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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

03/02/2011 20:38

Anvisa e Conselho Regional interditam 9 farmácias irregulares em Dourados

Jorge Almoas

Operação Erva Daninha já foi realizada na Capital em 2010

Em operação realizada ontem em Dourados, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o CRF/MS (Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul) interditaram nove farmácias e prenderam uma pessoa, como parte da Operaçaõ “Erva Daninha”.

Foram encontradas diversas irregularidades nas farmácias, como ausência da autorização de funcionamento dos estabelecimentos, pelo comércio de produtos contrabandeados, produtos hospitalares proibidos em farmácias, embalagens violadas e fracionadas de forma irregular e produtos controlados (tarja preta).

O comércio de medicamento sem a presença de um farmacêutico confira tráfico ilícito de drogas.

A Operação “Erva Daninha” constatou que 49% dos estabelecimentos farmacêuticos de Dourados estão irregulares. Das 53 farmácias com irregularidades, 25 não possuem certidão para funcionamento e outras 12 não contam com farmacêutico em seu quadro de funcionários.

Oito estabelecimentos foram classificados como clandestinos. Dourados conta atualmente com 98 estabelecimentos farmacêuticos.

Os resultados da Operação “Erva Daninha”, que prossegue até esta sexta-feira serão divulgados após a palestra “Combate aos Produtos Clandestinos”, que o CRF/MS realiza amanhã, a partir das 15 horas.

Em setembro do ano passado, o Conselho de Farmácia realizou a Operação “Erva Daninha” em Campo Grande. À época, foram fiscalizadas 20 farmácias de diversos bairros da Capital.

Na fiscalização, foram encontradas 11 farmácias com irregularidades, tais como falta de registro no CRF, ausência de farmacêutico responsável, venda de medicamento contrabandeado, vencido ou adulterado, venda de medicamento controlado sem retenção de receita ou com receita adulterada ou falsificada.

Outros problemas detectados na Operação foram a aplicação de injetáveis sem receita, venda de medicamentos sem registro e até comercialização de medicamentos de uso restrito hospitalar, entre uma diversidade de irregularidades que colocam em risco a saúde da população.

Na Operação realizada na Capital, foi localizada uma fábrica clandestina de remédios, que produzia um chá conhecido como “Raizada do Pantanal”. O chá era produzido em local sem qualquer condição de higiene, péssimas condições de manipulação e armazenamento e sem qualquer registro para o funcionamento da fábrica e para a confecção deste tipo de produto.

Quase uma tonelada do produto irregular foi apreendida.




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