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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

30/05/2013 14:05

Atestado de óbito confirma que índio foi morto com tiro de arma de fogo

Luciana Brazil e Viviane Oliveira, de Sidrolândia
Caixão chega a hospital em Sidrolândia. (Foto: Simão Nogueira)Caixão chega a hospital em Sidrolândia. (Foto: Simão Nogueira)

O atestado de óbito do índio Oziel Gabriel, 35 anos, morto na manhã de hoje, no confronto entre policiais e indígenas, mostra que um tiro atingiu a parte interior do abdômen, transpassou o fígado e saiu pelas costas de Oziel.

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Ainda segundo o laudo, não foi possível identificar o calibre da arma porque a bala não ficou alojada no corpo, o que deve dificultar a investigação sobre de qual arma partiu o tiro. Oziel morreu durante a reintegração de posse na fazenda Buriti, em Sidrolândia. Policiais federais e militares participaram da ação.

Conforme o atestado, assinado pelo médico legista Walnei W. Pereira, o terena morreu de “choque hipovolêmico interno agudo, causado por ferimento por arma de fogo”, caracterizado por grande perda de sangue.

O corpo de Oziel foi levado do hospital para a funerária, onde foi feita a declaração de óbito. A vítima deveria ter sido encaminhada, ao IML (Instituto Médico Legal), onde o médico legista faria o atestado.

Porém, conforme informações apuradas pelo Campo Grande News, a plantonista do IML de Sidrolândia está fora da cidade. A funerária garante que possui os aparelhos necessários para realizar o atestado de óbito e que o laudo não foi prejudicado

Integrante do CDDH (Centro de Defesa da Cidadania e dos Direito Humanos), Paulo Ângelo de Souza, que acompanha o confronto na região, fez questão de frisar o erro. “O corpo deveria ser levado para o IML e não para a funerária”.

Oziel era estudante do Ensino Médio e pai de dois filhos, de 15 e 18 anos. Estava na fazenda Buriti para reforçar o movimento pela ampliação da aldeia Lagoinha. Desde a década de 90 os índios de 12 comunidades da região de Sidrolândia e Dois Irmãos tentam recuperar as terras.

O processo de demarcação avançou, antropólogos emitiram laudos que consideram a região território indígena, mas o proprietário da fazenda, o ex-deputado Ricardo Bacha acionou a Justiça e conseguiu paralisar o processo graças a decisão do TRF (Tribunal Regional Federal). Funai e Ministério Público Federal recorreram, mas o mérito ainda não foi julgado.




o que aqui registro é o sonho que tive nesta noite: Jesus Cristo Veio em pessoa recepcionar um homem vestido branco o unico que apareceu daquela forma foi o ultimo autor que escreveu o livro do apocalipse, Mostrou também os mesmos soldado de Roma estava em espirito junto com os policiais Federais, na mesma forma que jesus desceu para leva-lo para o santo paraiso também veio o Satanas e se dirigiu para o Ministro do Supremo tribunal que o tal deVeloso mas em fim oindigenas faleceu como indigente, como um animal e selvagem que apos as gargalhada dos soldados por ter tirado vida recebeu o que era a mesmamoeda do Judas. mas o homem vestido de branco que falava com foi recebido comum coro de anjo e arcanjos a assentou-se ao seutrono. o inferno foi vencido com a morte do novo salvador da tribo.
 
Delfino Borvão em 31/05/2013 19:49:37
Infelizmente existem ignorantes que não conhecem as leis que amparam o direitos dos povos indigenas e falam bobagem.
Até mesmo os deputados, senadores e governos e influentes da politicagem no Brasil, mesmo sabendo que existem leis que garantem os direitos dos povos indigenas usam suas forças politicas para reprimir seus direitos e de toda a classe que dizem que são inferores à sua classe. O fato que ocorreu em Sidrolandia com os Indios Terena é mais um ato de barbárie praticado contra os indios.
Em que pais vivemos?
Qual é a lei que seguem os politicos para reprimir os indigenas?
Como se repercuti este ato na comisão dos Direitos Humanos?
Retira-los de suas terras originais é mais um ato de desintegração de suas culturas e repressão!
 
isaias weitcha em 31/05/2013 10:17:25
Enfim, a determinação da justiça foi cumprida. Pelo jeito que estava parece que estávamos vivendo em estado de barbárie, ou seja, estava parecendo que aqui é terra de ninguém onde o índio se sente no direito de fazer o que lhes vem à cabeça. Ordem judicial é para ser cumprida ou estaríamos vivendo sob o comando de quem?
 
Cláudia Vieira em 30/05/2013 14:56:36
É incrível! passar pelo IML para quê? É índio mesmo, indigente, desamparado, escória da sociedade! e agora tratado como bandido comum! Onde estão os incansáveis detentores dos famigerados "Direitos Humanos"?
 
Carlos Irineu Gonzales em 30/05/2013 14:36:30
Pela ordem correta dos fatores e por se tratar de morte violenta e não explicada, o corpo deveria ser encaminhado ao IML.
 
Rodrigo Rezende em 30/05/2013 14:25:41
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