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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

16/06/2011 17:26

Inspeção aponta irregularidades na construção de casas em assentamento

Fabiano Arruda

Constatação é fruto de levantamento feito mês passado pelo MPF

Relatório diz que tijolos se esfarelam e materiais são de baixa qualidade. (Foto: Divulgação/MPF)Relatório diz que tijolos se "esfarelam" e materiais são de baixa qualidade. (Foto: Divulgação/MPF)

Relatório de inspeção do MPF (Ministério Público Federal), realizada no mês passado, apontou irregularidades na construção de moradias no Assentamento São Gabriel, em Corumbá.

A área foi desapropriada para fins de reforma agrária e recebe recursos do Incra. A inspeção in loco, apontou outras falhas, como problemas no abastecimento de água, desativação de escola pública e precariedade no atendimento médico.

Em relação à construção das casas, o relatório diz que os materiais são de má qualidade e que há desperdício e atraso nas obras.

Produtos foram entregues pelo Incra, conforme aponta o órgão, em lotes desocupados ou condenados e adquiridos com base no número total, e não real, dos lotes.

Além disso, tijolos destinados à construção das casas esfarelam ao serem apertados e as telhas, de baixa qualidade, acabam colocando em risco a segurança dos trabalhadores.

“Uma total falta de planejamento na aquisição e distribuição dos materiais para a construção das moradias dos assentados”, diz o documento.

O relatório indica outras falhas: materiais foram distribuídos aleatoriamente, sem seguir um cronograma para a construção. Produtos como areia, malhas de aço, manilhas e britas, foram recebidas por último, depois de madeiras, portas e janelas.

A inspeção constatou que o cimento, por exemplo, demorou até três anos para ser entregue e, em alguns casos, ainda não chegou.

Sem local adequado para armazenagem, os produtos ficaram expostos a céu aberto e se degradam. Com erros no projeto e produtos de baixa qualidade, os assentados se vêem obrigados a recorrer a recursos próprios para finalizar a construção.

Além da dificuldade em edificar moradias, os trabalhadores do Assentamento São Gabriel continuam com problemas no acesso à água. A rede instalada é ineficaz e os assentados são obrigados a pagar pela água vendida por caminhão pipa. Há vazamentos visíveis e as caixas d´água foram rebaixadas porque as estruturas instaladas não suportam o peso.

Este ano, análise realizada pelo Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) da Secretaria Estadual de Saúde revelou a presença da bactéria Escherichia coli, que é indicativo de contaminação da água com fezes humanas.

Para o Ministério Público Federal, a situação de grande parte dos assentados é “lastimável e flagrantemente fere a dignidade assegurada pela Constituição Federal a toda pessoa humana”. (Com informações do MPF)




Em Tacuru no assentamento santa renata, logo que construiram primeiras casinhas, veio um temporal (nem tanto assim) , meu Deus!!!!, caiu casa, retorceu ferro (ou melhor imitaçao de ferro), machucou gente, e dai. QUEM SUPER FATUROU OS MATERIAIS nem ta ai encheu o bolso e os outros que se danem...

 
Lurdes Silas em 17/06/2011 12:03:49
o assentamento piuva 5 muitas familias ainda espera pelos primeiros tijolos p leventar suas casa que e o sonho de muitas familia sera que essas pessoas vaõ morre sem realiza seus sonhos de mora em suas terra com suas casa levantada porq? tanta demora se eles lja estaõ com as terra.
 
adriana da silva em 17/06/2011 09:25:19
Esse é o nosso BRASIL.....se continuarmos de braços cruzados...a tendência é só piorar ....vamos continuar enchendo os bolsos dos políticos sem vergonha que estão no poder? Ou vamos fazer alguma coisa???????
 
Rosangela Carvalho em 17/06/2011 08:40:27
É louvável o trabalho do MPF. Esperamos que não fique somente em denúncias essas ações mirabulantes e vergonhosas encabeçadas por INCRA e sindicatos coniventes.
Esperamos que não seja esse, apenas mais um caso para desviar a opinião publica de outros assuntos também relevantes e importantes.

As associações de Crédito Fundiário, tem poder de decisão como pessoa jurídica e tudo é acordado no coletivo.

Diferentemente das políticas aplicadas pelo INCRA. "De cima pra baixo !".

Eis o sucesso da reforma agrária dígna, solidária, oportuna, inovadora, produtiva, sustentável. E quiçá, invejável por outros países.

Ísto é o que acho.
 
ROBSON ROCHA - ASSOCIAÇÃO DE CREDITO FUNDIÁRIO DE BATAGUASSU E REGIÃO em 17/06/2011 07:44:09
é o nosso dinheiro suado dos impostos q pagamos.
 
Renato Rieff em 17/06/2011 05:35:15
Sra Rita, por acaso a senhora sabe o que significa a expressão "a Justiça é cega"??? E a venda nos olhos da "estátua da Justiça", sabe o que quer dizer??? Não, não sabe. Então não diga bobagens. A "justiça é cega" no sentido de que aplica a lei sem distinção, pois não vê a quem ela está sendo aplicada. Claro que na prática isso nem sempre ocorre, mas a expressão está sendo utilizada em sentido equivocado pela Senhora. Informe-se melhor, antes de opinar.
 
Ana Lemes em 16/06/2011 06:52:59
Ainda que isto ocorresse apenas neste assentamento poderíamos crer em enganos, mas isto é algo corriqueiro também nos assentamentos próximos a Campo Grande. E aí, será que a justiça deixará de ser cega apenas um pouquinho?
 
rita de cassia em 16/06/2011 06:30:51
Mas o valor dos tijolinhos são iguais ou beeeeeeeeeeeeem superior aos que são comprados em "lojas" de grife. Podem ter certeza
 
Orlando Lero em 16/06/2011 06:25:42
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