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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

25/01/2011 19:17

Carvoarias fecham e trabalhadores voltam a dormir na rua em Ribas do Rio Pardo

Fabiano Arruda

Ibama autuou três carvoarias por funcionar sem licença ambiental

Trabalhadores estão nas ruas há 20 dias. (Foto: Divulgação)Trabalhadores estão nas ruas há 20 dias. (Foto: Divulgação)

Cerca de 50 trabalhadores voltaram às ruas em Ribas do Rio Pardo com o fechamento de três carvoarias no município, que foram autuadas pelo Ibama por funcionar sem licença ambiental. Desde que foram demitidos, há 20 dias, eles não têm onde se alojar.

O presidente do Sitiemc-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Carvoaria e Mineração), Marcos Vinício Marin, critica a atuação dos donos de carvoarias e os acusa de contratar os trabalhadores sem obedecer critérios exigidos por lei.

”É um absurdo que ainda existam pessoas com tamanha falta de consciência”, diz.

Segundo Marin, o sindicato solicitou o apoio da assistência social de Ribas do Rio Pardo, porém, "muitos ainda continuam dormindo embaixo de árvores e sem ter o que comer”.

“Muitos patrões sabem o valor que eles (trabalhadores) têm, mas querem apenas explorar mão de obra para obter lucro a qualquer custo”, completa o presidente do Sitiemc-MS.

Cena antiga – Não é a primeira vez que trabalhadores de carvoaria ficam desamparados em Ribas do Rio Pardo. No dia 24 de abril de 2009, um grupo de mais de 100 ex-funcionários viveu em situação de miséria na cidade. A situação ocorreu porque, após o fechamento da siderúrgica Vetorial, as carvoarias do município pararam e os trabalhadores perderam os empregos.

A Prefeitura de Ribas do Rio Pardo informou que acompanha o caso e que, nesta quarta-feira, deve ocorrer uma reunião entre autoridades do município, OAB e policias Militar e Civil, para tratar do assunto.

Para o delegado da Polícia Civil de Ribas do Rio Pardo, Reginaldo Salomão, a situação dos trabalhadores é complexa. Ele afirma que a presença dos trabalhadores nas ruas tem vários motivos. Alguns deles são de outros Estados e não possuem recursos para retornar. Outros, conforme o delegado, sofrem com o alcoolismo .

“Esse é um problema que não se resolve da noite para o dia”, considera o delegado. “Recentemente, esse grupo recebeu duas propostas de trabalho. Entre eles, poucos aceitaram. Não é uma situação simples e o caso não é novo”, completa.

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Jorge Marcos, antes de fazer esse "tipo" de comentário, pegue o carro e vá conhecer o eixo florestal de Campo Grande/Três Lagoas. Sua indinação não tem nada a ver com a situação em Ribas.
 
Paulo Tosi em 26/01/2011 09:13:42
De onde vem tanta madeira pra produzir tanto carvão???? Estão devastando o Cerrado a apenas 100 da capital e não sabem por que motivo as chuvas estão mais fortes e provocando mais mortes? Há autoridade nesse MS???
 
Jorge Marcos em 25/01/2011 11:33:19
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