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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

05/01/2015 15:49

Sistema muda e nova carteira de trabalho só com agendamento on-line

Liana Feitosa
Emissão só é feita mediante a agendamento prévio feito na internet. (Foto: Marcelo Calazans)Emissão só é feita mediante a agendamento prévio feito na internet. (Foto: Marcelo Calazans)

A SRTE/MS (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso do Sul) voltou a emitir carteiras de trabalho. Entre os dias 15 e 29 do mês passado o serviço ficou suspenso para que fosse feita a migração do banco de dados da instituição para o MTE nacional, em Brasília.

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No entanto, as emissões passaram a depender de procedimentos on-line e, por isso, ocorrem somente mediante a agendamento na sede do Ministério e na Funsat (Fundação Social do Trabalho). 

A migração do banco de dados foi necessária porque não havia controle informatizado sobre as carteiras de trabalho emitidas no país. "O documento passou a ser impresso em papel moeda para dificultar a ação de falsificadores, processo que era feito em Brasília. Mesmo assim, precisávamos incluir nessas carteiras duas folhas aqui no Mato Grosso do Sul, o que causava lentidão no serviço", contextualiza Anízio Pereira Tiago, superintendente da SRTE/MS .

Essa forma de emissão foi, então, modificada em Brasília, conectando o sistema nacionalmente. "Hoje, em Mato Grosso do Sul, todos os postos de emissão de carteiras estão informatizados. A ideia é que, com isso, os nove pontos de atendimento no Estado, além de prefeituras, Funsat e Funtrab (Fundação do Trabalho), emitam e entreguem o documento na hora ao trabalhador, sem esperar", completa o superintendente.

Internet - "No entanto, os meios de transmissão dos dados, que são centralizados em Brasília, saem com muita frequência do ar, já que o sistema é on-line. Além disso, depender da tecnologia em algumas cidades do interior do Estado é um desafio muito grande", amplia Anízio. 

Informatização foi implantada para dar mais segurança ao documento. (Foto: Marcelo Calazans)Informatização foi implantada para dar mais segurança ao documento. (Foto: Marcelo Calazans)

Segundo o superintendente, desde a sexta-feira (2) o trabalhador deveria sair com o documento nas mãos no ato da emissão, mas as constantes quedas do sistema afetam, não só esse serviço, mas também todos os outros oferecidos no Ministério do Trabalho.

A informatização do sistema foi necessária, principalmente, para conceder mais segurança ao documento, que é alvo constante de falsificações e utilização indevida, como para beneficiar, irregularmente, pessoas com seguros-desemprego.

Para agendar atendimento para emissão da carteira de trabalho, o interessado precisa se cadastrar no SAA (Sistema de Atendimento Agendado), pela internet.

Em Campo Grande, a espera é de cerca de uma semana, já que as emissões ocorrem somente na SRTE/MS e na Funsat.

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