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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

10/08/2012 15:27

CRM constata superlotação no Hospital da Vida, em Dourados

Nadyenka Castro

Pacientes ficam no corredor expostos a corrente de vento

Médicos do CRM em visita ao Hospital da Vida nesta sexta-feira. (Foto: Hedio Fazan/ O Progresso)Médicos do CRM em visita ao Hospital da Vida nesta sexta-feira. (Foto: Hedio Fazan/ O Progresso)

Superlotação e falta de estrutura para atendimento ideal no Hospital da Vida, em Dourados. Estas são as constatações do CRM/MS (Conselho Regional de Medicina) de Mato Grosso do Sul sobre a situação do local, após visita realizada na manhã desta sexta-feira, a segunda em 45 dias.

De acordo com informações do Dourados Agora, quatro médicos percorreram o hospital e verificaram que o cenário encontrado há quase dois meses continua o mesmo: enfermarias e corredores lotados e pacientes até em cadeiras.

"Dourados se destaca pela fragilidade e pelo descaso com vem sendo tratado os pacientes. A equipe de saúde que atua nos hospitais públicos também são vítimas da falta de estrutura e de condições de trabalho, tudo isso favorece com que haja o erro", disse o presidente do Conselho Estadual de Medicina, Marco Antonio Leite, integrante do CRM.

Atualmente o Hospital da Vida tem 86 pacientes internados, sendo que nas enfermarias as vagas são para 69. O restante fica nos corredores, que são praticamente abertos e onde entra forte corrente de vento.

Os seis leitos do pronto de socorro, que deveria apenas abrigar pacientes que chegam das ambulâncias, viraram enfermaria. Tudo está lotado.

O presidente do CRM/MS, Luiz Henrique Mascarenhas, disse que prazo para acabara com o caos já foi dado ao poder público e está se encerrando. "Somente o governo do estado fez um proposta de investimentos no Hospital da Vida e na saúde em Dourados. Já a prefeitura até agora não se manifestou", disse o presidente ao Dourados Agora.

Conforme apurado pelo jornal de Dourados, Luiz Henrique ficou indignado ao ver pacientes nos corredores expostos ao sol e a vento gelado. "Imagina isso daqui na madrugada, o sufoco que os pacientes devem passar", analisou.

Segundo ele, caso a prefeitura insista não dar nenhuma posição, o CRM irá protocolar denúncia no MPE (Ministério Público Estadual). A ideia é colocar a justiça para buscar uma solução à saúde, que piora a cada dia.

O Hospital da Vida é referência no atendimento a pacientes com trauma em toda a região sul do Estado, compreendendo cerca de 35 municípios e uma população de 800 mil habitantes. Por mês a unidade recebe R$ 850 mil, porém seriam necessários mais R$ 1 milhão para arcar com despesas de toda a demanda.

Prefeitura- Ao Campo Grande News, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Dourados informou que o município investe aproximadamente R$ 5,2 milhões por mês em atendimento nos hospitais.

Ao Hospital Evangélico, responsável por administrar o Hospital da Vida, são repassados R$ 3,2 milhões. São R$ 2 milhões para custeio do Hospital da Vida e o restante para atendimentos de média e alta complexidade prestados pelo nosocômio: oncologia, hemodiálise e cardiologia. Os outros R$ 2 milhões são repassados ao Hospital Universitário.

De acordo com a assessoria de imprensa. o município reconhece a situação dos hospitais, principalmente a falta de leitos, mas não pode resolver o problema sozinho, porque Dourados é referência e atende pacientes de toda a Grande Dourados. Faltam leitos em toda a região e para resolver é preciso rediscutir toda a estrutura da saúde regional.

Nesta semana, o município procurou o governador e pediu apoio para marcar uma audiência com o ministro da Saúde e discutir com ele o problema da saúde da Grande Dourados.

Em relação à estrutura física, o município depende da liberação de uma verba federal do Fundo Nacional de Saúde, garantida através de emenda parlamentar, para executar a reforma do Hospital da Vida.

Essa emenda é de 2007, mas só agora em 2012 foram sanados problemas legais, inclusive de documento, para permitir a liberação. Um dos entraves era o prédio do hospital, que pertence ao Estado, o que impedia a liberação. O município aguarda a liberação da verba ainda neste ano.

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