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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

08/01/2015 10:58

Após manifestações, Incra define calendário de ações junto ao MST

Caroline Maldonado
Reunião entre reapresentantes de MST e Incra durou o dia todo (Foto: Divulgação/MST-MS)Reunião entre reapresentantes de MST e Incra durou o dia todo (Foto: Divulgação/MST-MS)

Em reunião nesta quarta-feira (7) na sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), o órgão se comprometeu a cumprir um calendário de ações neste ano, atendendo reivindicação do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Mato Grosso do Sul). Representantes do movimento bloquearam três rodovias federais na última segunda-feira (6),

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Avaliada como satisfatória pelos integrantes do MST, a reunião durou o dia todo. “Foi uma reunião longa, mas ainda não esgotamos os pontos de pauta, porém conseguimos definir minimamente um calendário de visitas nas áreas pelo Incra e tomamos conhecimento de como está as vistorias nas áreas de Reforma Agrária e como o órgão está lindando com as questões jurídicas de liberação para que este ano tenhamos mais famílias assentadas em MS”, disse o representante do MST/MS na direção nacional do movimento, Jonas Carlos da Conceição.

Na reunião ficou definida a criação de um grupo específico que acompanhará as ações do Incra, além da articulação de outras reuniões em prol da reforma agrária no Estado. Os pontos debatidos na reunião foram liberação de orçamento e capacidade operacional do Incra, a questão de vistorias das terras para a reforma agrária em MS, créditos, habitação, estradas, energia elétrica e água nos assentamentos.

Embora tenham sido definidos encaminhamentos importantes, o Incra não atende a demanda da reforma agrária e do atendimento aos assentamentos no Estado, na opinião de Jonas.

“Temos mais de três mil acampados, só do MST, fora os outros companheiros de outros movimentos, 52 assentamentos, também do movimento e apenas 163 servidores na ativa, que não dão conta de toda a demanda, além da falta de infraestrutura. Portanto nossa luta pela restruturação do órgão continua, isso inclui a batalha por concurso público para mais contratações para o Instituto em MS”, comenta.




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