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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

14/02/2011 08:10

Desinteresse de temporários e falta de qualificação faz vagas sobrarem no comércio

Paula Vitorino

Ao menos 12 lojas do Shopping estão a procura de funcionários. No centro, cerca de 2 mil vagas estão disponíveis

Oferta de empregos é grande no Shopping Campo Grande. Ao menos 12 lojas estão contrando funcionários. (Foto: João Garrigó)Oferta de empregos é grande no Shopping Campo Grande. Ao menos 12 lojas estão contrando funcionários. (Foto: João Garrigó)

Em epóca que normalmente era de efetivação de pessoas que se candidataram ao emprego temporário de fim de ano, ainda sobram vagas nas lojas da Capital. Andando pelo shopping Campo Grande, por exemplo, é possível ver ao menos 12 estabelecimentos com placas para contratação de funcionários. Em alguns casos, a necessidade de contratação é urgente.

Já no comércio da área central, em torno de 2 mil vagas estão disponíveis, segundo dados da Fecomércio-MS (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado).

O alto número de vagas no comércio, após menos de dois meses do período de maior contratação de funcionários no ano – início de dezembro – é atípico. Mas segundo a Associação dos Lojistas do Shopping, três fatores contribuíram para a oferta de empregos neste período.

O principal é o desinteresse dos contratados temporários em continuar na empresa.

“Muitos universitários procuram emprego nas férias e aí quando retornam as aulas saem. Isso sempre acontece, mas neste ano percebemos um aumento neste perfil de funcionários: pessoas que procuraram emprego com a pretensão de serem temporários mesmo”, explica a presidente Associação dos Lojistas do Shopping, Luciana Anache Victoriano.

Outro ponto decisivo é a falta de qualificação dos candidatos, a maioria não tem experiência no setor de vendas. Já o terceiro fator apontado por Luciana é o bom momento econômico que o setor vive.

“Estamos com 100% em funcionamento do Shopping. Todas as salas comerciais estão alugadas. Com mais lojas, aumenta a demanda por funcionários também”, constata.

Semelhante – A realidade do comércio na área central é semelhante. Os empresários têm dificuldades para encontrar candidatos qualificados que possam preencher as 2 mil vagas no setor, que está em crescimento.

“Falta de qualificação é o motivo pelo qual ainda estamos precisando de funcionários, mesmo após o período de contratações de temporários.”, constata o presidente da Fecomércio, Edson Araújo.

Ele ainda acrescenta um dado importante para a falta de experiência dos candidatos: o comércio é a porta de entrada do mercado de trabalho para muitos.

“As pessoas procuram as empresas do comércio para o primeiro emprego, isso acontece com muitos. Mas o problema é que esses candidatos chegam sem nenhuma qualificação, diferente do que acontece em outros segmentos, onde a pessoa busca uma formação antes”, revela.

A abertura do Shopping Norte-Sul, que está prevista para março, também está contribuindo para o aquecimento do comércio.

“Dentro de 30 ou 45 dias teremos um novo Shopping funcionando e muitas das lojas do centro que vão abrir filiais lá já estão procurando funcionários para ocupar essas vagas, mas estão tendo dificuldades em encontrar”, diz.

Solução – Com o objetivo de reverter o quadro de profissionais sem qualificação, cursos de formação de mão são oferecidos gratuitamente em Campo Grande. Os interessados podem procurar o Senac e participar de cursos voltados para o trabalhador do comércio, seja na área de vendas ou administrativa.

“Um candidato com uma formação no segmento tem muito mais possibilidades de conseguir um emprego”, ressalta o presidente da Fecomécio.

Já a Associação dos Lojistas do Shopping anunciou que irá realizar pela primeira vez neste ano um treinamento para candidatos e já empregados no comércio do local.

“Esse era um projeto da associação para 2011 e a primeira turma deve começar ainda neste semestre”, afirma Luciana. Ainda não há data para o início do curso, mas ela adiantou que em breve os candidatos irão receber informações sobre o treinamento via email.

“A associação tem um cadastro com as pessoas que nos procuraram para deixar currículo e nós entraremos em contato com esses candidatos. Também queremos que o treinamento seja aplicado para àqueles que já são funcionários do Shopping”, esclarece.

Os interessados em se candidatar em uma das vagas de emprego no Shopping podem entregar seu currículo na Associação dos Lojistas, que fica dentro do prédio comercial. O horário de funcionamento da associação á das 13h às 18h, e o telefone para contato é 3326-9134.

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Gostaria de trabalhar temporariamente mas sou menor de idade vou completar 17anos agora em dezembro.E interesse eu tenho e muito. mas eu não aparento ter 16anos,muitos me dão 18,19 sera que tenho como trabalhar nesse período temporário ?
 
Viviane Riveros em 28/11/2012 08:34:32
A verdade de mercado é uma só...as lojas que estão procurando ainda vendedores ou outros servidores e funcionários, são aquelas que só pagam o salário minimo e nada mais, são os patrões que não dividem nada com aqueles que fazem o negócio crescer. O
Os que estão empregados são que ganham mais de dois salário + comissão, enquanto esses "comerciantes" acharem que vão conseguir mão de obra qualificada e ainda barata (por um salário minimo), vão ter que continuar se contentando com universítários, pessoas que estão procurando outras ocupações e ficam por um tempo quebrando o galho até acharem uma ocupação salarial melhor ou os sem qualquer tipo de experiência e nível educacional, que topam ainda trabalhar pelo mínimo...eles só não sabem o quanto de clientela perdem com esse ultimo tipo, geralmente a é causa da falência deles.
 
Eddie Alessandro em 14/02/2011 10:51:30
nao e desinteresse das pessoas e falta de qualificação, o caso que os comerciantes de campo grande, nao dao oportunidade p/pessoas de 30 anos acima nao olham qualidades olham bonitesa, isso e erradissimo., para negros principalmente, em campo grande tem muitas negras e negros bonitos e nao arrumam emprego pelo racismo que esse povo campo grandense tem
 
ESTER GOMES DOS REIS em 14/02/2011 10:48:26
Bom dia ja fui funcionaria do Shoping Campo Grande no ano passado,e confesso q gostei mto d trabalhar ai,e no periodo d festas procurei em varias lojas uma oportunidade d novamente trabalhar,mas só algumas lojas adimitem funcionarias com idade acima dos 30 anos,e torna-se dificil pq algumas lojas estao necessitando d funcionarios mas na hora em q apresentamos dizem q pela idade n se qualificao.ja trabalhei em lojas em corumba,aki e tbem como autônoma em vestuario,entao para mim n seria falta de interesse nem falta de experiênçia mais sim falta de oportunidade.Tenho disponibilidade de horário,e mta força de vontade sem contar q no momento estou necessitando.Se eu puder ter uma oportunidade agradeço.Muito Obrigada!
 
ROSILEY COSTA VASCONCELLOS em 14/02/2011 10:38:33
Nós aqui na região Leste da Cidade (saida para Tres Lagoas), nossa entidade (AMAPE) tem um Projeto BALCÃO de EMPREGO, encaminhamos e selecionamos trabalhadores para atender as Empresas aqui da nossa região. A Reflorestadora RAMIRES (fica a 40 km de Campo Grande, próximo a Ribas), jà absorveu mais de 350 trabalhadores através do nosso projeto. Enfrentamos o problema da "falta de interesse" e idetificamos que isso passa pelos programas de Politicas dos Governos Federal e Estadual. Os programas de Politica compensatórias resultam um coletivo de pessoas que vivem dependentes da RENDA MÍNIMA, BOLSA FAMILIA, BOLSA UNIVERSITARIA...Tudo isso cria uma consciência coletiva de preguiça intelectual na família, baixa estima e falta de interesse em buscar o sustento a través do trabalho. Os jovens e adultos que se apresentam para saber do trabalho não querem se submeter a uma remuneração baixa (salario mínimo), mesmo não tendo a qualificação necessaria para encaixar no ramo pretendido.
Por exemplo; temos uma empresa na comunidade Prestadora de Serviços de: jardinagens, serviços gerais, copa cozinha, garsons, porteiros...A maioria que encaminhamos além de não ter a qualificação para esse serviços, não querem se submeter ao compromisso de aprender ganhando uma remuneração para poder ter na carteira uma identificação profissional que llhe garanta a experiência. Não sei onde vamos parar. O governo tem que repensar nesses programas compensatórios que só cria dependência eleitoral e codifica gerações de pessoas sem interesse para o trabalho. (Prof. Janio Batista de Macedo - Presidente da AMAPE - Associação de Moradores do Parque Residencial Maria Ap. Pedrossian)
 
Porf. Janio Batista de Macedo em 14/02/2011 09:56:44
Eu dou qualificação para meus funcionários. Se vejo potencial invisto no funcionário, e é isso que falta a maioria dos empresários. Prefiro pegar um funcionário crú e ensina-lo doque pegar um que já venha com vicios de outros empregos.
 
CHARLES GUINOSSI em 14/02/2011 09:54:31
O problema é facil de de resolver. Como os empregadores querem que os contratados sejam do "tipo que fazem barba, cabelo e Bigode". É só pagar por isso. Os salários que oferecem em Mato Grosso do Sul são totalmente incompatíveis com o que estão exigindo dos candidatos em termos de experiência, conhecimento e principalmente das responsabilidades que virão a assumir. Como a oferta de emprego está cada vez maior, e melhor os empregadores repensarem as suas ofertas.
 
Flávio Márcio em 14/02/2011 09:20:34
O que acontece em relação à essas vagas, é o seguinte. Geralmente os gerentes, querem pessoas com "boa aparência" (bonitas de corpo e rosto), isto é bem afeiçoadas, um pouco de experiência, digamos lá pelo menos uns seis meses, e algumas coisas mais. Por outro lado, as pessoas que gostariam de trabalhar na vaga, gostariam de "não" trabalhar aos sábados e aos domingos e feriados, possuem pouca escolaridade e ou experiência "ná área exigida", e querem ganhar mais do que trabalham. Isso é fato!
 
Ed B Dourado em 14/02/2011 08:53:23
Analizando o desenpenho de cada povo sul-matogrossense descobrimos que campo grande precisa de bolsa de estudo para executar suas qualificações profissional e dar mais oportunidade de estabilidade e emprego ótimo.... E dificil ver empresa que atenda bem seus funcionário acho que os empresarios so pensa neles esqueceu que vivemos na era tecnologica ficaram preso na era do fordismo produzir.. .produzir.... enfim....
 
diego franco ventura em 14/02/2011 04:31:00
Sr. Ernesto está corretissimo e ainda pergunto: qual o salario pago ao universitário? Qual loja do shopping que registra seus funcionarios? Ou é na base de comissão apenas, e ainda todos os fatores registrados pelo Sr. Philipp. Vai nas casas bahia do shopping, vendedor tem horario a partir da tarde mas esta desde abertura e vara ate as 23hs em pé..para alcançar desesperadamente as metas !!!!....O mercado salarial de Campo Grande é péssimo !!! e para estagiários???..faz estágio de graça ou quando muito recebe um salario mínimo e VT......
 
Sergio Correa em 14/02/2011 04:03:57
Muitas lojas têm a fama de não respeitarem os funcionários. Gerentes e proprietários são arrogantes e assediam moralmente os vendedores. Não respeitam o direito às folgas, 1h de almoço, muitas vezes os funcionários saem bem após às 22h e não recebem hora-extra nem compensação de banco de horas, resultado: ninguém quer trabalhar no comércio.

No Shopping o funcionário que tem carro deve arcar com o valor do estacionamento, e no centro com o valor do parquímetro...
 
Philipp Ernesto em 14/02/2011 03:31:30
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