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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

27/05/2011 16:37

Associação cobra do MPF investigação no caso do policial federal que matou PM em Dourados

Paula Maciulevicius

Policial Federal que foi indiciado por homicídio e tentativa de homicídio está em MG

Associação quer investigação rigorosa em cima do caso do policial federal Leonardo Pacheco. (Foto: Reprodução)Associação quer investigação rigorosa em cima do caso do policial federal Leonardo Pacheco. (Foto: Reprodução)

A ACS (Associação dos Cabos e Soldados) da PM (Polícia Militar) e Bombeiro vai enviar na próxima segunda-feira, um requerimento com dossiê ao MPF (Ministério Público Federal), pedindo acompanhamento no caso do policial federal que matou no último dia 8 de maio o PM Sandro Álvares Morel, em Dourados, município distante 233 quilômetros.

A intenção da ACS é pedir uma investigação rigorosa para averiguar se foi instaurado algum procedimento administrativo contra o federal Leonardo Pacheco, 38 anos, já que as investigações da morte estão a cargo da Polícia Civil e não cabe a um órgão federal a apuração dos fatos. Pacheco foi indiciado por homicídio e tentativa de homicídio.

Para o vice-presidente da Associação, Cláudio Souza, a intenção é pressionar para que não haja nenhum tipo de corporativismo com o policial federal.

“Estamos acompanhando e vamos exigir uma averiguação rigorosa em relação à atuação do policial federal, que teria oferecido drogas em troca de favores sexuais a Guarda Municipal, como foi noticiado pela imprensa”, afirmou

Leonardo Pacheco, após passar alguns dias no hospital já que também foi alvejado, está hoje em Belo Horizonte, em Minas Gerais, depois que a Polícia Federal considerou insegura a presença dele na cidade.

O caso - O episódio envolvendo o policial aconteceu na tarde do Dia das Mães. Após conversar pelo MSN com a guarda municipal Zilda Aparecida Ramires, de 44 anos, ambos com pseudonimos, os dois marcaram um encontro.

Durante a conversa, Leonardo acabou se identificado como traficante, e ela então, foi para o encontro acompanhada dos dois policiais militares. No local, tentaram dar voz de prisão ao policial, pensando se tratar de um traficante, e ele reagiu com tiros.

O inquérito sobre o caso está correndo na Polícia Civil. Zilda, está afastada do trabalho, após ter apresentado atestado médico. Tanto ela quanto o policial federal são alvo de sindicância em suas corporações.

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Infelizmente um policial acabou morrendo , o que se obeserva é que os PMs não devriam estarem naquele local , a atribuição é da policia civil , o que houve foi uma sucessão de erros , primeiro a guarda municipal tem que fazer sua função que é cuidar do patrimonio do seu municipio , os PMs não tem atribuição para investigar crimes civis , o fato deveria ser levado para a autoridade policial (delegado de policia) , em uma ivestigação policial deve se conhecer seu opotenente , fazer um serviço de campana , um serviço de inteligencia só depois dessas atitudes é que se vai para a ação proprieamente dita , e o fato que veio fechar essa ação desastrosa foi que no apartamento não foi encontrado drogas e nem vestígios do suposto entorpecente , é por essas e outras que a constituição preconiza que as invetsigações criminais são atribuíções das policias judiciarias policia federal e policia civil , não sou policial mas acho que cada policia tem que trabalhar dentro de suas atribuíções.
 
nelson silva em 27/05/2011 07:16:30
Preciso o comentário do João Pereira...coerente e realista...
 
Roberto em 27/05/2011 06:20:16
Creio que o PM estava fazendo seu papel, pois, estava averiguando uma denúncia de tráfico de entorpecente, já que o PF se passou por traficante e trocaria droga por sexo, que, embora não seja dinheiro, configuraria tráfico. E, se tratando de tráfico, em tese estaria em flagrante delito. Por que o PF, como cidadão, não respeitou a abordagem da PM, como se espera de todos. Isto porque a testemunha informou que o PM identificou-se. Será que na casa do PF realmente não tinha o entorpecente e reação e fuga não era para dispensar o entorpecente??? Se não era, aí estamos realmente perdidos com policiais se passando por traficante para ganhar sexo. Será que ele tem vergonha da profissão ou tava sem dinheiro, já que os Federais andam reclamando do salário acima de R$ 11.000,00.
Concordo que deve haver uma rigorosa apuração, assim como a PF procura ser implacável com os demais cidadãos.
 
Luiz Carlos Bravo em 27/05/2011 06:12:37
Alguém pode me dizer o que um policial, ciente dos direitos do cidadão, vai fazer na casa de outro cara sem um mandato judicial? A sociedade não precisa desse tipo de herói, precisamos sim de homens preparados que façam cumprir a lei. Lamento muito a morte do Sandro, mas nesse caso são todos culpados: a agente municipal, cuja atribuição mesmo que estivesse em serviço, mas naum foi o caso, é zelar pelo patrimônio municipal e cuidar do trânsito, os PMs, que devem fazer cumprir a lei e não estão acima dela e o policial federal, que é casado e estava procurando sarna para se coçar... e realmente todos saíram perdendo.
 
João Pereira em 27/05/2011 05:56:12
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