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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

18/06/2015 19:17

“Poeta Manoel de Barros” agora é nome de ponte sobre o rio Paraguai

Lúcio Borges
Ponte é acesso que liga Corumbá e Ladário ao restante de MS. (Foto:Anderson Gallo)Ponte é acesso que liga Corumbá e Ladário ao restante de MS. (Foto:Anderson Gallo)

A ponte sobre o rio Paraguai, em Corumbá, a partir de quarta-feira (17) passou a ser denominada “Poeta Manoel de Barros”. A homenagem ao poeta sul-mato-grossense de coração, que morreu no ano passado, foi publicado hoje no DOE (Diário Oficial do Estado) promulgando a lei número 4.685, de 15 de junho de 2015, que determina que a partir da data de vigência, a ponte sobre no rio na BR-262, no km 714, no distrito corumbaense de Porto Morrinho.

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A lei é de autoria do deputado Marcio Fernandes (PTdoB), que afirma ser uma maneira de realizar uma homenagem ao poeta natural de Cuiaba-MT, mas que se radicou praticamente em toda vida em Mato Grosso do Sul. O poeta conhecido nacional e até internacionalmente, teve toda a sua infância vivenciada na simplicidade de Corumbá e tinha residencia a mais de três décadas em Campo Grande.

“Denominar esta ponte é uma maneira de agradecer àquele que através dos seus versos conduziu seus leitores a uma viagem pelo Pantanal. Manoel de Barros é eterno através de suas obras e poderá ser relembrado a cada viagem para esta região”, explicou o parlamentar.

A ponte rodoviária da BR-262 é o principal acesso que liga Corumbá e Ladário ao restante de Mato Grosso do Sul. Na época da cheia, acaba sendo a única alternativa para os motoristas, já que a balsa da Estrada Parque fica interditada por causa do nível do rio.

Manoel de Barros

Manoel de Barros morreu aos 97 anos em 13 de novembro de 2014. Ele nasceu no Beco da Marinha, beira do Rio Cuiabá em 1916. Mudou-se para Corumbá, onde se fixou de tal forma que chegou a ser considerado corumbaense. Nos últimos anos, viveu em Campo Grande.

Autor de várias obras pelas quais recebeu prêmios como o “Prêmio Orlando Dantas” em 1960, conferido pela Academia Brasileira de Letras ao livro “Compêndio para Uso dos Pássaros”. Em 1969, recebeu o Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal pela obra “Gramática Expositiva do Chão” e, em 1997 o livro “Sobre Nada” recebeu um prêmio de âmbito nacional.

Manoel é considerado um poeta moderno no que se refere à linguagem. Avesso à repetição de formas e ao uso de expressões surradas, ao lugar comum e ao chavão, sua temática era regionalista, indo além do valor documental e ingressava no mundo mágico das coisas banais retiradas do cotidiano. Ele inventava a natureza através de sua linguagem, transfigurando o mundo que o cercava. Seu principal tema de escrita era o Pantanal, universalizando-o. A natureza foi sua maior inspiração, o Pantanal foi o de sua poesia. (Com informações do Portal ALMS)




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