A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

01/10/2014 14:32

Ação do MPF pede R$ 1,1 milhão de indenização a índios por retenção de cartões

Helio de Freitas, de Dourados
No dia 23 deste mês MPF fez novas diligências em comércios próximos às aldeias para alertar comerciantes e 27 estabelecimentos foram notificados (Foto: Divulgação/MPF)No dia 23 deste mês MPF fez novas diligências em comércios próximos às aldeias para alertar comerciantes e 27 estabelecimentos foram notificados (Foto: Divulgação/MPF)

O MPF (Ministério Público Federal) em Mato Grosso do Sul pediu a condenação de três comerciantes de Dourados, a 233 quilômetros de Campo Grande, por reterem ilegalmente os cartões bancários de índios como forma de garantia de pagamento. A ação ajuizada na Justiça Federal em Dourados no fim de 2013 pede o bloqueio dos bens desses comerciantes para garantir o pagamento das indenizações que chegam a R$ 1,1 milhão. De acordo com o MPF, os cartões de benefícios sociais dos índios são costumeiramente retidos em mercados localizados próximos às aldeias de Dourados. O pedido de liminar ainda não foi ajuizado pela Justiça.

Veja Mais
Idoso sofre sequestro relâmpago por supostos vendedores na fronteira
Concurso Beleza Negra acontece na próxima sexta-feira em Dourados

Segundo a assessoria do MPF, três comerciantes, flagrados pela Polícia Federal com cartões bancários e documentos dos índios, são acusados de causar dano material e moral às comunidades. Eles já foram condenados criminalmente e agora respondem também na esfera civil. Ao todo, 102 cartões foram apreendidos em poder dos comerciantes, 70 deles nas mãos de apenas um dos acusados.

Conforme o MPF, a investigação mostrou que no dia do pagamento dos benefícios sociais os índios eram levados aos bancos pelos comerciantes, que, em posse dos cartões, os “ajudavam” a sacar o dinheiro, conduzindo-os imediatamente aos próprios supermercados para fazer a compra do mês. Depois os clientes eram deixados em casa, a mando do comerciante. Em alguns estabelecimentos foram encontradas senhas dos bancos, notas promissórias e até “ficha de movimentação” do cartão Bolsa-Família.

“Com a retenção dos cartões, os índios eram obrigados a comprar sempre no mesmo supermercado, sem qualquer liberdade de escolha e pressionados pela distância de outros estabelecimentos comerciais. A situação é ainda mais grave, porque há indícios de que os saques, realizados pelos comerciantes, eram superiores aos débitos dos índios”, destaca o MPF na ação, que enfatiza o abuso da prática ante a “extrema vulnerabilidade social sofrida pelos guarani-kaiowá”.

Por danos causados às comunidades indígenas de Dourados, tanto material quanto moral, o MPF pede a condenação dos comerciantes ao pagamento de indenizações que chegam a R$ 1.193.063,04. O valor, atualizado, deve ser revertido em políticas públicas destinadas aos índios do município.

No dia 23 deste mês, o Ministério Público Federal, com apoio da Funai, Força Nacional, Vigilância Sanitária e Corpo de Bombeiros, fez nova diligência na reserva de Dourados para averiguar a existência de práticas comerciais abusivas nas aldeias Bororó e Jaguapiru.

Foram 27 notificações expedidas e os comerciantes alertados de possíveis irregularidades, especialmente quanto à venda produtos vencidos, com preços exorbitantes e mediante a retenção de cartões de benefícios sociais dos indígenas. "Em 45 dias iremos realizar nova fiscalização nas aldeias. O comerciante que não se adequar à lei pode responder civil e criminalmente pelo abuso”, afirmou o procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida.

Idoso sofre sequestro relâmpago por supostos vendedores na fronteira
Idoso de 61 anos e brasileiro, sofreu um sequestro relâmpago na manhã deste domingo (4), enquanto descia do seu veículo para realizar compras no lado...
Concurso Beleza Negra acontece na próxima sexta-feira em Dourados
A cidade de Dourados - que fica a 233 km de Campo Grande - recebe na próxima sexta-feira (9), a partir da 19h, a primeira edição do Concurso Beleza N...



O que eu acho mais estranho é que os indios invadem terras alheias dizendo que são indios e que querem ser indios e viver nas terras que eram deles como viviam desde que o homem branco chegou. Ao mesmo tempo, os indios que querem viver como indios, tem cartão com incentivo do governo para saques, colocam seus filhos em escolas em cidades proximas às aldeias, andam de carro, tem televisão e mais uma diversidade de coisas e modo de vida que contradiz completamente a alegação deles para obter as terras. Mas o governo incentiva, afinal indio vota né?
 
Max em 02/10/2014 08:58:45
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions