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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

01/05/2015 12:03

Microcrédito ajuda empreendedores a investir e ampliar o próprio negócio

Viviane Oliveira
O casal, Baraque e Carla, conseguiu expandir o negócio e, agora pretende abrir empresa. (Foto: Marcelo Calazans) O casal, Baraque e Carla, conseguiu expandir o negócio e, agora pretende abrir empresa. (Foto: Marcelo Calazans)

Com empréstimo de R$ 5 mil, Baraque Garcia Malaquias, 39 anos, conseguiu comprar uma moto para começar a trabalhar de mototaxista e há 8 anos resolveu ampliar o negócio. Ele vendeu o ponto onde trabalhava, no Bairro São Francisco, comprou duas Kombis e passou a atuar junto com a esposa, no ramo de transporte escolar. De autônomo, Baraque passou a ser MEI (Microempreendedor Individual) e agora, com a expansão dos negócios, pretende abrir uma pequena empresa.

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Atualmente, o casal atende 80 crianças na região do Bairro Zé Pereira, cada um dirige um veículo. No entanto, os dois perceberam que poderiam recorrer novamente ao microcrédito para ampliar o negócio. Uma das ideias é aumentar a frota comprando mais um veículo para estruturar melhor a empresa. “Nós queremos expandir e estamos confiante”, diz Baraque. Sua esposa, Carla Malaquias, 37 anos, que antes ficava em casa cuidando dos quatro filhos comemora a conquista.

O agora empresário, conta que só conseguiu dar o ponta pé inicial nos negócios através do microcrédito, financiado pelo Credigente. O programa facilita aos pequenos empreendedores a abertura ou a expansão de pequenos negócios com linhas de crédito com taxas de juros de 1% a 1,5% por mês, dependendo da modalidade.

A cabeleireira Aparecida Rodrigues de Paula, 44 anos, também buscou ajuda para ampliar seu negócio. Dona de um salão de beleza no Bairro Zé Pereira, ela deixou o emprego no frigorifico há 5 anos e garante que, em meses de menor movimento, consegue lucrar três vezes mais do que quando era assalariada. Aparecida tenta microcrédito para comprar produtos de beleza. “Comprando uma boa quantidade de produto, a gente acaba pagando menos e conseguindo lucrar mais”, diz.

Ambos se formalizaram pelo MEI (Micro Empreendedor Individual), que permite aos trabalhadores saírem da informalidades, ter CNPJ e trabalhar como empresários. Para isso, as taxas impostas são menores e acessíveis.

Aparecida saiu do emprego em um frigorífico para abrir um salão de beleza. Hoje, ela diz que ganha 3 vezes mais do que quando era assalariada. (Foto: Marcelo Calazans) Aparecida saiu do emprego em um frigorífico para abrir um salão de beleza. Hoje, ela diz que ganha 3 vezes mais do que quando era assalariada. (Foto: Marcelo Calazans)

Financiamento - De acordo com o diretor da Funsat (Fundação Social do Trabalho), Cícero Ávila, o objetivo não é só fazer o financiamento, mas garantir o sucesso dos empreendimentos financiados e, assim, aumentar as possibilidades de geração de emprego e renda da população. O empreendedor pode emprestar de R$ 500 a R$ 15 mil. "O conceito do programa é justamente atender e facilitar para quem não tem acesso a rede bancária oficial", destaca. 

Entre os itens financiáveis pelo Credigente estão capital de giro, matéria-prima, mercadorias, máquinas e equipamentos, reformas e ampliações e bens destinados à atividade produtiva. Quem quiser informação sobre o microcrédito pode entrar em contato com a Funsat no telefone 3314-5033. 

Formalizados - De acordo com a Receita Federal, de janeiro até o fim do mês de março, 72.743 MEIs (Microempreendedores Individuais) foram formalizados em Mato Grosso do Sul. O número está perto de superar o total de micro e pequenas empresas no Estado, que somam 75.082 empreendimentos, de acordo com o último levantamento do Sebrae/Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Em Campo Grande, atuam hoje 30.632 MEIs. As cidades com mais empreendedores formalizados são Dourados, com 5.977, Três Lagoas 3.332, Corumbá 2.158 e Ponta Porã 1.671. Se comparado ao mesmo período do ano passado, o número de microempreendedores individuais em atividade cresceu 15% a 25%, dependendo de cada cidade.

As categorias que dominam os pedidos de formalização são de empreendedores que já têm um negócio próprio ou para aqueles que queiram montar, como por exemplo, no comércio varejista de vestuário, salão de beleza, casas de lanches e sucos, mercearias, minimercados.

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