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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

04/01/2011 09:15

Corumbá recebe R$ 200 mil para o combate ao crack

Fernanda França

Corumbá está entre as 27 cidades brasileiras escolhidas pelo Ministério da Saúde para receber recursos utilizados para combater o crack.

A verba deve ser aplicada na promoção de ações de qualificação da Rede de Atenção Integral em Álcool e outras Drogas, dentro do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack.

Os recursos totais são de R$ 7,2 milhões e estão sendo destinados ainda para outros quatro estados e o Distrito Federal, totalizando 32 regiões beneficiadas.

Corumbá receberá R$ 200 mil em parcela única. O dinheiro liberado deverá ser aplicado no trabalho cotidiano do CAPS (Centros de Atenção Psicossocial).

Pesquisa sobre a situação do crack nos municípios brasileiros, realizada pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios) e divulgada em dezembro passado, mostra Corumbá entre as cinco cidades de Mato Grosso do Sul que desenvolvem programas de enfrentamento ao crack e outras drogas.

No Estado foram pesquisadas 58 cidades. No país, o estudo atingiu 3.950 municípios. Estimativa feita com base em dados do censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) aponta que o número de usuários hoje no Brasil está em torno de 1,2 milhão e a idade média para início do uso da droga é 13 anos.

Corumbá integra o Plano Nacional de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas. Pela localização geográfica, numa área de fronteira, o município está bastante suscetível ao problema.

"Infelizmente não somos mais só o corredor, hoje somos município que é conhecido como um dos maiores produtores de pasta base, que costumamos chamar de prima-irmã do crack”, afirmou a psicóloga especialista em dependência química e gestora do CAPS, Sílvia Freire. Com informações do Diário Online.

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Há pouco mais de 20 anos (10 de abril de 1990) - quando não havia internet no MS - iniciei, ao lado da minha equipe de reportagem, uma campanha contra as drogas, especialmente o "crack" ou "pitílio", na fronteira do Brasil com a Bolívia (Corumbá e Ladário).
Jornalista e radialista, recebi uma carta de um ouvinte da rádio Clube de Corumbá, aposentado do SNBB (Serviço de Navegação da Bacia do Prata), na qual relatava a sua preocupação, como avô, com a livre comercialização de drogas, principalmente a cocaína e o "crack", na fronteira do Brasil com a Bolívia.
O apoio da população foi magnífico (http://sites.google.com/site/aaanache/home e http://is.gd/k5xit ). Muitas autoridades, no entanto, não ouviam o que as pessoas, principalmente as mães dos dependentes químicos, pediam.
Alguns poucos poderosos diziam que o perigo das chamadas "bocas-de-pó", que vendiam drogas livremente, não existia. Tudo não passaria de "sensacionalismo da imprensa".
Mesmo assim, pontos de venda de drogas, farmácias de fachada - que forneciam matérias-primas para o refino da cocaína na Bolívia e no Brasil - e pelo menos seis locais aonde funcionavam refinarias de cocaína, dentro do município de Corumbá, foram denunciados.
Criamos a ACLAUD (Associação Corumbaense e Ladarense de Amigos de Usuários de Drogas). A primeira presidenta foi Laura Pinheiro, já falecida. Mãe dedicada e mulher de fibra.
Em 25 de abril de 1990, foi realizada a grande passeata "Da Família, com Deus e Contra as Drogas", com mais de 20 mil pessoas - segundo noticiaram o "Jornal Nacional" e o "Fantástico", ambos da Rede Globo de Televisão - descendo a rua Frei Mariano e fazendo um protesto silencioso contra as drogas.
Em 1991, com o apoio do governador Pedro Pedrossian e da primeira-dama Maria Aparecida, conseguimos que fosse feita a reforma da antiga "Tromba dos Macacos", em Corumbá, construída nos anos 1940 pelo prefeito Arthur Marinho, para abrigar menores. Naquele local, foi montado um Centro de Recuperação para dependentes químicos.
Passados todos esses anos, leio aqui no Campo Grande News - do meu colega editor Lucimar Couto - a declaração da psicóloga especialista em dependência química e gestora do CAPS, Sílvia Freire, ao "Diário Online", de Corumbá: "Infelizmente não somos mais só o corredor, hoje somos município que é conhecido como um dos maiores produtores de pasta base, que costumamos chamar de prima-irmã do crack.”
Nicolau Maquiavel (1469 - 1527), in "O Príncipe", cap. III, tinha razão: "... Ocorre aqui como no caso do tuberculoso, segundo os médicos: no princípio é fácil a cura e difícil o diagnóstico, mas com o decorrer do tempo, se a enfermidade não foi conhecida nem tratada, torna-se fácil o diagnóstico e difícil a cura. Assim também ocorre nos assuntos do Estado porque, conhecendo com antecedência os males que o atingem (o que não é dado senão a um homem prudente), a cura é rápida; mas quando, por não se os ter conhecido logo, vêm eles a crescer de modo a se tornarem do conhecimento de todos, não mais existe remédio."
No entanto, a sociedade não pode desistir. Ainda existe remédio para este mal mundial.
É preciso a união de todos, sem diferenças políticas ou ideológicas. As vaidades também devem ser deixadas de lado, para que o inimigo comum - os traficantes e as drogas - possa ser combatido. Essa questão foi lembrada, há pouco, depois da pacificação do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, pelo secretário de Segurança, delegado de carreira da Polícia Federal, José Mariano Beltrame.
Passados 20 anos, não é mais possível deixar de ver o que está presente no dia-a-dia de muitas cidades brasileiras.
Prevenção e repressão. Esta, com a ação firme e forte das polícias contra os narcotraficantes. Aquela, feita pelas autoridades e sociedade civil. Só assim seremos capazes de atuar contra uma das mais antigas leis do comércio: A da Oferta e da Procura. Prevenção, com o PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência) e outros, para reduzir a procura; repressão para evitar a oferta livre de drogas comercializadas em locais de conhecimento público.
Que o governo da nova presidenta Dilma Roussef, com o apoio de toda a comunidade fronteiriça, tenha êxito nessa política de enfrentamento ao "crack".
Que Deus ilumine as nossas autoridades.
 
Armando de Amorim Anache em 04/01/2011 12:53:51
SABEMOS QUE O USO COMPULSIVO DE DROGAS É UMA DOENÇA RECONHECIDA PELO MINIS. DA SAÚDE, E DEVE SER TRATADA COMO TAL OS DEPENDENTES, MAS NÃO EXISTE REMÉDIOS QUE FAÇAM COM QUE AS PESSOAS PAREM A NÃO SER QUE TENHAM O DESEJO, E HOJE UMA DAS MELHORES ALTERNATIVAS PARA QUE REALMENTE ESSAS PESSOAS POSSAM UM DIA A VIR A TER UM NOVO MODELO DE VIDA SEM O USO DE DROGAS É QUE ELAS POSSAM A VIR CONHECER E A FREQUENTAR O NA, E CORUMBA JA TEM UM GRUPO E ESPERO QUE O CAPS POSSAM ENCAMINHAR AS PESSOAS PARA QUE PELO MENOS POSSAM A VIR CONHECER UMA SALA DE NA E O SEU PROGRAMA.
 
luis cláudio r. da cunha em 04/01/2011 11:06:29
Pronto! Tá resolvido o problema da droga entre jovens.Bastam 200 mil e se resolveu o problema! Esse valor vai chegar ao destino defasado.Um pouco pra combustivel, diárias, ajuda de custo,despesas...Como dinheiro acaba, vamos ficar de olho pra daqui a trinta dias se já há algum resultado!
 
jorge antonio mello em 04/01/2011 10:13:59
Acho incrível que a reportagem que se encontra acima dessa falava sobre os repasses para ser gastos na eleição do novo prefeito de Dourados, cerca de 5 milhões, para sujar ruas, fazer comícios de quinta categoria, já que nenhum dos candidatos possui a retórica digna de uma eleição do executivo, e o pior, dinheiro jogado fora, pois já se sabe quem ganhará tal eleição. Enquanto 5 milhões vão pro ralo, o governo se orgulha de repassar míseros 200 mil para que possam ser gastos em um programa social de combate às drogas. Deveriam ter vergonha, pois 200 mil não é preço nem da chácara do acessor de um parlamentar.
 
Danieli Lopes em 04/01/2011 04:22:37
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