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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

12/12/2013 15:53

Após indicativo, enfermeiros suspendem greve em hospitais de Dourados

Zana Zaidan

Após indicativo de greve dos enfermeiros do Hospital da Vida e Hospital Evangélico, ambos em Dourados, a 233 quilômetros de Campo Grande, os 250 profissionais que atuam nas duas instituições de saúde definiram em assembléia-geral realizada hoje (12) a suspensão a paralisação que começaria amanhã.

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O Siems (Sindicato dos Trabalhadores da área de Enfermagem do Estado de Mato Grosso do Sul), que representa os enfermeiros do Estado, conseguiu negociar com a prefeitura da cidade o pagamento dos salários que estavam atrasados. Segundo a secretária-geral da entidade, Helena Delgado, os valores, que deveriam ser depositados no dia 6, devem cair ainda hoje na conta dos trabalhadores.

Foi constatado, conforme o Siems, que a ABD (Associação Beneficente Douradense) - mantenedora das duas unidades de saúde – foi responsável pelo atraso. A associação justificou o não-pagamento sob alegação de que o Ministério da Saúde não havia repassado a verba da folha de pagamento dos enfermeiros dos hospitais.

Por isso, Delgado solicitou reunião com o secretário municipal de Saúde de Dourados, Sebastião Nogueira, que informou que o recurso estava retido porque a ABD não havia enviado a prestação de contas dos hospitais em tempo hábil, além de apresentar a Certidão Negativa de Débitos vencida. Ambos documentos são requisitos para recebimento de verbas do SUS.

“O secretário me mostrou os documentos apresentados, e notamos que há um descaso por parte da Associação para com os enfermeiros”, aponta Delgado.

Salários na corda bamba – Até o momento, a ABD não havia regularizado a situação junto à prefeitura. No entanto, com o indicativo de greve, a secretaria de Saúde optou por liberar o dinheiro. “Ele disse que, desta, vez, vai pagar os salários para evitar um caos no andamento dos hospitais, confiando que a Associação vai apresentar a prestação de contas”, explica.

“Mas já deixou bem claro que, se no mês que vem esta situação se repetir, os salários não serão depositados”, acrescenta a representante dos enfermeiros.




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