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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

19/06/2012 10:48

Defesa tenta libertar suspeito de envolvimento no sumiço de índio

Aline dos Santos

Pedido de habeas corpus será apresentado ao TRF3

Lider indígena, Nísio está desaparecido desde novembro do ano passado. Lider indígena, Nísio está desaparecido desde novembro do ano passado.

A defesa do proprietário da Gaspem Segurança, preso na última sexta-feira por suspeita de envolvimento no sumiço do líder indígena Nísio Gomes, vai entrar com pedido de habeas corpus no TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região).

De acordo com o advogado Maurício Rasslan, Aurelino Arce e outros três funcionários da empresa foram presos em Maracaju, quando trabalhavam em uma exposição agropecuária.

Os quatro já tinham sido indiciados pela PF em dezembro do ano passado. Na ocasião, a polícia acreditava que Nísio estava vivo, enquanto os indígenas denunciaram sua execução, que ganhou repercussão internacional.

Conforme a defesa, as prisões preventivas foram decretadas após a Polícia Federal ouvir o depoimento da ex-namorada de Aurelino Arce. Ela está presa acusada de montra um plano para matar e roubar o empresário.

Ele sofreu uma tentativa de homicídio no dia 31 de maio e chegou a passar oito dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), em Dourados. Arcelino foi transferido para o Presídio Militar de Campo Grande, onde cumpre a prisão preventiva.

Ao todo, nove pessoas foram presas. No fim do ano passado, a PF indiciou quatro fazendeiros, um advogado, dois administradores de empresa de segurança e mais três seguranças por envolvimento no ataque ao acampamento indígena Guayviri, em Aral Moreira, ocorrido no dia 18 de novembro.

Na ocasião, o filho de Nísio, principal testemunhal, foi indiciado por denunciação caluniosa. A Gaspem é especializada em oferecer segurança a fazendeiros em áreas de conflito fundiário.




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