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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

10/04/2016 09:50

Frigorífico monta oficina para capacitar pessoas com deficiência

Renata Volpe Haddad
Selecionada em oficina recebe do gerente de RH do JBS, Rubens Bernardes, material para a oficina. (Foto: Divulgação)Selecionada em oficina recebe do gerente de RH do JBS, Rubens Bernardes, material para a oficina. (Foto: Divulgação)

Com o projeto de inclusão de pessoas com deficiência, o frigorífico JBS criou uma oficina de trabalhos experimentais implantada em Campo Grande com objetivo de capacitar os funcionários por três meses para serem inseridos no mercado de trabalho.

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Nas unidades da Capital, a empresa emprega 2,8 mil funcionários e 5% deles são deficientes. Em parceria com a as entidades Aseadem (Associação Especial de Atendimento ao Deficiente Mental) e Juliano Varela, na 1ª Turma da Oficina de Trabalhos Experimentais, 11 alunos foram selecionados para treinamento.

De acordo com o gerente de RH do JBS, Rubens Bernardes, com as oficinas de trabalho, as pessoas com deficiência vão sair prontas para o mercado de trabalho. "Esses primeiros selecionados para oficina, já estão contratados pela empresa, mas, além de estarem prontos para iniciar as funções dentro do JBS, essas pessoas estão prontas para o mercado de trabalho geral", avalia.

Conforme a terapeuta ocupacional do JBS, Mônica Noely Araújo Rodrigues, para chegarem aos 11 participantes, foi realizada uma seleção de 22 pessoas com deficiência. "Os que não entraram agora, nós colocamos no banco de reserva para a segunda turma da oficina, que ainda não tem data prevista de iniciar, mas esses candidatos foram sim selecionados", alega.

Uma das selecionadas para a oficina, Jaqueline Lemes, conta que este é o segundo emprego da sua vida. "Tenho 37 anos e emprego do JBS é o meu segundo. Estou muito feliz, pois a primeira vez que eu trabalhei foi há 15 anos e era de diarista, mas era muito puxado", explica.

Os cargos serão selecionados conforme a capacidade de cada funcionário, mas vai de montar caixas, dobrar roupas, pois nas unidades do frigoríficos têm lavanderias, colocar etiquetas, embalagem, entre outras funções.

Com aulas de estágio e duração de três meses, a oficina acontece duas vezes por semana com carga de 4 horas, com auxílio de terapeuta ocupacional, psicóloga e pedagoga.

Segundo o diretor regional do JBS, Anderson Costa, o projeto iniciou em Barretos e hoje atinge duas unidades em Campo Grande. "Pretendemos estender o projeto para a unidade em Naviraí em 2017. Nós ensinamos o trabalho para eles, mas aprendemos mais ainda com essas pessoas", afirma.

O Procurador do Trabalho, Hiran Sebastião Meneghelli Filho, alegou que se a oficina de trabalho der certo, uma obra será feita para a humanidade toda. "As pessoas com deficiência quando deixam a idade escolar, ficam ociosas junto com os familiares que cuidam delas, então se tira o direito de cidadania dessas pessoas que tem competência para o trabalho, mas não tem oportunidades e com a oficina, a capacitação vai permitir uma preparação para o mercado. A verdadeira cidadania é o trabalho", avalia.

Atualmente, são quatro instituições parceiras do JBS, como a Apae, Ceada, Juliano Varela e Pestalozzi.




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