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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

14/06/2011 19:54

Bebê prematuro é transferido em banheira por falta de equipamentos

Paulo Fernandes e Francisco Junior

Por falta de médico e equipamentos, uma mulher teve um parto difícil, demorado e cercado de absurdos, no último sábado, em Ponta Porã (fronteira com o Paraguai). A criança nasceu prematura, mas sobreviveu.

O parto feito no Hospital Regional durou 7 horas e não teve a presença de médico, apenas de duas enfermeiras. Quatro horas após o parto, um médico plantonista autorizou a transferência do bebê prematuro, só que por falta de equipamento, o nenê teve que ser transferido em uma banheira para o Hospital Universitário de Dourados. Uma enfermeira seguiu junto, segurando o soro.

Tudo começou quando a mulher chegou ao hospital com a bolsa rompida. A criança nasceu, mas a bolsa não desceu, de acordo com a empresária Inês Campos, que acompanhou toda a história.

Além de prematuro, o bebê nasceu com problema no esôfago. Ao chegar ao HU de Dourados, a criança foi levada para a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), em estado grave.

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É porque isso não aconteceu com um filho dele!!! Revoltante como esses médicos tratam as pessoas dentro desses centros de saúde, com tanta indiferença, parece que estão lidando com animais!!!
 
Camila Marques em 18/06/2011 05:07:53
E o mais angustiante - além da aflição dessa mãe em ver o filho naquelas condições - é saber que o chefe do Executivo é médico, mas só se preocupa com a saúde do bolso. Dele, dos deputados, de todo o resto.

E revoltante é ter de ouvir que o SUS é modelo. Pra quem e pra onde? É claro que há avanços, mas casos como estes mostram a falta de qualquer estrutura no interior do Estado.

 
Bruno Perez em 15/06/2011 08:04:38
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