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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

25/05/2011 08:34

Após derrudada a liminar, índios terena mostram que vieram para ficar

Paula Maciulevicius

Comunidade já começa a preparação do solo para plantio de sustento

Terena afirmam que retomada é questão de sobrevivência, trabalhos para plantio já começaram. (Fotos: João Garrigó)Terena afirmam que retomada é questão de sobrevivência, trabalhos para plantio já começaram. (Fotos: João Garrigó)

A rotina na fazenda 3R, retomada por índios terena das nove aldeias da região de Sidrolândia, mudou depois que a decisão do Tribunal Regional Federal derrubou a liminar de reintegração de posse.

Os terena chamaram o Campo Grande News na tarde de ontem para mostrar que estão decididos a ficar. Além dos barracos erguidos para se instalar, as famílias começaram na terça-feira o plantio na fazenda.

O trabalho com a terra resgata um pouco da cultura dos antepassados, explicam. Parte de 300 hectares da fazenda está sendo preparada para plantar arroz, mandioca, milho e feijão. Uma valeta para conter a umidade da terra é cavada para então possibilitar a plantação.

Hoje, a alimentação básica dos terena vem do cultivo já existente na própria fazenda. No futuro, o grupo calcula que a plantação de arroz dê ao menos 300 sacas.

Com mais de 2 mil indígenas, homens e mulheres se dividem no cuidado na terra. Eles tomam conta da plantação, elas de furar o solo para obter água do poço.

A equipe do Campo Grande News esteve na tarde de terça-feira na fazenda 3R, acompanhando a rotina indígena junto a comissão de frente organizada para a retomada, representada pelo líder terena Alberto França, da Aldeia Buriti.

Com enxada na mão e terra para plantar, índigenas calculam que produção dê 300 sacas de arroz, o sustento para famílias.Com enxada na mão e terra para plantar, índigenas calculam que produção dê 300 sacas de arroz, o sustento para famílias.
A angústia de quem não consegue passar aos filhos, a infância que viveu. A angústia de quem não consegue passar aos filhos, a infância que viveu.

O processo de retomada das terras, parte dos 17 mil hectares já identificados através de estudos antropológicos como território indígena, começou no dia 10 de maio. A comunidade explica que a luta vai além do que é de direito, se tornou uma questão de sobrevivência.

Segundo os terena, nas aldeias são mais de 4 mil indígenas para 2 mil hectares de terra, o que matematicamente não é suficiente para a quantidade de pessoas.

“A demarcação, nós sabemos que esta nas mãos da justiça, mas pedimos que seja feita com mais rapidez. É a saída para produzir e criar nossos filhos”, afirmou Alberto.

Além da falta de condições para o cultivo e o sustento os terena questionam a preservação da área. O indígena Vanderliz, da Aldeia Buriti, relata que a nascente do córrego não é mais uma fonte de água. “Se for tomar vem urina de gado, a civilização perdeu a relação da cultura com a terra. Não tem mais nem madeira para fazer burduna.”

Aos olhos indígenas, a quantidade de pasto poderia ser dividida para que cada família plantasse pela sobrevivência ao contrário de estar à disposição de somente uma pessoa.

Os terena afirmam que em relatos anteriores foram retratados como agressivos. “Não somos selvagens, o que fizeram conosco e com nossos avós, isso foi. Não sei se a civilização dá outra palavra para isso. Não há injustiça, sabemos o que é nosso, Deus vai fazer justiça e a demarcação vai ser homologada”, declarou o terena Alberto.

Nascida e criada na Aldeia Buriti, a terena Carmen Alcântara, 49 anos, lembra com nostalgia da juventude, época em que vivia na cultura dos antepassados.

“Estamos muito espremidos, como num ovo de galinha. Quando era criança andava a cavalo, colhia mel, plantava bocaiúva, mandioca, batata, cana, isso é o que eu queria mostrar para as crianças, não tem coisa melhor do que andar no campo, mas não conseguimos mais passar isso para os filhos, vira para um lado não tem espaço. Da terra nós viemos e é ela que dá fruto para nossos filhos”.

De pequenos a alunos de ensino médio. Jovens terena não deixam os estudos, nem durante processo de retomada. De pequenos a alunos de ensino médio. Jovens terena não deixam os estudos, nem durante processo de retomada.

Aula – Mesmo estando na retomada, as crianças indígenas não perdem de vista os estudos, em contato com a natureza e, de uma forma mais didática, os professores seguem com as lições.

Em uma encenação, os alunos revivem a retirada das terras dos antepassados, a perda gradativa dos costumes e a influência da civilização na cultura.

Essa foi a explicação para os pequenos do processo da retomada das terras. E a espera pela demarcação.

O passo tomado após a derrubada da liminar é dado pela AGU (Advocacia Geral da União) e MPF (Ministério Público Federal) para sustentar a manutenção da posse aos indígenas.

Impasse – A terra indígena Buriti, correspondente a 17 mil hectares, é reivindicada há décadas, mas só foi identificada pela Funai em agosto de 2001. Após a publicação do relatório de identificação, fazendeiros da região pediram na Justiça que fosse declarada a nulidade da identificação antropológica.

“A luta de retomada precisa ser olhada com mais cuidado pelas autoridades, não adianta as pessoas criticarem, precisam achar uma solução para a demarcação de terras. Os 300 hectares ainda não são suficientes, mas nós viemos para ficar”, finaliza Alberto França.




A ignorancia é o mal que irá levar o ser humano a ruína... tantas pessoas criticam os índigenas e poucas realmente conhecem a cultura dos proprios...Muitas pessoas só querem criticar os índios para que eles continuem a viver no assistencialismo do governo enão querem que eles realmente vivam a liberdade...
 
Pedro Paulo em 30/05/2011 09:47:16
Bom dia!!
Acho que devemos parar de tratar os indígenas como menores que nos, eles tem tudo de graça por isso estao ai invadindo terras fazem o que querem, as autoridades nao tomam providencias por que os manipulam, sao votos fazeis de se conquistar, eles nao produzem nem mesmo para seu sustento,alguem me responda para que produzir? se eu ganho tudo...
e assim q os indigenas pensam...eu tenho 23 anos nunca fui favorecido em nada, nem mesmo com bolsa de estudos na faculdade meu pai sempre trabalhou e bancou tudo, eles tem cota para entrar na facul, tem bolsa por ser indio e estar la, agora podem fazer ai um estudo estatistico, de qts que entram e se formam!!! e qts q entram so para receber mais essa verba!!!! Eles realmente nao querem manter sua tradição e costume, querem e ser sustentados por esse sistema ridiculo e sem futuro, que hoje vivemos(um desabafo de um jovem que luta para vencer na vida, e nao quer nada de graça, mas q seje justo e igual para todos) felipe alvarenga pereira
 
Felipe pereira em 26/05/2011 11:19:24
Sr Enoque,o seu comentario e a pura verdade.O indio precisa de escola para se integrar definitivamente a civilizacao.Ai sim,sera um cidadao com direitos e DEVERES,trabalhando como qualquer um de nos e se sustentando.Indio nao precisa de terra,isto e lorota,acabou a epoca da caca e pesca.
 
delcides junqueira em 26/05/2011 08:40:46
então caro Carlos Magno da sua ksa pra pros indios tamben porq o brasil interio era deles,e eles nunca fizeram nada,eles tem que viver igual aos seus antepassados na selva mas ve c eles querem isso, querem terra ja formadas pra arrendar e depois querer andar de hilux. Tem fazendeiro que tem muita terra porque trabalhou muito na enchada para adquirir,sou contra os indios e semterras,mas isso so acontece no brasil pais da vergonha.
 
Alex silva em 25/05/2011 09:47:29
Isso é só pressão. "cultivar terra"... daqui a alguns dias, eles abandonam a terra, e vão invadir mais algumas fazendas. Aprenderam com os sem-terra.
 
Marcelo Max em 25/05/2011 09:36:50
''invasão tinha outro significado,NÃO ERA CULTIVAR A TERRA.Agora marcos terena a população vai se alimentar do racismo que estão tentando plantar que alimento fantastico.Querendo ou não acho que realmente o alimento que vao plantar e colher seja isso mesmo o racismo, porque outro tipo de alimento eles não conhecem e nem produzem porque vivem do sacolão doado pelo governo e pago por nos trabalhadores.Por isso peço para a justiça desse estado parar se ser omissa ,temos escrituras pagamos impostos trabalhamos temos sim receber pela terra nua porque a benfeitoria não existe mais,eles acabaram com tudo até o nosso vizinho que arrenda nossas terras deveriam ser punidos na forma da lei.
 
sonia ribeiro em 25/05/2011 08:41:30
Chega de impunidade.... Um povo que invade terra alheia e náo responde por isso, só pode estar servindo de manobra política. Os fazendeiros desta regiáo náo nivadiram nada e náo mataram gado alheio e nem destruiram casa, mangueiro etc..como fizeram estes arroaçeiros delinquentes que só sabem beber cachaça e estrupar criancas
A Funai se fosse um orgao serio deveria se procupar em educar e orientar estes malfeitores em vez de apoiar invasáo, dizendo que está que esta preocupado com o povo terena. Que Piada.. Invasáo é crime e deveria ser tratado como tal.
 
Ivan Palmiere em 25/05/2011 07:43:23
Indios não tem coragem nem de plantar um pé de manga, pois, como eles mesmos dizem "demora muito para dar" agora ta plantando o que só se for colonião será que é isto que eles estão plantando ??...
 
Leandro Goncalves em 25/05/2011 06:35:23
A Justiça tarda mas não falha...
A Nação Terena é a grande responsável por Mato Grosso do Sul ter em suas terras o Pantanal, a Estrada de Ferro, as grandes fazendas de gado, café e cana de açúcar...
O voto da Nação Terena elege os Prefeitos de Aquidauna, Dois Irmãos, Nioaque, Miranda e Anastácio, onde inclusive interferem com sua mão de obra no comércio, escolas e Igrejas.
Como a maioria dos Terena agora são evangélicos, sabem esperar as bênçãos de Deus como a Terra.
O racismo é um mal que o não índio ignorante e desinformado ainda tenta plantar, mas a superação de tudo isso vem com a convivência do dia a dia.
Terra é Vida!

 
Marcos Terena em 25/05/2011 06:20:47
Caros Leitores,
Conheço indios como poucos neste Estado, trabalhei em reservas indigenas, pelo menos 20 anos de minha vida tive contato muito intimo com os silvicolas entao posso falar da realidade: INDIO NAO SERVE PARA OUTRA COISA A NAO SER FAZER INDIOZINHO. Esta estória de indio plantando é pura mentira. Recentemente encontramos um trator agricola que era usado em uma reserva indigena apenas para transporte de indios para centros urbanos para tomarem cachaça. Vamos acabar com a funai que é um antro de corrupçao e cabide de emprego e vamos dar serviços e deveres a esse bando de indio que so quer ter direito. Enoque Salcedo
 
Enoque Salcedo em 25/05/2011 05:25:41
Retomada Sr. Jornalista? Queria saber se fosse na sua casa, qual nome daria?
 
Jose Carlos em 25/05/2011 05:25:37
CULTIVAR TERRAS,eles não vendem as terras,eles arrenda para fazendeiros
 
Amir Mendes em 25/05/2011 04:21:15
Indio plantando? eles nao sabem a diferenca de uma semente de milho pra uma de arroz. Nunca plantaram nada, vivem de cestas basicas dadas pelo governo atraves de nossos impostos. Eles nao contribuem com nada, querem tudo de graca. Se ganharem as terras vao arrendar pra politicos fazendeiros a preco de banana e continuar em suas casa tomando terere o dia todo com cachaca. Que cultura e essa? absurdo dar mais terra a indios, mas se quiserem dar que deem, no entanto indenize os fazendeiros que tem o titulo de propriedade das terras e que contribuem com impostos, ao contrario dos indios que nao geram riqueza nenhuma e querem tudo de graca.
 
cesar palmiere em 25/05/2011 03:37:46
em resposta os indigenas sempre sabem o que querem pois estao buscando aquilo que sempre pertenceu os seus antepasados estao certo e eu apoio
 
carlos magno em 25/05/2011 02:51:42
seu marcelo max. por favor não fale besteira. o índio retoma a terra que já era deles e a mantém, ao contrário dos pilantras do MST (não todos) felizmente que fazem da invasão uma profissão. recebem a terra e vendem. veja somente o exemplo da fazenda itamarati. agora recente. mais de 800 lotes em mãos de terceiros especuladores. e no resto do brasil já imaginou? se o governo compra terras pra essa cambada então faça justiça com os dois lados. indio e produtor rural. adquira a terra e dê a quem só quer um lugar para resgatar suas tradições. com certeza esses não irão comercializar. até porquê são meros comodatários (direito de uso) já que nesses casos a terra passa a pertencer a união. ou melhor! já que estamos cometendo um genocídio com esse povo utilizando a caneta e a omissão, então que mande exterminá-los com armas belicas. vamos voltar ao passado. já que resistem mesmo com a fome, doenças, abandono, confinamentos. etc.
 
jose maria santos em 25/05/2011 01:34:13
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