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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

16/07/2015 17:34

Sindicato denuncia empresários chineses, mas funcionários defendem

Mariana Rodrigues
A maioria das lojas de empresários chineses estão concentradas na rua 14 de Julho. (Foto: Marcos Ermínio)A maioria das lojas de empresários chineses estão concentradas na rua 14 de Julho. (Foto: Marcos Ermínio)

Empresários chineses, proprietários de lojas em Campo Grande, estão sendo investigados pelo não cumprimento de acordos trabalhistas com seus funcionários. Segundo o SECCG (Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande), por serem estrangeiros, esses comerciantes ignoram direitos trabalhistas previstos na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).

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As denúncias são sobre limite de horas extras, trabalho semanal com direito a uma folga depois de seis dias trabalhados, acréscimo financeiro das horas extras, pagamento de piso salarial e não apenas o salário mínimo para a categoria e desvio de função e outros direitos dos empregados, entre outros benefícios conquistados ao longo de anos de luta sindical e previstos na CCT (Convenção Coletiva de Trabalho).

Mas, não é isso que os funcionários disseram à reportagem do Campo Grande News. Em uma loja do ramo de alimentação na rua 14 de Julho, onde se concentra a maior parte desses comerciantes, Ademir José Luiz, que começou como balconista e agora é gerente, conta que trabalha há 8 anos no local e não tem reclamações do chefe chinês. "Eles cumprem com o exigido por lei, todos os funcionários possuem carteira assinada e recebem suas horas extras, quando é o caso", afirma.

Ele relata ainda que o diferencial dos chineses é que são "mais esforçados para tudo. Quando precisa ficar além do horário de expediente normal, os próprios donos que ficam". Sobre as denúncias ele diz que é sem fundamento. "Todo mês a fiscalização passa aqui para saber se está tudo certo com os funcionários, se não estivesse já teria fechado", conta.

Ademir José Luiz, trabalha em uma loja com donos chineses e diz  que a fiscalização sempre passa pelo local e nunca encontrou nada de irregular. (Foto: Marcos Ermínio)Ademir José Luiz, trabalha em uma loja com donos chineses e diz que a fiscalização sempre passa pelo local e nunca encontrou nada de irregular. (Foto: Marcos Ermínio)

O funcionário Rafael Luiz Assis ressalta que tem um bom relacionamento com o chefe de origem chinesa e que há um ano trabalha como balconista no comércio. "Somos em quatro funcionários, e todos eles possuem carteira assinada. Desde quando comecei a trabalhar aqui não viu nada de irregular", afirma.

Em outra loja, também na Rua 14 de Julho, onde são comercializados produtos diversos, a gerente Alexandra Vanderley de Oliveira, que trabalha há 1 ano e meio no local, conta que seu patrão tem duas lojas em Campo Grande, mas que nunca teve problemas com questões trabalhistas. "Sempre vem fiscalização do Ministério do Trabalho, e nunca encontraram nada de errado".

Ela acredita que pode haver sim lojas que não cumprem com os acordos trabalhistas, mas que isso não é exclusividade dos dos empresários chineses. "Isso pode acontecer, mas vai de cada empresário, não é porque é chinês que está descumprindo a lei", argumenta.

Alexandra Vanderley de Oliveira, trabalha há um ano e meio na loja e disse que nunca viu nenhuma irregularidade. (Foto: Marcos Ermínio)Alexandra Vanderley de Oliveira, trabalha há um ano e meio na loja e disse que nunca viu nenhuma irregularidade. (Foto: Marcos Ermínio)

Solução - De acordo com o sindicato, diante de cada denúncia, a direção da entidade vai até a loja do empresário chinês para conversar e explicar a legislação que estaria sendo descumprida. A direção sindical informou também que os problemas que empresários chineses estão causando, normalmente têm sido resolvidos com a visita de diretores do sindicato na empresa. “Até agora, não precisamos entrar com nenhuma ação na justiça contra esses empresários”, afirmou Idelmar da Mota Lima, presidente do SECCG .

“Caso não conseguimos contornar o problema, conversando pessoalmente com o empresário, só então procuramos os órgãos competentes para ajudar a resolver a questão. Ou seja, a Superintendência Regional do Trabalho ou Ministério Público do Trabalho”.

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Mais força de trabalho e desenvolvimento multicultural, apoio a vinda deles que vem morar aqui.
 
Jean em 17/07/2015 00:19:41
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