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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

17/05/2012 10:49

Com fazendas invadidas, pecuarista relata prejuízo de R$ 300 mil e teme aftosa

Aline dos Santos

Segundo ele, os cinco funcionários tiveram prazo de 3 horas para sair da propriedade

Segundo fazendeiro, não há tempo hábil até 15 de junho para vacinar o gado. (Foto: Divulgação/MPF)Segundo fazendeiro, não há tempo hábil até 15 de junho para vacinar o gado. (Foto: Divulgação/MPF)

Com duas fazendas invadidas por índios kadiwéus no Pantanal, o pecuarista Diógenes Domingues de Moura, de 63 anos, avalia que os prejuízos já chegam a R$ 300 mil.

Dono de 60 mil hectares, comprados há doze anos por R$1,2 milhão, ele conta que as fazendas estão bem no meio da área ocupada. Ele, que mora em Campo Grande, relata que os cinco funcionários tiveram prazo de três horas para sair da propriedade. “Eles contaram que os índios chegaram armados com escopeta, borduna e flechas. A mulher de um funcionário está grávida e chegou a passar mal”, relata.

Os trabalhadores saíram com a roupa do corpo. Agora, o fazendeiro não tem acesso ao local. “Deve ter cavalo morrendo, bezerro bichando. Precisava da ajuda da sociedade protetora dos animais, porque os bichos estão sofrendo”, afirma.

Segundo Diógenes, a maior preocupação é com a imunização do rebanho de 1.200 cabeças de gado contra a febre aftosa. Apesar de a Funai (Fundação Nacional do Índio) ter anunciado que a vacinação será permitida, o fazendeiro afirma que nenhum a estratégia foi repassada pela Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal).

Na aldeia, a vacinação é feita pelo governo, a chama Agulha Oficial, enquanto que nas propriedades em litígio, são os funcionários das fazendas que fazem o trabalho.

Conforme Diógenes, o prazo termina em 15 de junho, mas, até lá, não terá tempo hábil para recolher todos os animais. No Pantanal, predomina a pecuária extensiva, com o gado espalhado por uma grande área.

A invasão de 23 fazendas, denominada pelos índios como retomada, foi deflagrada após o STF (Supremo Tribunal Federal) considerar nulos os títulos de terra localizados em área indígena no sul da Bahia.

Os fazendeiros entraram com pedido de reintegração de posse na Justiça Federal de Corumbá. A audiência estava prevista para hoje, mas a juíza declarou incompetência e repassou a ação para o Supremo. No STF, já tramita há 25 anos uma ação em que produtores e índios disputam 160 mil hectares.

Conforme o MPF (Ministério Público Federal), as ações de reintegração de posse, impetradas pelos produtores rurais, devem ser incluídas no processo originário e julgadas pelo ministro Celso de Mello. Já o advogado dos fazendeiros, Carlos Souza, acredita que a ação vai tramitar em separado.

A história da terra dos kadiwéus remonta ao Segundo Reinado, quando o imperador Dom Pedro II doou a área como contrapartida pela participação dos indígenas na Guerra do Paraguai. A reserva tem 538 mil hectares.




Acho engraçada essa afirmação que essas terras foram doadas no reinado de D. Pedro II sem que não haja nenhum documento que comprove essa mentira. Alias, essa Reserva foi marcada e demarcada e remarcada varias vezes, nunca passando dos 375.000 ha e passou a adotar esses limites na década de 80, sobre a influencia de ONGs que começaram a atuar na região nessa época. Estude história.
 
Carlos da Costa Ramos em 25/05/2012 07:02:00
Um verdadeiro retrocesso ao Pais, que se diz o Pais do presente, instabilidade no campo c produtores amargando prezuijos irreparaveis e um judiciario omisso com a questao. Uma perda para todos nos. Lamentavel
 
Luiz bello em 17/05/2012 11:55:26
Engraçado dizer que os indígenas invadiram terras, pois as terras em questão foram invadidas pelos brancos que dizem ter pago ninharia por elas. Outra fato é referente aos animais que em uma semana ou duas não iriam morrer por causa da presença dos índios, esses animais no mínimo já estavam debilitados.
 
Cris de Brito em 17/05/2012 09:14:04
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