicação das normas por parte do Estado...
Outro ponto, é que querem buscar culpados por isso ou por aquilo, acham que tem que penalizar alguem etc... Mais todos tem culpa... O Estado em primeiro lugar, depois vem produtor, sociedade, educação, etc... etc...E o negócio agora e preservar urgente o que ainda resta a ser preservado e botando preço é lógico como forma de incentivo para quem preserva... A questão ambiental tem ser tratada com a importancia que tem... Assim como a alimentação, moradia, remédio são essenciais para a vida e tudo tem custo.. O meio ambiente jamais podera ser diferente, pois assim tera mais valor pois ele tambem tem seu valor economico para a humanidade.
Resumindo; não é a ciencia que vai resolver os problemas ambientais principalmente do Código Florestal e sim a sociedade, a produção e educação e principalmente a ação de todos!!!
 
oldemar rodrigues em 25/04/2011 09:49:38
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