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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

05/08/2013 21:17

“Não temos alternativa”, diz Bacha sobre venda de fazenda avaliada em R$ 4,5 mi

Bruno Chaves

O adiamento da reunião, com o Governo Federal, que colocaria um ponto final na disputa por terras em Mato Grosso do Sul, reascendeu a iminência de um conflito entre índios e produtores no interior do Estado.

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O dono da Fazenda Buriti – que fica em Sidrolândia e serviu de palco para confusões e morte do índio terena Oziel Gabriel durante reintegração de posse – Ricardo Bacha, disse que está disposto a vender a propriedade rural para o Governo Federal. Mas, ele quer que a União pague o valor de mercado das terras. “Não temos alternativa. Ou vendemos ou vamos entrar em guerra”, opinou.

Avaliada em R$ 4,5 milhões, a Fazenda Buriti possui 302 hectares. “Eles [Governo Federal] têm que pagar o preço que de fato vale. O preço do hectare gira em torno de R$ 15 mil. Mas estão querendo subvalorizar. Estou ouvindo conversas de que o hectare vale R$ 6 mil”, explica.

Bacha contou que a União está omissa quanto à questão. Para o produtor, se o governo oferecer cerca de R$ 6 mil por hectare, os produtores da Reserva Buriti não aceitarão o acordo e o conflito não será resolvido.

Ao todo, 31 fazendas fazem parte da reserva requerida pelos indígenas. Os terenas pedem 15,2 mil hectares da região, considerados terras indígenas. Dessas propriedades, apenas quatro não foram ocupadas pelos índios: Fazenda São Sebastião, Fazenda Vassoura, Fazenda Furna da Estrela e Fazenda Água Clara.

“Não vou dizer que todos querem vender suas terras, mas muitos sinalizaram que sim, mas tem que ter o valor real de mercado”, explica Bacha sobre a posição dos demais produtores da reserva.

Especificamente sobre suas terras, o produtor afirma: “quero pagamento a vista e em dinheiro. Não adianta eles [Governo Federal] pagarem em dez anos”.

Reunião definitiva – Ao contrário do que divulgado em 20 de junho, pelo ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, a reunião entre o Governo Federal e representantes de Mato Grosso do Sul, que definiria a situação do conflito indígena no Estado, não foi realizada nesta segunda-feira (5).

“Descobri pela imprensa que adiaram para quarta-feira (7) e que será em Brasília (DF). Não fomos avisados de nada”, disse Bacha.

De acordo com o advogado do produtor, Newley Amarilla, o encontro remarcado para o dia 7 de agosto servirá para os produtores rurais verificarem a resposta do Governo Federal sobre a desapropriação das fazendas da Reserva Buriti, em Sidrolândia.

“O Governo veio aqui, fez a proposta para acabar com o conflito e não deu resposta. Nós estamos apreensivos. Se o Governo não vier com uma proposta séria de compra das terras, não vai solucionar. Quem criou todo esse problema foi o Governo. Ele resolveu demarcar as terras e a Justiça cancelou a demarcação. Agora, o Governo tem que assumir a responsabilidade”, avaliou.

Caso a proposta da União não agrade os produtores rurais, Newley garantiu que as terras não serão vendidas e que o caso continuará na Justiça.

Sobre os possíveis conflitos que possam acontecer no local, o advogado afirmou que todos estão “aptos a responder com violência, se necessário for”, caso os índios ataquem os fazendeiros.




Terrinha cara em colega....será que alguém, além do governo, teria coragem de pagar um preço tão alto pelo hectare de terra? É só andar pela região que se percebe que o valor é bem menos....
 
Paulo Candido em 06/08/2013 07:10:45
Será que os "proprietários" dessas terras, naquela região conflituosa de Sidrolândia, conseguiriam vendê-las a terceiros(que não a União) pelo preço de mercado? Duvido! Não conseguiriam nem os R$ 6 mil por hectare que a União oferece. Querem é se aproveitar da "viúva"!
 
Marcos Assis em 05/08/2013 22:39:35
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