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08/04/2013 11:00

Chuvas afetam cerca de 800 pessoas em Aquidauana, Miranda e Murtinho

Paula Maciulevicius
Ruas de Aquidauana se tornam intransitáveis após chuva e rio chegar aos 9m. (Foto: João Éric/O Pantaneiro)Ruas de Aquidauana se tornam intransitáveis após chuva e rio chegar aos 9m. (Foto: João Éric/O Pantaneiro)
Volume de chuva bateu recorde em Porto Murtinho e a saída foi adotar o trator nas ruas. (Foto: Toninho Ruiz)Volume de chuva bateu recorde em Porto Murtinho e a saída foi adotar o trator nas ruas. (Foto: Toninho Ruiz)

A segunda-feira está sendo de levantamento dos prejuízos nos municípios afetados pela forte chuva deste final de semana. Corpo de Bombeiros e Defesa Civil Municipal contabilizam os estragos e o órgão estadual faz vigilância em três cidades: Aquidauana, Miranda e Porto Murtinho, onde famílias foram removidas depois de ver a água invadir as casas. As águas de abril já afetaram cerca de 800 pessoas. 

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Segundo a Defesa Civil, são 41 famílias desabrigadas em Aquidauana. Em Porto MUrtinho, cerca de 600 pessoas estão desalojadas.

Porto Murtinho, região Sudoeste do Estado, bateu o recorde de chuva neste domingo. A meteorologia da Universidade Anhanguera Uniderp registrou 232,6 milímetros e ventos de 64 quilômetros por hora. Como resultado, a cidade tem mais de 300 pessoas que permanecem nas casas de familiares e 280 desabrigados, que estão dormindo em centros comunitários e escolas.

As comportas da casa de bombas foram abertas e os canais de escoamento e drenagem da cidade estão sendo mantidos limpos. Segundo o coordenador geral da Defesa Civil Municipal, Fernando Marques, o problema está na enxurrada e não no nível do rio, que segue dentro da normalidade, com 4,4m. O céu nesta manhã está nublado, caiu uma pancada de chuva, mas o tempo se mantém firme.

Neste domingo foram 41 famílias ribeirinhas removidas das casas em Aquidauana. (Foto: João Éric/O Pantaneiro)Neste domingo foram 41 famílias ribeirinhas removidas das casas em Aquidauana. (Foto: João Éric/O Pantaneiro)

Em Aquidauana, o rio do mesmo nome marca hoje 9,48m, mais de seis acima do nível normal e maior marca registrada desde março de 2011. O volume de chuva que caiu neste domingo, registrado pela meteorologia da Anhanguera/Uniderp em 31,8mm, fez com que 41 famílias ribeirinhas fossem removidas das casas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a maioria delas estão no poliesportivo municipal e casas de amigos e parentes. A Defesa Civil Estadual está no município avaliando os estragos. Hoje pela manhã, conforme reportagem do jornal O Pantaneiro, moradores de Aquidauana e Anastácio transitam com dificuldade pelas ruas de acesso às pontes Nova e Velha, que ligam as duas cidades. Os bombeiros seguem as buscas pelos corpos de duas mulheres que pularam das pontes Nova e Velha, neste domingo.

Buscas por pelo corpo de duas mulheres que pularam da ponte foram retomadas nesta segunda, no rio Aquidauana. (Foto: João Éric/O Pantaneiro)Buscas por pelo corpo de duas mulheres que pularam da ponte foram retomadas nesta segunda, no rio Aquidauana. (Foto: João Éric/O Pantaneiro)

Com a alta no nível do rio, trechos da rua Teodoro Rondon, uma das principais vias de entrada no município de Aquidauana, está bloqueada para passagem de pedestres e ciclistas. O trânsito da ponte Nova está liberado apenas para caminhonetes e caminhões.

A Prefeitura de Anastácio suspendeu por tempo indeterminado as aulas nas escolas municipais da zona rural. As chuvas constantes deixaram as estradas vicinais intransitáveis, impedindo até o acesso dos ônibus do transporte escolar.

Em Miranda, das 12 famílias que estiveram desabrigadas, cinco permanecem em casas de parentes e os demais já retomaram a rotina. A chuva que castigou a cidade desde quinta-feira registrou ontem 20 mm de água.

Para o Campo Grande News, o coordenador da Defesa Civil Municipal, Roberto Lopes Ferreira, explicou que o trabalho é de cadastrar famílias ribeirinhas e monitorar o nível do rio, que está em 6,48m, quase cinco metros acima do normal. “Cadastramos ontem algumas famílias e hoje continuam para ter informação e um diagnóstico geral. Se entrar água de repente, sabemos como acomodar pessoas em locais seguros”, afirmou.




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