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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

04/08/2011 07:29

Polícia fez varredura em casa de enfermeiro acusado de fazer aborto em Marielly

Francisco Júnior

Delegado encerrou o inquérito sobre o caso

Peritos procuram vestígios de sangue na casa de Jodimar Ximenes. (Foto: Região News)Peritos procuram vestígios de sangue na casa de Jodimar Ximenes. (Foto: Região News)

O delegado Fabiano Nagata, responsável pela investigação da morte de Marielly Barbosa Rodrigues, de 19 anos, esteve ontem acompanhado de peritos na casa do enfermeiro, Jodimar Ximenes Barbosa de 40 anos, em Sidrolândia, a procura de vestígios de sangue na residência.

Conforme as investigações da polícia, foi no local em que a jovem, levada pelo cunhado Hugleice da Silva, morreu após fazer um aborto malsucedido. Os peritos do Imol (Instituto Médico Odontológico Legal) fizeram uma varredura na casa e quintal da residência do enfermeiro, que foi indiciado por aborto e ocultação de cadáver. Eles utilizaram luminol para verificaram se havia sangue na casa.

Conforme o site Região News, os peritos removeram desde a tampa da fossa séptica a entulhos nos fundos do quintal. Foi encontrado em meio ao lixo, um embrulho de saco plástico bolha, que em contato com regente, demonstrou vestígio de sangue. Todo material foi recolhido para analise técnica e o laudo deverá sair nos próximos dias.

Na semana passada, a polícia recebeu os laudos do material apreendido na casa de Jodimar. Os resultados apontaram que os bisturis, lâminas, portas-agulha e a pinça eram instrumentos que podiam ser usados para um aborto. Mas não foi detectado nenhum vestígio.

A busca na casa do enfermeiro trouxe à Polícia três carimbos médicos, cuja procedência será investigada. Segundo o delegado a principal suspeita é de que eram usados para comprar remédios.

O delegado encerrou o caso nesta quarta-feira.

Marielly morreu no dia 21 de maio deste ano, após fazer o aborto. O corpo dele foi encontrado em um canavial próximo a cidade de Sidrolândia. Ela estava esperando um filho do cunhado, que a levou para fazer o aborto.

O corpo da jovem foi deixado no canavial pelo cunhado e só foi encontrado no dia 11 de junho. O cunhado e o enfermeiro foram indiciados por aborto qualificado e ocultação de cadáver.

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