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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

22/04/2015 12:00

Advogado nega vínculo com sindicato e quer 20% de ações trabalhistas

Caroline Maldonado
Frigorífico foi comprado pelo grupo JBS depois de demitir funcionários (Foto: Nova News)Frigorífico foi comprado pelo grupo JBS depois de demitir funcionários (Foto: Nova News)

Ex-funcionários do frigorífico Independência, que receberam direitos de causas trabalhistas recentemente, reclamaram o desconto de 30% nos valores e agora assistem a briga entre o advogado e dois sindicatos, que representam as categorias, em Nova Andradina, a 300 quilômetros de Campo Grande. Eles não entram em consenso sobre quem deve assumir o pagamento, enquanto o advogado não aceita menos que 20%.

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O advogado Jairo Marques de Cristo afirmou, em nota ao Jornal Nova News, que foi contratado pelo Stiana (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Nova Andradina e Região) por um período, por isso não foram cobrados honorário aos filiados atendidos por ele nesse período.

Já os honorários dos funcionários vinculados ao Sindicon (Sindicado dos Condutores de Veículos em Transporte de Nova Andradina) estão sendo cobrados. O advogado afirma que nunca foi funcionário dessa entidade, por isso quer receber os honorários.

O presidente do Stiana, Sérgio Miller, rebateu a nota. Segundo ele, o advogado nunca foi funcionário da entidade. “Ele usava uma sala, computador, internet, papel, ar-condicionado e toda a estrutura oferecida gratuitamente pelo sindicato para que pudesse advogar, inclusive, em causas particulares, alheias à entidade, mas também com o compromisso de atender os trabalhadores assistidos pelo Stiana. Não havia vínculo empregatício”, disse.

Miller disse ainda que os processos relativos ao Independência foram preparados como os chamados ‘honorários assistenciais, situação em que quem paga o advogado é a empresa reclamada, no caso o frigorífico, e não o trabalhador.

Os ex-funcionários do frigorífico, no entanto, alegam desconhecer as relações entre os sindicatos. “Nossa contribuição sindical era descontada todo mês em nosso holerite. Se este valor não serve para nos oferecer assistência ele serve para que então? Se o advogado não recebia salário, nós não temos culpa disso. Nossa opinião é que este dinheiro não deveria sair do nosso bolso”, disse um trabalhador, que preferiu não se identificar, durante uma reunião para discutir o assunto.

Negociação – Os sindicalistas fizeram reunião, na quinta-feira (16), com os trabalhadores. Foi feita a proposta de oferecer ao advogado 10% como pagamento pelos honorários. Boa parte dos trabalhadores assistidos pelo Sindicon aceitou, como forma de receber logo seus acertos e evitar novas demandas judiciais. “Este processo já tramita há quase sete anos. Chega de demora. Vamos ‘doar’ esta porcentagem ao advogado e pegar o dinheiro para podermos tocar nossas vidas”, opinou um dos trabalhadores.

O advogado, por sua vez, não aceitou os 10% e fez contraproposta de 20%, segundo o jornal Nova News. Hoje (22), o fato será informado ao Sindicon e aos trabalhadores individualmente para que eles decidam como agir.




No meio desta encrenca quem vai sair perdendo são os trabalhadores, advogado e dirigentes sindicais são igual abutres quando veem carniça, nesse caso dinheiro, o MPE deve intervir para que haja um acordo, caso contrario os trabalhadores serão mais uma vez espoliados nos seus parcos haveres.
 
juvenul em 23/04/2015 19:48:30
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