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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

17/04/2013 20:35

" Foi mau negócio", afirma irmão de prefeito sobre sumiço de 1,4 mil bois

Nadyenka Castro
Advogado mostra documentos sobre o caso. (Foto: Marcos Ermínio)Advogado mostra documentos sobre o caso. (Foto: Marcos Ermínio)

Indiciado pelo crime de apropriação indébita pelo ‘sumiço’ de 1.400 cabeças de gado, Luís Lemos de Souza Brito, irmão do prefeito de Bonito, Leonel Lemos de Souza Brito, o Leleco (PT do B), e do ex-presidente da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), nega a acusação à Polícia Civil. Porém, em conversa com o advogado Marcos Lacerda, ele afirma que fez “mau negócio”.

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A conversa aconteceu foi em Bonito, município onde fica a fazenda de Luís, que, em 2008, arrendou parte da propriedade para Eda Castro. No início deste ano, Eda decidiu encerrar o arrendamento, alegando prejuízo, e declarou arcar com multas rescisórias, caso fosse necessário.

Em reunião no mês de março sobre o fim do arrendamento, Luís disse ao filho de Eda, Carlos, que gerencia os negócios da família, que havia na fazenda apenas 230 cabeças de gado. De acordo com o advogado Marcos Lacerda, Luís declarou que havia vendido os animais gordos e que iria pagar os R$ 2 milhões correspondentes até 5 de abril.

Como garantia do pagamento, fizeram acordo de cavalheiros sobre parte da fazenda. Dias depois, o advogado foi a Bonito e lá conversou novamente com Luís. O diálogo, de aproximadamente 1h30min, foi gravado por Marcos Lacerda. “Eu quero resolver isso aí, eu vou resolver”, fala Luís. “O dinheiro para mim é de menos. Para mim, o maior é o prejuízo moral”.

Em outro momento da conversa, ele não diz ‘com todas as letras’ que vendeu os animais, mas, afirma que fez “mau negócio” e, em seguida, diz que vai contar o que aconteceu posteriormente. “Hora que a gente acertar tudo, eu posso até te contar tudo”, fala Luís a Marcos Lacerda.

Conforme o advogado, Luís não adquiriu propriedades nem trocou de carro. Sem garantia de pagamento do gado marcado, foi feito boletim de ocorrência e a Polícia Civil passou a investigar o caso, que terminou com indiciamento do irmão do prefeito de Bonito.

Além disso, a família de Eda pediu à Justiça o sequestro de dois mil hectares da fazenda América, como garantia de pagamento pelo sumiço do gado. A juíza Pauline Simões de Souza Arruda deferiu o pedido.

Consta que Luís Lemos tem três passagens por crime ambiental e duas por armas. Uma das autuações é por ter desviado o curso do rio Formoso para gerar energia à fazenda dele.

E agora? – Segundo o advogado, no registro da Iagro (Agência de Sanidade Animal e Vegetal de Mato Grosso do Su) consta que o gado continua na fazenda. Isso mostra que o gado foi vendido e transportado sem nota fiscal. “Para o transporte seriam necessários 60 caminhões”, diz Marcos. Ele continua. “Será que nenhum fiscal parou?”, disse, referindo-se às fiscalizações em rodovia.

De acordo com o advogado, além de ser crime, a venda de animais sem nota fiscal causa prejuízo à arrecadação estadual e também à saúde pública, pois podem ser abatidos em locais impróprios e colocados para comercialização.




Em cinco anos o Luis detonou 1400 cabeças de gado. E pouco menos que um boi ou vaca por dia. É dificil gastar um boi ou vaca por dia durante cinco anos. Tem alguma coisa mal contada nessa história.
 
jose rodrigues em 17/04/2013 23:03:27
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