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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

13/09/2015 09:47

Construção civil já demitiu dois mil trabalhadores só neste ano no Estado

Mariana Rodrigues
Só no mês passado, 189 pessoas foram demitidas no setor de construção civil, segundo o Caged. (Foto: Marcos Ermínio)Só no mês passado, 189 pessoas foram demitidas no setor de construção civil, segundo o Caged. (Foto: Marcos Ermínio)

Até julho deste ano, mais de dois mil funcionários formais do setor da construção civil foram demitidos. O número pode chegar a cinco mil se for levado em conta os trabalhadores informais, conforme o presidente do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil de MS), Amarildo Miranda Melo. De acordo com ele essa é a maior demissão da história de Mato Grosso do Sul.

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Só no mês de julho, 189 trabalhadores foram desligados no setor de construção civil, conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O setor vem apresentando perda significativa de trabalhadores ao longo do ano de 2015, sendo que em junho a construção civil demitiu 387 funcionários.

O presidente do Sinduscon atribui essa crise no setor a falta de credibilidade dos empresários com o Governo Federal. Para ele não é a falta de mão de obra o problema, mas sim a falta de investimento em programas como PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e Minha Casa Minha Vida.

"Nunca se viu uma crise desse tamanho no Estado e a maior dificuldade é com a credibilidade do governo federal, pois não paga em dia o empresário, dessa forma ele deixa de investir e isso ocasiona na demissão", explica.

Amarildo afirma que o problema não é só em Mato Grosso do Sul, mas a crise no setor atinge todo o Brasil. "Só os profissionais que trabalham dentro da formalidade, no país, foram demitidos em torno de 300 mil até o mês de julho. A estimativa que temos é que esse número chegue a 500 mil demitidos até dezembro e a tendência é piorar excessivamente", conta.

Para ele o setor só vai se estabilizar a partir de 2017, pois ele considera o ano de 2016 como sendo de recuperação para o setor. "Nem estamos contando com o próximo ano, a gente acredita que as coisas passem a se normalizar a partir de 2017, já que no ano que vem o setor ainda estará em processo de recuperação", diz.

Por outro lado, o presidente do Secovi (Sindicato da Habitação de MS), Marcos Augusto Neto, diz que em geral no ramo imobiliário, as ofertas de trabalho para o setor são melhores agora do que antes. "Antes era muito difícil encontrar mão de obra, hoje está mais fácil, os trabalhadores estão procurando mais por emprego", conta.

Marcos conta que é o setor imobiliário que está segurando o ramo da construção civil para que não haja tantos desempregos e para ele o problema não é a falta de mão de obra qualificada para desempenhar a profissão. "Não acredito muito que falte mão de obra qualificada, para mim o setor imobiliário de modo geral é o que tem segurado o desemprego".

Desempenho em 2015 - Segundo dados divulgados pelo Caged ao longo do ano de 2015, de janeiro a julho de 2015, cerca de 2.085 funcionários da construção civil já foram demitidos em Mato Grosso do Sul. O mês de janeiro foi o que apresentou o pior resultado com 805 vagas fechadas no setor, seguido pelo mês de junho com 387 demitidos e março, que apresentou 342 vagas a menos.




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